Produtos Saudáveis
Feiras Orgânicas de Jardim Camburi têm aprovação dos seus moradores que procuram produtos saudáveis
Economia
Toda dona de casa sempre procura produtos de qualidade e saudáveis, sem agrotóxicos que não coloquem em risco a saúde da sua família. As feiras orgânicas de Jardim Camburi têm crédito e aprovação dos seus moradores

A primeira feira orgânica que se instalou no bairro é a que se realiza todos os sábados na Praça Nilze Mendes Rangel. Começou em setembro de 2013 e durante todo esse tempo se consolidou oferecendo produtos orgânicos e artesanais conquistando grande clientela e com aprovação da dona de casa, que adquiri seus produtos sem levar em consideração o preço. “Compro pela qualidade, porque sei que são produtos mais saudáveis”, disse a psicóloga e moradora, Euzilene Rodrigues. Esse também é o motivo da gerente comercial Riani Cezarette, que afirma frequentar a feira todo sábado porque “encontro produtos sem agrotóxicos e é produzido em sistema de agricultura familiar”.
A moda pegou e outras surgiram no bairro, mas hoje apenas a da Praça Nilze Mendes Rangel e a que funciona no Shopping Norte Sul, todas às terças, das 16 às 20 horas. São as únicas feiras orgânicas do bairro que ainda estão na ativa. Mas, às sextas tem uma banquinha na Praça Mário Elias da Silva que também comercializa produtos orgânicos. É mais uma opção para comprar produtos saudáveis, direto do produtor.

Além das verduras, legumes e frutas, são comercializados doces caseiros e produtos artesanais. A maioria dos produtores rurais que comercializam seus produtos é de Santa Maria de Jetibá e Fundão.
• Fotos: Pauta 1
Economia
Nascida com investimento de R$ 360, Borana quer faturar R$ 32 milhões em 2026
Marca beachwear de São Mateus ganhou mercado externo, cinco lojas físicas e 150 funcionários partindo de um investimento inicial de R$ 360
Por João Flávio Figueiredo* | Vitória – ES
A marca de beachwear Borana, fundada em São Mateus, no norte do Espírito Santo, projeta faturamento superior a R$ 32 milhões em 2026. No ano passado, a empresa registrou R$ 28 milhões em receita com uma produção anual em torno de 360 mil peças. A marca conta com uma fábrica, cinco lojas físicas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo e emprega 150 pessoas.
O número é resultado de uma jornada forjada na escassez, com capital próprio e sem investidor externo. Em 2010, a família começou a produzir biquínis sob medida para a filha, que estudava em Vitória.

Empresário Jorge Aguiar recebeu a medalha Mérito Empreendedor, honraria da Findes / Foto: Divulgação
“O produto circulou entre amigas, os pedidos cresceram e, em seis meses, a marca começou a receber um volume relevante de encomendas. Eu tocava flauta na noite para fazer renda e juntei R$ 360 para comprar alguns metros de tecido”, lembra Jorge Aguiar, sócio-fundador da Borana.
A empresa tocada pela família Aguiar. O criativo fica a cargo de Patiara, filha do casal Inânia, esposa de Jorge, cuida da produção. Moreno, o filho, completa o quadro societário.
O salto de visibilidade veio em 2016, quando a Borana foi selecionada para participar de um desfile do São Paulo Fashion Week. A marca ganhou o desfile solo na semana de moda de Macau e ganhou popularidade ao ter uma peça usada pela cantora Anitta em 2020.
Hoje, 70% da produção é realizada na fábrica própria em São Mateus, que emprega 108 funcionários. Os 30% restantes são distribuídos por uma rede de aproximadamente 50 costureiras independentes que trabalham de casa, concentradas principalmente na Grande Vitória.
No exterior, a Borana exporta para a Europa, Estados Unidos, América Latina e Ásia. O mercado externo representa, na média, 10% do faturamento, mas Aguiar considera a presença internacional estratégica para o posicionamento da marca no Brasil.
“Quando você fala que está exportando para esses países, valoriza o produto internamente”, afirmou. “Mas sempre valorizamos a nossa origem em vez de buscar as tendências estrangeiras. Tornamos o produto local uma referência no Brasil e no mundo”.
Para sustentar o crescimento, a Borana fez recentemente um investimento de R$ 1,3 milhão em uma sala de corte automatizada. A aquisição busca aumentar a velocidade e a precisão do processo de corte, que antes era feito manualmente.
O próximo passo em análise é a adoção de um modelo de franquias, embora Aguiar considere que a empresa ainda precisa aumentar a produtividade para adotar esse modelo.
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- O autor assina a coluna Folha Business – Conteúdo
- Foto destaque: Divulgação / Borana
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