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Ventania pode ser a causa

Ginásio desaba em Vitória; nenhuma vítima, apenas danos materiais

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CIDADES

Por Paulo Roberto Borges*

Vitória / ES

A cobertura Ginásio Jones dos Santos Neves, conhecido como “Ginásio do DED”, desabou na tarde deste sábado (17), cujos escombros atingiram três veículos estacionados nas proximidades, segundo informações da Secretaria de Estado de Esportes (Sesport). Informou também que não há feridos.

O Ginásio está localizado no bairro bento Ferreira, em Vitória e é considerado um dos mais importantes do Espírito Santo. Duas faixas da Avenida Beira-mar e a rua Coronel Schwab Filhos foram interditadas para o atendimento da ocorrência.

Carros foram atingidos após desmoronamento do Ginásio/Foto: Thiago Soares

Carros foram atingidos após desmoronamento do Ginásio / Foto: Thiago Soares

De acordo com Fernanda Maria Souza, subsecretária administrativa da Sesport, os motoristas afetados pelo incidente serão compensados, já que a obra possui seguro.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi ao local e isolou a área por risco de uma nova queda de parte da estrutura. Segundo a Major Lorena, chefe do Departamento de Prevenção e Recuperação da Defesa Civil Estadual, uma das hipóteses é que uma rajada de vento tenha derrubado telhas e outras estruturas de suporte, causando o desabamento.

“Esse é um ginásio da década de 50 que a Secretaria de Esportes já estava realizando obras de demolição, com os devidos projetos aprovados e a empresa contratada. E a empresa estava trabalhando da demolição no dia de hoje. A gente ainda está apurando quais foram as causas da ocorrência, mas preliminarmente uma hipótese é que uma rajada de vento possa ter feito o arrancamento das telhas […], puxando toda a estrutura”, explicou.

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Ainda de acordo com ela, no momento não há previsão para liberação das vias afetadas. “O trabalho agora é de fazer o levantamento dos danos, porque teve vários carros atingidos aqui por vigas metálicas. E o Governo do Estado, juntamente com a empresa responsável, vai estar aqui trabalhando à noite para fazer a liberação das vias e das calçadas, bem como a demolição das estruturas que ainda estejam oferecendo riscos”, completou.

Nota da Sesport sobre o desabamento

“A Secretaria de Esportes e Lazer (Sesport) informa que por volta das 17h20 houve um incidente envolvendo o Ginásio Jones dos Santos Neves (DED). O equipamento está passando por reforma e ampliação, com obras iniciadas no mês março.

O telhado, antigo e que será trocado, se rompeu, ocasionando o incidente. Não houve feridos, apenas danos materiais em alguns carros que se encontravam no entorno.

O local foi isolado pela Defesa Civil e pelo Corpo de Bombeiros. A Sesport ainda informa que a empresa que realiza a obra irá ressarcir os casos comprovados de danos materiais”.

Empresário relatou o momento do desabamento

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Segundo o empresário Fábio Ribeiro, de 44 anos, estava em seu apartamento ao lado do ginásio, quando ouviu o barulho do desabamento. “Estava no sofá quando deu um estrondo e na hora logo pensei: caiu. Tremeu todo o prédio”.

Segundo o empresário, havia funcionários trabalhando na obra cerca de uma hora antes do desabamento. “Sorte que só foi danos materiais. Os ‘meninos’ trabalharam até 16h, eles estavam aqui uma hora antes de cair. Foi um livramento, com certeza. Eles estavam em cima da estrutura”, relembrou.

A Ordem de Serviço para a reforma e ampliação do Ginásio Jones dos Santos Neves foi assinada no dia 20 de março deste ano. De acordo com o Governo do Estado, a obra visava expandir a capacidade atual do ginásio de 400 para 1.100 lugares.

O investimento previsto era de R$ 29,8 milhões e a previsão de conclusão das obras era de dez meses. Ainda não há informações sobre o prejuízo causado à obra. 

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* Da Redação / Com informações de A Tribuna

* Foto/Destaque: Tirado por um leitor morador próximo ao local

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CIDADES

Vitória regulamenta circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade

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Por Gislaine de Assis Santos* / Vitória – ES

A Prefeitura de Vitória publicou, nesta sexta-feira (10), novo decreto que estabelece regras específicas para a circulação de equipamentos de mobilidade individual, bicicletas (incluindo as elétricas) e ciclomotores e autopropelidos em todo o município. O objetivo é organizar mais o uso do espaço urbano, aumentar a segurança viária e promover a convivência harmoniosa entre diferentes modais de transporte e pedestres.

Com base nas atribuições previstas na Lei Orgânica do Município, o decreto define conceitos, delimita áreas de circulação e fixa normas específicas conforme o tipo de veículo e a velocidade recomendada nas vias.

