Campeonato Brasileiro
Clássico prova abismo entre Palmeiras e Corinthians
Esportes / Futebol
Nem a mudança de data para uma segunda-feira conseguiu diminuir o tamanho do confronto
São Paulo – SP
Com um jogador a menos, o Palmeiras venceu o Corinthians por 2 a 0, em Dérbi disputado no Allianz Parque. Nem a mudança na data do jogo, do tradicional domingo de clássico para uma segunda-feira (1), foi capaz de “murchar” um confronto de tamanha magnitude.
Além da partida conter os elementos de um “Dérbi clássico”, evidenciou outra tendência estabelecida nos anos recentes: a superioridade do Palmeiras em relação ao Corinthians.
Clássico é clássico. E vice-versa
Segunda-feira, 16h. Um dia em que os trabalhadores estavam em reta final de expediente, aguardando o horário para enfrentar o terrível trânsito da cidade de São Paulo. Porém, nas alamedas do Allianz Parque, tudo girava em torno de Palmeiras x Corinthians, jogo que faz torcedores de ambos os lados não dormirem de tanta ansiedade.

No horário em questão, 16h, concentrações de palmeirenses em confraternização, realizando o tradicional pré-jogo, já se faziam presentes. Corintianos, por outro lado, sentiam a tensão longe do estádio, pois o ineficiente e insuficiente trabalho de segurança pública e organização do futebol paulista não permite clássicos com torcida visitante.
Dentro do Allianz Parque, mosaicos, provocações e alta cantoria. A arena alviverde, que geralmente fica mais “fria” em partidas comuns, se inflamou. No primeiro tempo, nervosismo, que foi refletido nos atletas em campo. O Corinthians estava melhor em sua proposta de jogo. Na segunda etapa, muito apoio e resposta do Verdão. Resultado: o estádio se tornou um caldeirão insuportável para os adversários.
E não podia faltar desentendimentos em campo. Jogadores do Corinthians foram tirar satisfação com o jovem Estêvão, que foi defendido por Raphael Veiga com truculência. Discussões e “empurra-empurra” instaurados, e os 22 atletas ficaram ainda mais pilhados, junto com a arquibancada. As atitudes são condenáveis, mas marcam presença como regra em grandes clássicos.
Domínio do Palmeiras sobre o Corinthians
O primeiro tempo foi equilibrado na casa alviverde, com um Timão melhor dentro da sua proposta. Porém, na segunda etapa, o Verdão abriu o placar e dominou o jogo, uma atuação simbólica em relação ao histórico recente do confronto.
O Palmeiras fez o segundo sobre o Corinthians e, logo depois, houve a confusão que gerou cartão vermelho para Veiga. Mesmo com um jogador a menos, a equipe levou mais perigo ao gol adversário do que o Alvinegro.
O Dérbi foi como deve ser: com cara de clássico. Mas também provou o abismo entre Palmeiras e Corinthians. Mesmo em uma partida complicada, o Alviverde “desenrosca” e se impõe, enquanto o Alvinegro se rende e espera o pior, dentro e fora de campo.
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* Fonte: Jornal Lance – Rafael Oliva
* Fotos: Rafael Oliva – Lance / Marcello Zambrana – AGIF
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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