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Piscinão Mateense

Moradores de Guriri são obrigados a conviver com alagamentos de ruas e avenidas

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CIDADES

Obras da construção de galerias para acabarem com os alagamentos ainda é sonho para os que moram no bairro

Por Paulo Borges

Para os moradores do famoso bairro de Guriri, os constantes alagamentos já foram incorporados ao cardápio da vida para quem ali reside. Basta um chuvisco para aparecerem as poças que se formam pelas ruas e avenidas. Se a chuva aumenta vira um prolongamento do Oceano Atlântico ali perto.

Mas o que fica evidente é o descaso das autoridades com o bairro, que costuma receber, em períodos de festas, grande número de frequentadores. Por ocasiões desses eventos o prefeito do município, Daniel Santana (sem partido), faz uma maquiagem dando a impressão de estar servindo aquela comunidade, o que não é verdade. Tudo não passa de preparar o circo para seus eventos, ocasião em que o superfaturamento e as armações, supostamente, acontecem.

Parece que não tem adiantado ter no bairro como moradores como um deputado, vereador e até um bispo emérito…

O Governo do Estado acenou com a promessa de construir a macrodrenagem (galeria pluvial) com a finalidade de acabar com os alagamentos. No primeiro momento nada aconteceu e a alegação foi que a empresa que deveria executar a obra desistiu e novo processo licitatório foi dado início. Neste ano tudo parecia resolvido com a empresa ganhadora e a obra começaria. Nada aconteceu e a impressão que ficou para os moradores foi que era apenas uma promessa eleitoreira. Como o atual governador foi reeleito, ainda resta a esperança que algo de bom aconteça, afinal, para alguns, a esperança é a última que morre.

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Para os moradores de Guriri a esperança morreu faz tempo, quando se trata de alguma ação da Prefeitura de São Mateus para beneficiar moradores e o próprio bairro. O prefeito destruiu a Cascata, a Praça Wilson Gomes e o canteiro central da Avenida Oceano Atlântico. O objetivo de toda essa “destruição” tinha a finalidade de liberar ruas e avenidas para a circulação dos trios elétricos de propriedade do chefe do Executivo, quando da promoção de suas megalomaníacas festas.

A sina das chuvas

As torrenciais chuvas dos últimos dias que assolaram todo o município, parecem que caíram com mais intensidade em Guriri, o que não é verdade. É que no balneário o descaso fica mais em evidência, virou rotina.

O comércio, os serviços públicos, transporte coletivo e o deslocamento das pessoas ficam prejudicados com os constantes alagamentos. Aí surge o dilema: comprar um carro ou adquirir um barco, para circular pelas ruas e avenidas de Guriri? O ideal é comprar os dois.

Enquanto nada se faz para trazer um pouco de tranquilidade e respeito aos pagadores de impostos que habitam Guriri, alagamentos, poeira, lixo. Quando chove Guriri vai virar mar e quando o sol aparece o mar vira sertão, pois a poeira e buracos tomam conta das ruas de terra batida.

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E as associações de moradores?

Com relação as associações de moradores que “supostamente” atuam em Guriri, o que se sabe, ouvindo vários moradores, nenhuma defendem os interesses da comunidade. Dizem eles que elas têm sob seu comando aliados do prefeito e, devido a essa condição, não tem propostas que possam beneficiar moradores e o bairro.

Associação de moradores sempre foi uma entidade muito importante em defesa das demandas dos moradores e dos bairros. É o elo entre a comunidade e a municipalidade. Em cidades em que grande parte da população conhece seus direitos, deveres e tem consciência dessa condição, os órgãos procuram ter boa convivência, pois a força “deveria” estar na população e não no poder. Até porque, todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido por seus representantes. Se esses representantes não estão representando os interesses dos seus representados, estão desautorizados. Dentro da nossa democracia capenga, troca-se o representante, cumprido o prazo “legal”, sem legitimidade.

Mas, resumindo toda essa situação trágica que vive o morador de Guriri há anos, só resta acreditar que um milagre vai acontecer. Isso é para quem acredita em milagre. Acho que a maioria não acredita.

Oremos!