O texto estabelece critérios técnicos para cada categoria. São considerados ciclomotores os veículos de duas ou três rodas com motor de até 50 cilindradas ou potência elétrica máxima de 4 kW, com velocidade limitada a 50 km/h.

Já as bicicletas elétricas devem possuir pedal assistido, potência de até 1000 W e velocidade máxima de 32 km/h, sem acelerador manual.

“O decreto também regulamenta os chamados equipamentos autopropelidos, como patinetes elétricos, hoverboards e monociclos, que podem atingir até 32 km/h e possuem limites de tamanho e potência”, destacou o secretário de Transportes, Trânsito Infraestrutura Urbana de Vitória, Alex Mariano.

Regras

As normas variam de acordo com a velocidade máxima permitida nas vias:
• Acima de 60 km/h: fica proibida a circulação de todos os modais: ciclomotores, bicicletas, bicicletas elétricas e autopropelidos.
• Até 60 km/h: ciclomotores podem circular no bordo direito da pista. Bicicletas e autopropelidos ficam proibidos, exceto quando houver infraestrutura cicloviária.
• Até 40 km/h: ciclomotores seguem no bordo direito da via. Bicicletas, elétricas e autopropelidos devem usar ciclovias ou ciclofaixas; na ausência, podem circular também pelo bordo direito.

O decreto reforça que a sinalização existente nas vias deve sempre ser respeitada, prevalecendo sobre as regras gerais.

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Uso da infraestrutura cicloviária

Ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas passam a ser destinadas exclusivamente a bicicletas, bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos, sendo proibida a circulação de ciclomotores nesses espaços. A velocidade máxima nesses locais será de 32 km/h, salvo indicação diferente por sinalização no trecho.

O transporte de passageiros em bicicletas elétricas será permitido apenas quando houver assento adequado. Já os equipamentos autopropelidos não poderão transportar passageiros, salvo em caso de exceções previstas pelo fabricante.

Circulação em calçadas e áreas de pedestres

A circulação desses modais em calçadas, parques e áreas destinadas a pedestres está proibida. A exceção ocorre quando houver sinalização autorizando, com limite de velocidade de 6 km/h.

Equipamentos autopropelidos utilizados por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida estão autorizados a circular nesses espaços, independentemente de sinalização, obedecendo os limites de velocidade no trecho.

Segurança e exigências legais

O uso de capacete de segurança passa a ser obrigatório para condutores e passageiros. No caso de ciclomotores, o capacete deve obedecer, especificamente, as nomas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Além disso, a condução de ciclomotores exige habilitação na categoria “A” ou Autorização para Condução de Ciclomotores (ACC).

O decreto da Prefeitura de Vitória institui a política preventiva de acidentes e conflitos no trânsito, mediante ações educativas, por parte de quem comercializa veículos e equipamentos de mobilidade tratados no decreto.

A política preventiva consiste na divulgação de material educativo, destinado ao uso correto, consciente e seguro do equipamento adquirido, com foco em preservação da vida e a integridade física de pedestres, condutores e passageiros dos veículos e equipamentos de mobilidade.

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Fiscalização e ações educativas

A implantação prática do decreto será acompanhada por ações educativas e de fiscalização integradas. Caberá aos órgãos municipais de trânsito e segurança: fiscalizar o cumprimento das regras; implantar e adequar a sinalização; promover campanhas educativas; adotar medidas para redução de riscos no trânsito e, ainda, editar normas complementares, quando necessário.

Nova política de mobilidade

O decreto também institui a Área de Circulação com Atenção e Mobilidade Amigável (A-CALMA), que prevê estudos e implantação de vias cada vez mais seguras e voltadas à convivência entre diferentes modais. O prazo para análise e execução das intervenções é de até 18 meses.

“Com a nova regulamentação, a Prefeitura de Vitória busca alinhar a cidade às diretrizes nacionais de mobilidade urbana, promovendo mais segurança, organização e incentivo ao uso de meios de transporte sustentáveis”, destaca Alex Mariano.

Segundo ele, o conceito de mobilidade é dinâmico e em constante evolução, exigindo adaptações e inovações para atender à necessidade crescente de Vitória. Além disso, a Prefeitura da capital tem investido em tecnologias inovadoras, como semáforos inteligentes e sistemas de gestão de tráfego com uso de Inteligência Artificial (I.A.), para melhorar a fluidez e a segurança do trânsito.

“A mobilidade urbana é um desafio constante, mas também uma oportunidade para criar cidades mais humanas e sustentáveis, boas para os moradores e turistas”, finalizou o gestor.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – André Sobral / PMV
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