Campeonato Carioca
Com direito a gol relâmpago, Fluminense bate o Nova Iguaçu e sobe na tabela do Carioca
Esportes / Futebol
Tricolor segue vivo na disputa por uma vaga na semifinal da competição
Rio de Janeiro / RJ
O Fluminense fez o dever de casa para seguir vivo na briga por uma vaga na semifinal do Campeonato Carioca. A equipe de Mano Menezes venceu o Nova Iguaçu por 2 a 0 no Maracanã, na tarde deste domingo (16), pela décima rodada da Taça Guanabara. Cano, com menos de um minuto, e Canobbio fizeram os gols do triunfo tricolor.
O Flu chegou 14 pontos e aparece na quinta colocação do Estadual. Como o Maricá perdeu para a Portuguesa na rodada, o Tricolor assumiria a quarta colocação se tivesse marcado mais um gol no Nova Iguaçu.
A equipe de Mano Menezes volta a campo no próximo domingo, às 18h30, para enfrentar o já rebaixado Bangu no Maracanã. A partida é válida pela última rodada da Taça Guanabara.
O jogo
O Fluminense começou com tudo e abriu o placar logo no primeiro minuto de partida. O Tricolor subiu a marcação logo após o apito inicial, em Martinelli forçou o erro do adversário já próximo da área. A bola sobrou para Jhon Arias, que acionou Cano. O atacante dominou e finalizou forte para balançar as redes do Maracanã aos 35 segundos.

O Tricolor chegou a levar dois sustos após inaugurar o marcador, mas não se abalou e seguiu superior em campo. A equipe de Mano Menezes, aliás, conseguiu impor um ritmo forte até a parada técnica.
Depois da pausa, esse ritmo diminuiu, mas o Flu seguiu em busca do gol e finalmente conseguiu aos 39 minutos. Do campo de defesa, Freytes acionou Fuentes, que encontrou Arias no meio. O meia-atacante tocou para Canobbio, que avançou um pouco antes de finalizar cruzado para vencer o goleiro Lucas Maticoli.
O Nova Iguaçu, por sua vez, encontrou espaços pelo lado direito da defesa tricolor, mas faltou capricho na conclusão das jogadas parar fazer o gol.
Na etapa complementar, o time da Baixada até teve mais a bola durante os primeiros minutos, mas não conseguiu aproveitar esse momento para diminuir a vantagem do Flu. Com o passar do tempo, o Fluminense voltou a crescer na partida e criou boas chances de fazer o terceiro.
A principal veio aos 16 minutos, quando Martinelli roubou a bola dentro da área e acionou Germán Cano. O atacante estava completamente livre de marcação, mas isolou de perna esquerda. Mais tarde, Lima acertou uma bola no travessão.
O Fluminense seguiu melhor até o fim, mas ainda tomou levou um grande susto por causa de uma vacilo defensivo. Kennyd foi lançado pelo lado direito do ataque e invadiu a área do tricolor. Ele tinha um companheiro livre de marcação ao seu lado, mas demorou a dar o passe e desperdiçou o ataque.
Depois disso, o Tricolor se recompôs e voltou a insistir pelo terceiro gol, que o levaria ao G4 do Campeonato Carioca, mas não teve sucesso.
Outros Resultados
Carioca:
Portuguesa 3 x 1 Maricá
Sampaio Corrêa 1 x 3 Volta Redonda
Paulista:
Palmeiras 0 x 0 São Paulo
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* Informações de O Dia
* Fotos: Lúcio Merçon / Fluminense
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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