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Praias das Neves e Marobá, em Presidente Kennedy, terão trecho restrito para o Porto Central

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A restrição terá início no dia 10 de março e ocorrerá em uma área de 3km da orla. O Porto Central está em construção em Presidente Kennedy

A partir do dia 10 de março, um trecho de 3,1 km da orla do município de Presidente Kennedy, no sul do Estado, entre as Praias de Marobá e Das Neves, vai ser uma área restrita, sem que o público tenha acesso.

De acordo com o projeto do Porto Central, a medida está prevista no planejamento e em conformidade com o licenciamento ambiental e tem a finalidade também de buscar prevenir riscos de acidentes, tanto para os trabalhadores quanto para os frequentadores das praias daquela região.

Para reforçar essa mudança, a partir da próxima semana, o local contará com sinalização adequada e monitoramento contínuo, garantindo que a população esteja devidamente orientada. A Prefeitura de Presidente Kennedy reforça que essa ação é fundamental para a execução segura e eficiente das obras, bem como para a preparação da operação plena do Porto Central.

Os interessados em mais informações sobre a restrição ou o andamento do projeto podem buscar esclarecimentos pelos canais oficiais de comunicação do Porto Central.

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O Porto Central

O Porto Central é um complexo industrial-portuário privado de águas profundas, de classe mundial que está sendo instalado em Presidente Kennedy, no sul do estado do Espírito Santo. É um empreendimento de múltiplo propósito e vai fornecer infraestrutura para instalação de vários terminais portuários. Os investimentos previstos na primeira fase são da ordem de R$ 5 bilhões.

A expectativa é que as obras do Porto Central em Presidente Kennedy ocupem uma área de 20 milhões de metros quadrados, com investimentos de R$ 5 bilhões. 

O terminal deverá contar com 30 berços. A profundidade deve variar de 10 a 25 metros, o que vai permitir que o porto receba navios de grande porte.

As obras devem ser iniciadas no segundo semestre de 2020. Elas estão divididas em quatro etapas e o início da operação está previsto para 2022.

O empreendimento, que irá movimentar contêineres, seguirá o modelo do Porto de Roterdã, na Holanda. 

O terminal irá operar diversos tipos de cargas, como produtos químicos, granéis líquidos, petróleo e derivados, granéis sólidos, minério de ferro, carvão, ferro gusa, soja, trigo, milho e outros produtos agrícolas, fertilizantes e veículos.

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* Fonte: Porto Central / Prefeitura de Presidente Kennedy

* Foto/destaque: Porto Central / Divulgação

 

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Nascida com investimento de R$ 360, Borana quer faturar R$ 32 milhões em 2026

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Marca beachwear de São Mateus ganhou mercado externo, cinco lojas físicas e 150 funcionários partindo de um investimento inicial de R$ 360

Por João Flávio Figueiredo* | Vitória – ES

A marca de beachwear Borana, fundada em São Mateus, no norte do Espírito Santo, projeta faturamento superior a R$ 32 milhões em 2026. No ano passado, a empresa registrou R$ 28 milhões em receita com uma produção anual em torno de 360 mil peças. A marca conta com uma fábrica, cinco lojas físicas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo e emprega 150 pessoas.

O número é resultado de uma jornada forjada na escassez, com capital próprio e sem investidor externo. Em 2010, a família começou a produzir biquínis sob medida para a filha, que estudava em Vitória. 

Empresário Jorge Aguiar recebeu a medalha Mérito Empreendedor, honraria da Findes / Foto: Divulgação

“O produto circulou entre amigas, os pedidos cresceram e, em seis meses, a marca começou a receber um volume relevante de encomendas. Eu tocava flauta na noite para fazer renda e juntei R$ 360 para comprar alguns metros de tecido”, lembra Jorge Aguiar, sócio-fundador da Borana.

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A empresa tocada pela família Aguiar. O criativo fica a cargo de Patiara, filha do casal Inânia, esposa de Jorge, cuida da produção. Moreno, o filho, completa o quadro societário.

O salto de visibilidade veio em 2016, quando a Borana foi selecionada para participar de um desfile do São Paulo Fashion Week. A marca ganhou o desfile solo na semana de moda de Macau e ganhou popularidade ao ter uma peça usada pela cantora Anitta em 2020.

Hoje, 70% da produção é realizada na fábrica própria em São Mateus, que emprega 108 funcionários. Os 30% restantes são distribuídos por uma rede de aproximadamente 50 costureiras independentes que trabalham de casa, concentradas principalmente na Grande Vitória.

No exterior, a Borana exporta para a Europa, Estados Unidos, América Latina e Ásia. O mercado externo representa, na média, 10% do faturamento, mas Aguiar considera a presença internacional estratégica para o posicionamento da marca no Brasil. 

“Quando você fala que está exportando para esses países, valoriza o produto internamente”, afirmou. “Mas sempre valorizamos a nossa origem em vez de buscar as tendências estrangeiras. Tornamos o produto local uma referência no Brasil e no mundo”.

Para sustentar o crescimento, a Borana fez recentemente um investimento de R$ 1,3 milhão em uma sala de corte automatizada. A aquisição busca aumentar a velocidade e a precisão do processo de corte, que antes era feito manualmente. 

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O próximo passo em análise é a adoção de um modelo de franquias, embora Aguiar considere que a empresa ainda precisa aumentar a produtividade para adotar esse modelo.

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  • O autor assina a coluna Folha Business – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / Borana
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