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Brasileirão Série A

Botafogo pressiona o Atlético-MG, mas fica apenas no empate sem gols

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Esportes / Futebol

Glorioso e Galo fizeram prévia da grande final da Libertadores

Belo Horizonte / MG

Tiquinho Soares foi titular do Botafogo no empate com o Atlético-MG - Vítor Silva/Botafogo

Na prévia da grande final da Libertadores, o Botafogo foi até Minas Gerais para enfrentar o Atlético-MG pela 34ª rodada do Brasileirão, nesta quarta-feira (20), na Arena Independência, e não conseguiu sair do 0 a 0 mesmo atuando com um jogador a mais em todo o segundo tempo. O duelo foi marcado por controle total do Glorioso, que teve alto volume de jogo e não conseguiu furar o bloqueio. As equipes decidem a competição continental no Monumental de Núñez, no próximo dia 30.

Com o resultado, o Glorioso liga o alerta na luta pelo título do Brasileirão ainda na liderança. Com os resultados da rodada, o Palmeiras encurtou a distância para apenas dois pontos por conta de sua vitória sobre o Bahia.

Ataque total

O Galo mandou o duelo Independência vazio devido à punição aplicada por conta dos episódios de violência na final da Copa do Brasil. Com uma configuração de campo neutro, o Glorioso não se acanhou e aplicou o mesmo futebol de sempre, agressivo e controlando as ações. Para isso, contou com alguns convocados para a Data Fifa no time titular, como Luiz Henrique, Thiago Almada e Alex Telles.

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Alexander Barboza acabou sendo expulso por segundo amarelo no empate do Botafogo - Vítor Silva/BotafogoNa primeira etapa, apenas Botafogo buscando o jogo. O Alvinegro levou muito perigo em lances com o meia Thiago Almada, que obrigou Everson a fazer grande defesa após finalização de média distância, e tirou tinta da trave direita em cobrança de falta da entrada da área.

O clima foi quente em campo, com muita provocação de ambos os lados e algumas faltas duras. Em uma delas, Rubens, que acabara de levar cartão amarelo, deu carrinho feio em Luiz Henrique e foi expulso pelo árbitro Luiz Flávio de Oliveira. Nos primeiros 45 minutos nada de gols, mas cenário favorável para os comandados de Artur Jorge.

Pressão sem resultado

Com a vantagem numérica, o Botafogo foi todo ataque no segundo tempo, mas encontrou dificuldade com o ferrolho armado por Gabriel Milito. O Galo se defendeu todo atrás da linha da bola em bloco baixo, com Deyverson marcando na entrada da área.

Diferente do início, quando trabalhava bem com a bola no chão, o Glorioso passou a apostar nos cruzamentos e exagerou nos erros, mesmo com Tiquinho Soares e, posteriormente, Igor Jesus como referências. Bem postada, a defesa da equipe mineira pouco sofreu até a casa dos 35 minutos.

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Luiz Henrique, do Botafogo, recebendo marcação tripla  - Vítor Silva/BotafogoNa reta final, um massacre dos comandado de Artur Jorge, que chegaram ao número de 24 finalizações contra apenas duas do Atlético. O time rondou a área, buscou jogadas rápidas pelo lado e teve uma chance clara com Bastos, na pequena área, finalizando para fora. Tentativas não faltaram, assim como garra em campo, mas o jogo não saiu do zero a zero. 

Além do empate, na reta final, o Botafogo perdeu duas peças importantes para o jogo contra o Vitória, no próximo sábado (23), no Nilton Santos. Alexander Barboza foi expulso nos lances finais com um segundo amarelo e Luiz Henrique recebeu cartão vermelho por, após confusão generalizada, arremessar uma garrafa na direção de seguranças.

Outros Resultados do Brasileirão Série A

Bahia 1 x 2 Palmeiras

Criciúma 0 x 1 Vitória

Grêmio 2 x 2 Juventude

Athletico-PR 2 x 0 Atlético-GO

Bragantino 1 x 1 São Paulo

Corinthians 2 x 1 Cruzeiro

Cuiabá 1 x 2 Flamengo

Jogos desta quinta-feira (21)

Vasco x Internacional

Fluminense x Fortaleza

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* Informações O Dia / CBF

* Fotos: Vitor Silva / Botafogo

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Esportes / Futebol

Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez

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Por André Costa*

Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.

Roteiro repetido

O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.

Adeus discreto de Messi

Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.

Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.

Como foi o jogo?

O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.

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A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.

Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.

Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.

Segundo tempo

A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.

A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!

A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.

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Prorrogação

O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.

Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.

Segundo tempo

Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.

A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.

A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.

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*Gazeta Esportiva – Conteúdo

*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP

 

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