Economia
Suzano anuncia investimento de R$ 1,17 bilhão em nova fábrica no ES
Economia
O governador do Estado, Renato Casagrande, participou, nesta quinta-feira (26), do anúncio de investimento de R$ 1,17 bilhão da empresa Suzano em uma nova onda de modernização da Unidade Aracruz. Segundo a empresa, serão destinados R$ 650 milhões na construção de uma fábrica de papel Tissue e mais R$ 520 milhões na substituição de uma caldeira de biomassa em um dos maiores complexos fabris de produção de celulose da companhia, localizado no município capixaba.
A fábrica de Tissue, produto utilizado na confecção de itens de higiene e limpeza como papel higiênico, guardanapo, papel toalha e lenços umedecidos, terá capacidade para produzir 60 mil toneladas, além de duas linhas de conversão do material em papel higiênico. O projeto levará dois anos até estar concluído e ampliará a capacidade instalada da unidade de Bens de Consumo da Suzano para 340 mil toneladas anuais.
Durante o período de obras serão gerados 300 postos de trabalho. Após o início da produção, previsto para o primeiro trimestre de 2026, cerca de 200 colaboradores e colaboradoras, diretos e indiretos, trabalharão na unidade.
“Estamos atentos à mudança de hábito de consumo de brasileiros e brasileiras, cada vez mais demandantes de produtos de qualidade superior, e por isso continuaremos a investir para oferecer uma ampla variedade de marcas e categorias de produtos para nossos consumidores”, afirmou o diretor executivo de Bens de Consumo e Relações Corporativas da Suzano, Luís Bueno.

A intenção de construir uma fábrica de Tissue em Aracruz havia sido anunciada em junho de 2022 e estava sujeita à aprovação do Conselho de Administração da Suzano, que deu parecer favorável ao investimento em reunião realizada nesta quinta-feira.
Na mesma data, o Conselho de Administração aprovou a aquisição de uma caldeira de biomassa, equipamento que aumentará a eficiência energética da fábrica, contribuindo para a estabilidade operacional, além de resultar em um importante ganho ambiental a partir da redução da emissão de material particulado e reaproveitamento na queima de resíduos da madeira em relação à caldeira existente.
Para o governador capixaba, os incentivos estaduais e a boa gestão fiscal têm feito o Espírito Santo se tornar um local seguro e atrativo para o desenvolvimento.
“O Governo do Estado tem importantes políticas públicas de incentivo para a atração de empresas e geração de renda. Sabemos que essa indústria trará benefícios significativos para toda a região. Sendo uma oportunidade para a valorização dos trabalhadores locais e o impulsionamento da economia de Aracruz e do Espírito Santo. Tenho certeza que o desenvolvimento tecnológico vai fortalecer ainda mais a região como um polo industrial”, afirmou Casagrande.
O vice-governador e secretário de Estado de Desenvolvimento, Ricardo Ferraço, também comentou sobre o projeto da Suzano: “É mais um investimento estratégico que adensa e agrega valor a uma cadeia produtiva tradicional e importante no Espírito Santo, que é geradora de muita prosperidade e desenvolvimento em terras capixabas. A decisão atesta o quanto o mercado olha para nosso Estado com confiança naquilo que estamos fazendo aqui, com parcerias sólidas com o setor privado.”
A nova caldeira, cujo início de operação está previsto para o último trimestre de 2025, utiliza biomassa para a produção de vapor, que por sua vez é usado no processo de celulose e na geração de energia elétrica.
“Avançamos, dessa forma, no processo de modernização da Unidade Aracruz, o que reforça o nosso compromisso com o desenvolvimento capixaba. Concluímos em 2021 a construção de uma fábrica de conversão de Tissue no município de Cachoeiro de Itapemirim e realizamos outros importantes investimentos em Aracruz, como a instalação de um sistema de cristalização, um novo turbo gerador e a modernização de uma das caldeiras de recuperação química” ressaltou o presidente da Suzano, Walter Schalka.
Somente no Espírito Santo, a Suzano emprega diretamente cerca de 2.500 pessoas. Os projetos sociais da companhia, por sua vez, impactam positivamente mais de 25 mil pessoas de forma direta e indireta no Estado.
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* Com informações da Suzano e Governo do Estado
* Foto: Divulgação
Economia
Escala 5×2 ameaça pequenos negócios no interior do ES
Pesquisa aponta risco de aumento de custos, dificuldade para manter atendimento e falta de mão de obra qualificada
Aumento de custos operacionais, dificuldade para reorganizar equipes e escassez de mão de obra qualificada, especialmente em negócios ligados ao comércio, serviços e turismo estão listados como os principais impactos da possível adoção da escala de trabalho 5×2 em municípios capixabas. Um estudo realizado com 30 empresários e gestores de Marataízes e cidades vizinhas, apontou a situação.
O levantamento, realizado em abril deste ano, foi conduzido pelo Administrador Allan Junio da Silva Vieira, representante institucional do Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES) na Região Litoral Sul. Segundo ele, “a escala 5×2 não pode ser analisada apenas como uma questão trabalhista. Ela acaba expondo gargalos históricos de gestão, tecnologia e qualificação profissional que já existiam nas empresas do interior”, afirma.
Conhecida como a “Pérola Capixaba” e também como a capital estadual do abacaxi, Marataízes é um dos principais polos turísticos e agrícolas do litoral sul do Espírito Santo. Com economia fortemente baseada em atividades presenciais e atendimento direto ao público, o município representa um retrato dos desafios enfrentados por pequenas e médias empresas diante das mudanças nas relações de trabalho.
Segundo Allan Vieira, o debate sobre a escala 5×2 vai além da redução da jornada semanal. O levantamento identificou diferenças significativas entre empresas mais modernas e negócios ainda dependentes de operações manuais. Enquanto organizações com maior uso de tecnologia enxergam oportunidades de ganho de produtividade e modernização, empresas tradicionais demonstram preocupação com a manutenção dos turnos de atendimento e a sustentabilidade financeira das operações.
De acordo com o estudo, muitos empresários estimam aumento operacional próximo de 20% em setores com atendimento direto ao público caso não haja investimento em automação e reorganização de processos internos. “O principal medo não é apenas a folha salarial. Muitos gestores relatam preocupação em conseguir manter o atendimento funcionando em cidades onde ainda existe forte dependência do trabalho operacional e pouca oferta de mão de obra qualificada”, explica Allan Vieira.
A pesquisa também aponta diferenças de percepção entre os perfis empresariais analisados. Enquanto empresas maiores concentram preocupações em competitividade e produtividade, pequenos empreendedores demonstram receio imediato relacionado à sobrevivência financeira e à capacidade de adaptação.
Para o Administrador Allan Vieira, o cenário reforça a necessidade de modernização da gestão no interior capixaba. “Tecnologia e gestão deixaram de ser diferenciais e passaram a ser fatores de sobrevivência. Empresas que já utilizam automação e ferramentas digitais conseguem absorver melhor mudanças na jornada de trabalho”, destaca.
Apesar dos desafios, o estudo também identifica oportunidades. Entre elas, a possibilidade de atração de profissionais de grandes centros urbanos em busca de qualidade de vida e a melhoria do ambiente organizacional nas empresas que conseguirem investir em inovação e produtividade. “A escala 5×2 pode se transformar em uma vantagem competitiva para o interior do Espírito Santo, mas isso depende diretamente da capacidade das empresas de modernizar processos e investir em produtividade”, conclui o representante institucional do CRA-ES.
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- Matéria reproduzida do JN – Conteúdo
- Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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