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Campeonato Brasileiro / Série A

Fluminense arranca empate do Fortaleza no fim e segue em situação delicada no Brasileirão

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Esportes / Futebol

Tricolor volta a campo na terça-feira (26) para confronto direto na luta contra o rebaixamento

Rio de Janeiro / RJ

Segue a situação delicada do Fluminense na reta final do Brasileirão lutando contra o rebaixamento para a Série B. Na noite desta sexta-feira (22), em duelo válido pela 34ª rodada, no Maracanã, a equipe comandada por Mano Menezes deu bons sinais no início, saindo na frente logo cedo, mas levou a virada e só foi buscar o empate nos minutos finais com gol salvador de Germán Cano decretando o 2 a 2. Os outros gols do jogo foram marcados por Lima, para o Tricolor, e Moisés e Marinho para o Leão do Pici.

Com o resultado, o Tricolor fica na 15ª colocação, somando 38 pontos, um acima do Criciúma, que abre o Z-4 do torneio. O próximo compromisso será justamente contra a equipe catarinense, na terça-feira (26), às 19h, novamente no Maracanã.

Primeiro tempo movimentado

Keno foi um dos destaques do Fluminense no duelo com o Fortaleza - LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

Keno fez grande jogada no lance do primeiro gol

Mano Menezes teve à disposição o que tem de melhor no elenco e viu sua equipe começar com tudo no Maracanã. Depois de se firmar no campo de ataque e assustar, o Tricolor abriu o placar logo cedo, aos 10 minutos de jogo. Keno fez linda jogada individual pela esquerda, escancarando habilidade com a marcação de Brítez e Zé Welison, e rolou para o meio da área. Lima apareceu livre chegando de frente para o gol e tocou de primeira, no canto esquerdo.

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O Fortaleza pouco deixou o Fluminense comemorar e empatou poucos minutos depois. Aos 18, Martinelli perdeu bola no meio-campo e o Leão do Pici subiu em contra-ataque. Martínez entrou na área pela direita e tocou na segunda trave para Moisés, que apareceu depois de Fábio e deixou tudo igual. Após o lance, Martinelli passou a ser vaiado em todas as vezes que tocou na bola.

Após o empate, o Fluminense deu sinais claros de que havia sentido o golpe e deixou a guarda mais baixa. O Fortaleza, sem titubear, foi ganhando campo e passou a incomodar cada vez mais. Depois de algumas investidas aproveitando erros de marcação e muito espaço, veio a virada. Aos 42, Moisés achou Marinho em profundidade e o camisa 11 foi para o mano a mano com Thiago Silva, achando espaço para linda finalização no canto direito de Fábio.

Emoção toma conta

Na volta para a segunda etapa, o Fluminense passou a explorar mais os lados do gramado com os laterais e ponta. Não faltava vontade, mas sim qualidade para armar e concluir as jogadas. Por outro lado, o Leão do Pici se armou para o contra-ataque no Maracanã sem se expor.

Lima marcou o primeiro gol do Fluminense contra o Fortaleza - Marcelo Gonçalves/Fluminense

Lima marcou o primeiro gol do tricolor carioca

O Flu foi para cima após as entradas de Serna, Cano e Renato Augusto, o que deu mais dinâmica na fase de transição e mais qualidade no terço final. Em uma das boas chances criadas, após lançamento, foi aberto espaço para Arias invadir a área livre e finalizar em cima do goleiro João Ricardo.

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A equipe da casa aumentou o volume de jogo nos minutos finais e, na bola aérea, conseguiu o empate. Aos 39 minutos, Samuel Xavier foi ao fundo pela direita após drible entre as pernas de Bruno Pacheco e cruzou para o meio da área. Renato Augusto subiu e desviou na direção de Cano, que cabeceou para o fundo da rede já dentro da pequena área.

Para dar emoção nos lances finais, o Fortaleza chegou a balançar a rede pela terceira vez e calou o Maracanã no que seria gol contra bizarro de Thiago Santos, mas o lance foi anulado pela arbitragem por impedimento. O Flu tentou em seguida, mas não conseguiu a virada e ficou com um ponto em casa.

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* Informações do jornal O Dia

* Fotos: Lucas Merçon / Fluminense

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Esportes / Futebol

Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez

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Por André Costa*

Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.

Roteiro repetido

O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.

Adeus discreto de Messi

Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.

Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.

Como foi o jogo?

O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.

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A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.

Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.

Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.

Segundo tempo

A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.

A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!

A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.

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Prorrogação

O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.

Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.

Segundo tempo

Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.

A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.

A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.

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*Gazeta Esportiva – Conteúdo

*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP

 

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