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Dados do IBGE

Brasília tem o terceiro maior número de línguas indígenas faladas no Brasil

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Curiosidade & Conhecimento

Segundo o Censo Demográfico 2022, a população indígena residente no Distrito Federal é de 5.811 pessoas

Por Aline Gouveia* – Brasília / DF

No Distrito Federal, há 60 línguas indígenas faladas ou utilizadas por pessoas com dois anos ou mais. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (24/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre as capitais brasileiras, Brasília se destacou com o terceiro maior número de línguas indígenas faladas em domicílios, sendo superada por Manaus (97) e São Paulo (77).

As duas línguas indígenas com maior número de falantes na capital federal são warao e guajajara, com 178 e 146 pessoas indígenas de dois anos ou mais, respectivamente. No Censo anterior, em 2010, o maior número de falantes era da língua kamayurá.

De acordo com os resultados do Censo Demográfico 2022, a população indígena residente no Distrito Federal é de 5.811 pessoas. Foram registradas 167 etnias, povos ou grupos indígenas residentes
no Distrito Federal, uma ampliação em relação a 2010, quando foram divulgadas 126 etnias ou povos.

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Entre as capitais brasileiras, Brasília se destacou com o quarto maior número de etnias (167) declaradas no Censo 2022, sendo superada por São Paulo (194), Manaus (186) e Rio de Janeiro (176).

Entre os dois últimos Censos houve alterações nas etnias mais populosas no Distrito Federal. Em 2010, a presença mais numerosa era dos guarani, já em 2022, os tenetehára se tornaram majoritários numericamente, com 269 pessoas indígenas; seguido pelos guajajara, com 267 pessoas indígenas. 

No Brasil

Ainda segundo o IBGE, em 2022, foram registradas um total de 295 línguas indígenas faladas ou utilizadas no domicílio por pessoas indígenas com dois anos ou mais. Entre 2010 e 2022 houve um aumento de falantes de línguas indígenas entre as pessoas com cinco anos ou mais de idade, passando de 293.853 para 433.980 falantes.

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*Correio Braziliense – Conteúdo

*Foto/Destaque: Crédito – Marcelo Camargo / Agência Brasil

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Curiosidade & Conhecimento

Fazenda ‘rara’ do subúrbio do Rio segue abandonada após promessa de revitalização do Governo Federal

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Por Victor Serra* | Rio de Janeiro (RJ)

Mais de um ano após ser incluída entre os 14 bens culturais fluminenses contemplados pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), a histórica Fazenda Capão do Bispo, no Cachambi, Zona Norte do Rio, permanece sem qualquer intervenção de restauro. Enquanto as obras não saem do papel, o casarão do fim do século XVIII segue sendo alvo de invasões, vandalismo e furtos. Segundo apuração da reportagem, o programa destinou R$ 440 mil para a elaboração do projeto de restauração do imóvel.

Na época do anúncio, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou ao DDR que o imóvel seria transformado

Patrimônio em deterioração

Sem vigilância permanente e praticamente abandonado, o casarão vem sofrendo com a retirada de portas, janelas e outros elementos arquitetônicos, além da ocupação irregular por pessoas em situação de rua. Recentemente, preservacionistas denunciaram a realização de fogueiras no interior da construção, aumentando o risco de incêndio em um imóvel tombado.

Para o ativista Marconi Andrade, da página SOS Patrimônio, a situação é crítica e coloca em risco um dos imóveis históricos mais importantes da cidade. “A Fazenda Capão do Bispo é um patrimônio fundamental para a história do Rio de Janeiro e do Brasil. Foi um dos primeiros locais de cultivo de cana-de-açúcar e, mais tarde, recebeu uma das primeiras mudas de café plantadas no país. Hoje, infelizmente, a casa está completamente aberta, sem segurança e sem manutenção. Portas e janelas estão sendo roubadas, há pessoas morando no imóvel e existe um risco real de incêndio ou até mesmo de desabamento”.

Marconi afirma que grupos ligados à preservação do patrimônio precisaram se mobilizar. “Existe um risco real de incêndio e até de desabamento. Há pessoas utilizando o imóvel de forma irregular, enquanto o patrimônio permanece completamente vulnerável”.

Há cerca de quatro anos, o Ministério Público ajuizou uma ação civil pública pedindo medidas para garantir a recuperação do imóvel. O processo, no entanto, não produziu os efeitos esperados.

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Uma fazenda que ajudou a contar a história do Brasil

A Casa do Capão é considerada um símbolo da arquitetura vernacular brasileira, e integra o Projeto Circuito de Fazendas Históricas do Rio de Janeiro. Em 1759, a fazenda foi confiscada dos jesuítas e incorporada à Coroa. Dois anos depois, começou a ser leiloada. Um dos compradores foi o bispo D. José Joaquim Justiniano Mascarenhas de Castelo Branco, que construiu a casa-grande em um capão — porção de mata isolada sobre um outeiro de cerca de 20 metros de altura — origem do nome da propriedade. Durante séculos, a fazenda manteve atividades agrícolas.

Do ponto de vista arquitetônico, o casarão é uma das raríssimas casas de engenho preservadas na cidade do Rio. Conserva características típicas das edificações rurais setecentistas da Baía de Guanabara, como o pátio central e a varanda sustentada por colunas toscanas de alvenaria. Especialistas costumam comparar sua relevância apenas à da Fazenda do Colubandê, em São Gonçalo.

O imóvel foi tombado pelo Iphan ainda na primeira metade do século XX.

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O que diz o Iphan

Procurado pelo DIÁRIO DO RIO, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional informou que aguarda o envio do projeto executivo de restauração pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), responsável pela condução do processo. Segundo o órgão federal, cabe ao Iphan apenas analisar e aprovar o projeto, descentralizar os recursos do Novo PAC e fiscalizar a execução das obras.

Sobre as invasões e o vandalismo registrados no imóvel, o instituto ressaltou que a manutenção dos bens tombados é responsabilidade de seus proprietários. O órgão informou ainda que, após vistoria técnica, encaminhou ofícios à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec), alertando para o descumprimento de medidas emergenciais e solicitando providências imediatas.

Entre os problemas apontados estão a falta de limpeza do terreno, o acúmulo de lixo e dejetos, a ausência de capina, o avanço da vegetação e a inexistência de vigilância efetiva no local.


  • Matéria do Diário do Rio – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Iphan
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