Foto: Leitor / Divulgação

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CIDADES

Nova orla do Canal de Camburi limita bicicletas elétricas a 6 km/h

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Espaço inaugurado no último dia 18 permite a circulação dos veículos, mas apenas em baixa velocidade por ser uma área compartilhada

Por Patrícia Maciel* | Vitória (ES)

As bicicletas elétricas podem circular na nova orla do Canal de Camburi, em Vitória, mas devem respeitar o limite máximo de 6 km/h. A regra vale para todo o espaço compartilhado entre pedestres, ciclistas, corredores e demais frequentadores e faz parte das medidas adotadas pela Prefeitura de Vitória para garantir a segurança no local, inaugurado no último dia 18.

Fotos: Leonardo Silveira / PMV

A prefeita de Vitória, Cris Samorini, explicou que a circulação das bicicletas elétricas está autorizada desde que os usuários respeitem a velocidade máxima prevista para áreas compartilhadas.

“Nós já fizemos sinalizações importantes. São 6 km/h. A gente sabe que é um grande desafio, mas quando se cria espaços como esse é também para facilitar a micromobilidade. A Guarda vai manter campanhas educativas e temos videomonitoramento constante. Neste momento inicial, permitimos sim a circulação, mas com toda a identificação e respeitando os 6 km/h, como prevê o decreto de Vitória para áreas compartilhadas”, disse a prefeita, em entrevista à TV Vitória.

Desde a inauguração da primeira etapa da nova orla, o espaço tem reunido pedestres, crianças, animais de estimação, ciclistas e usuários de bicicletas elétricas, o que gerou dúvidas entre frequentadores sobre as regras de circulação.

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Nas redes sociais, muitos internautas demonstraram preocupação com a convivência entre pedestres e ciclistas. “Ficou lindo, mas não vai dar certo essas bikes transitando no meio dos pedestres”, comentou uma seguidora.

Outro internauta questionou a ausência de um espaço exclusivo para bicicletas. “Não tem ciclovia. Por que as bikes elétricas estão tomando o espaço?”, escreveu.

Preocupação com a segurança

Também houve relatos de preocupação com a segurança. “Não se pode caminhar com segurança. Bicicletas de todos os tipos, cachorros sem focinheira, gente correndo, crianças e idosos, sem regras, sem limites, uma confusão só. Que pena”, publicou outra leitora.

Um quarto comentário foi ainda mais crítico em relação à presença das bicicletas. “Horrível e perigoso. Em pleno domingo, onde a orla está fechada possibilitando o tráfego de bike com mais segurança, o que aconteceu é que tinha mais bike do que pedestre. Ciclistas abusados toda hora buzinando para o pedestre sair. Ali deveriam ser proibidas bikes de todos os tipos.”

Também houve quem defendesse o compartilhamento do espaço. “Ficou lindo! Utilizem bikes elétricas sempre!”, escreveu outro seguidor.

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Durante a transmissão da TV Vitória, um morador que caminhava pela nova orla também relatou preocupação com a circulação das bicicletas elétricas.

“Ontem à tarde eu vim com minha esposa aqui e tinha fila de bike elétrica. É um perigo. Tem uma placa dizendo ‘pedestre e bicicleta’, mas acredito que seja bicicleta de pedal. Elétrica, o pessoal não respeita velocidade nem nada”, afirmou.

Sinalização, fiscalização e videomonitoramento

Segundo a prefeita, a prefeitura instalou placas informando a velocidade máxima permitida e manterá ações educativas, fiscalização da Guarda Municipal e videomonitoramento para garantir o cumprimento das regras.

A nova orla integra um projeto de incentivo à mobilidade urbana e, futuramente, será conectada a Jardim da Penha por uma ciclopassarela, ampliando a circulação entre os bairros.

A primeira etapa da reurbanização do Canal de Camburi foi entregue no dia 18 de julho e contempla o trecho entre a Ponte de Camburi e o bairro Barro Vermelho, com cerca de 3,3 quilômetros de extensão.

O espaço conta com deque, área de lazer, atracadouros e um espaço infantil, incorporado ao projeto durante a execução das obras. O investimento total na revitalização é de R$ 219,9 milhões.

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  • Folha Vitória – Conteúdo / Com informações da TV Vitória/Record
  • Foto destaque: Crédito – Leonardo Silveira / PMV
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