Campeonato Brasileiro
Fluminense vence o clássico com o Botafogo pelo Brasileirão
Esportes / Futebol
Pouco depois do gol, Canobbio foi expulso, mas o Glorioso não conseguiu evitar a derrota para o Tricolor.
Rio de Janeiro / RJ
O Fluminense venceu o Botafogo por 1 a 0, nesta quinta-feira (12), em partida válida pela terceira rodada do Brasileirão. O Tricolor foi a melhor equipe no Maracanã, e Lucho Acosta aproveitou uma falha do goleiro Neto para anotar o único gol da noite, já na etapa complementar. Pouco depois, Canobbio foi expulso, mas o Glorioso não conseguiu aproveitar a superioridade numérica que teve durante grande parte do segundo tempo para evitar a derrota. Nos minutos finais, Danilo se machucou, e o clássico terminou com dez jogadores para cada lado.

Lucho Acosta, craque tricolor que fez o golaço que deu a vitória ao Fluminense / Foto: Lucas Merçon – FFC
Com o resultado, o Fluminense chegou aos mesmos sete pontos do líder São Paulo e do Palmeiras, ocupando a terceira posição. Já o Botafogo tem três e aparece em 11º.
Agora, os dois times viram a chave para as quartas de final do Campeonato Carioca. O Botafogo encara Flamengo no domingo, a partir das 17h30, no Estádio Nilton Santos. Já o Fluminense encara o Bangu na segunda-feira, às 18h, no Maracanã.
O jogo
O primeiro tempo foi marcado por pouca emoção, muitas faltas e cartões amarelos. Nesse cenário, o Fluminense teve mais volume ofensivo, mas as melhores chances vieram apenas nos minutos finais da etapa inicial.
Canobbio deu linda caneta em Barboza e teve boa chance para finalizar, mas mandou para fora. Pouco depois, após cruzamento de Samuel Xavier, o uruguaio acertou a trave.
O Botafogo, por sua vez, mais se defendeu e mostrou muita dificuldade para ser criativo na frente. Assim, Fábio não precisou fazer defesas ao longo do primeiro tempo.
Logo no início da etapa complementar, o Tricolor passou perto de abrir o placar. Após falha de Newton, John Kennedy ficou cara a cara com Neto, mas demorou para finalizar e mandou por cima.

Aos dez minutos, o gol finalmente saiu. John Kennedy recebeu na área, finalizou forte e Neto espalmou. Martinelli pegou a sobra na área e arriscou o chute. O goleiro do Botafogo foi mal ao tentar encaixar, e Lucho Acosta apareceu para dar um balão e mandar para o fundo da rede.
Pouco depois, o Fluminense se viu com um homem a menos. Isso porque Canobbio acertou uma cotovelada em Montoro e foi expulso após o árbitro olhar o lance no monitor do VAR.
Entretanto, apesar da superioridade numérica, o Botafogo teve pouca inspiração para evitar a derrota. Somente na reta final, Danilo conseguiu acertar a trave em uma cobrança de falta. Ele, porém, sentiu, precisou deixar o campo, e o Alvinegro também terminou a partida com dez.
Já o Tricolor encontrava espaços no ataque e poderia até mesmo ampliar a vantagem, mas faltou capricho para aproveitar as oportunidades. Assim, a partida terminou com vitória tricolor pelo placar de 1 a 0.
Outros Resultados do Brasileirão Série A
Athletico-PR 2 x 1 Santos
Corinthians 2 x 0 Bragantino
Internacional 1 x 3 Palmeiras
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- Informações de O Dia – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – Lucas Merçon / Fluminense FC
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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