Brasileirão Série A
Fluminense vence o Sport com gol de Everaldo no último lance
Esportes / Futebol
Tricolor se recupera após início muito ruim e faz 2 a 1 no Maracanã
Rio de Janeiro / RJ
O Fluminense sofreu e conseguiu a virada para vencer por 2 a 1 o lanterna Sport no último minuto da partida no Maracanã, pelo Brasileirão. Depois de péssimos 30 minutos iniciais, o Tricolor dominou no segundo tempo após as substituições e viu um inspirado Arias brilhar com mais duas assistências, para Serna empatar e Everaldo, o substituto de Germán Cano, marcar aos 51 minutos – Pablo abriu o placar.

Três lances polêmicos aconteceram. Dois pênaltis não marcados, sendo um em Árias que o árbitro marcou e o Var o fez anular um pênalti claro.
Outro lance foi uma falta violenta sobre o Serna, que seria para cartão vermelho e, consequentemente, expulsão. Nada aconteceu.
O Fluminense tem sido muito prejudicado pelas péssimas arbitragens.
Fluminense sofre gol e perde chances

Cada vez mais pressionado, o Fluminense mostrou uma desorganização que cobrou um alto preço no primeiro tempo. Foram praticamente 30 minutos muito ruins, com o time sem fazer pressão, marcando mal e dando espaço, principalmente pela direita da defesa, de onde saíram o gol e as principais chances do Sport em contra-ataques e lançamentos.
Primeiro, Barletta apareceu livre na área e obrigou Fábio a fazer grande defesa, aos 8. Depois, aos 23, Ignácio deixou Lucas Lima cruzar e Freytes viu Pablo antecipar para abrir o placar. Pouco depois, o goleiro tricolor ainda salvou outro chute de Barletta e Pablo mandou o rebote na trave.
As vaias da torcida não foram surpresa diante da atuação em que a melhor chance até então foi um cruzamento forte de Samuel Xavier que passou por toda a pequena área. Somente aos 29, a partir de um chute de Canobbio que Caíque França fez grande defesa, o Fluminense se organizou e pressionou. Foram três grandes chances, todas em cruzamentos, com o uruguaio parando no goleiro e Ganso e Arias, na melhor chance, cabeceando para fora.
Pênalti anulado e virada no segundo tempo
Era de se esperar um postura mais agressiva do Fluminense na volta do intervalo, inclusive com a entrada de Serrna no lugar Canobbio. Mas foi o oposto, nada deu certo em 10 minutos, com o time vendo o sport trocar passes sem ter capacidade de tirar a bola, recebendo muitas vaias.

A melhora só aconteceu com as entradas de Nonato e Lima para dar mais força ao meio de campo nos lugares de Ganso e Hércules com péssimas atuações no ataque e na defesa. Imediatamente o Tricolor cresceu em campo e não demorou para empatar, aos 14, em boa jogada, com inversão para Arias driblar o marcador e cruzar para Serna fazer de cabeça.
O jogo mudou no Maracanã, com um controle maior dos donos da casa, sem levar susto na defesa. Serna não fez o segundo porque parou na dividida com o goleiro. E aos 26, o Fluminense teve um pênalti marcado a favor que a arbitragem voltou atrás e anulou com o auxílio do VAR por considerar que o puxão de camisa não foi faltoso em Arias.
O time ficou nervoso, principalmente com faltas mais fortes do Sport, e viu o adversário quase fazer o segundo no fim, em nova falha defensiva, com Du Queiroz livre chutando em cima de Fábio. Everaldo teve uma chance e parou em Caíque França, mas no último minuto marcou o gol da virada, em novo passe de Arias.
Outros Resultados do Campeonato Brasileiro Série A
Sexta-feira
São Paulo 0 x 0 Fortaleza
Sábado
Corinthians 4 x 2 Internacional
Ceará 1 x 0 Vitória
Bahia 1 x 0 Botafogo
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* Da Redação / Com informações de O Dia
* Fotos: Lucas Merçon / Fluminense
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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