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Campeões do Futuro

Escolinha de Futebol, local em que surgem os futuros craques

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Esportes / Futebol

Por Paulo Roberto Borges*

Futebol é paixão nacional! Qualquer local é lugar para a sua prática, basta ter uma bola; seja na varanda de casa, na rua, em qualquer espaço.

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Mas, existem um lugar apropriado para começar a conhecer o futebol tendo como primeiros ensinamentos os seus fundamentos. Depois a prática no campo de jogo, propriamente dito. As escolinhas existem para esse aprendizado. No bairro Ayrton Sena, na cidade de São Mateus, tem uma escolinha de futebol onde reúnem dezenas de jovens atletas de seis a 16 anos em dois turnos. Tudo sob o comando do professor Inácio Batista, as terças e quintas.

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A experiência no conhecimento do futebol, gabarita o professor a vislumbrar alguns dos seus alunos com potencial para a prática desse esporte com possibilidade, tendo essa opção, vir a ser futuros profissionais do futebol em um clube. Ali, com certeza, também é um celeiro de futuros craques da bola.

Durante os treinos os pais, principalmente as mães, assistem seus filhos nesse desempenho e torcem pulando, gritando, orientando e, mesmo quando um filho chuta de canela, na trave e no alambrado, não se fazem de rogadas e nutrem a esperança que isso é apenas um detalhe. É um momento de lazer, familiar e interação. Para quem assiste, se diverte com o fato das mães “entenderem” de futebol.

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Ela é destaque

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No meio dos meninos, Alice Ramos, de 10 anos, chama a atenção. É a única menina no treino da tarde. Sua mãe disse que ela acabou se inscrevendo na escolinha por morar em frente ao campo e a opção do futebol acabou sendo natural. E deu certo. Ela leva jeito. “Marta que se cuide”, disse alguém prevendo o futuro da menina-jogadora.

Alice cursa a 3ª série na Escola Municipal de Ensino Fundamental Dora Arnizaut Silvares (Caic), é estudiosa, torce para o Flamengo e já pensa em ter o futebol na sua vida de futura jogadora.

Mas…

Outros meninos também se destacam e o professor Inácio Batista já tem rascunhada uma lista. Por enquanto guarda em segredo, para não criar uma expectativa.

A escolinha faz parte do projeto Campeões do Futuro, e tem o apoio, além do governo estadual, também da Prefeitura de São Mateus, através da Secretaria Municipal de Esporte, Juventude e Lazer.

Em tempo: O campo está muito bem cuidado, até porque a comunidade tem consciência da sua importância, como um dos equipamentos que proporciona o dueto esporte-saúde que contribuem para qualidade de vida.

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* Fotos: Pauta1

 

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Esportes / Futebol

Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez

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Por André Costa*

Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.

Roteiro repetido

O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.

Adeus discreto de Messi

Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.

Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.

Como foi o jogo?

O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.

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A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.

Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.

Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.

Segundo tempo

A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.

A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!

A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.

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Prorrogação

O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.

Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.

Segundo tempo

Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.

A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.

A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.

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*Gazeta Esportiva – Conteúdo

*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP

 

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