Política Municipal
Capital do Espírito Santo tem a saúde mais bem avaliada do Brasil
CIDADES
Vitória – ES
A capital capixaba ficou com o primeiro lugar geral do eixo Saúde na edição 2023 do Ranking Connected Smart Cities, o mais conhecido evento nacional que avalia potenciais de desenvolvimento em cidades brasileiras. À frente de cidades tradicionalmente bem conceituadas na área da Saúde, como Curitiba, Florianópolis e Belo Horizonte, Vitória vem investindo continuamente em tecnologias para melhorar o acesso de seus moradores aos serviços da rede municipal de saúde.

Connected Smart Cities
O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos) celebrou o resultado. “Nossa capital conquistou o 1º lugar na mais importante avaliação do Brasil, o Ranking Connected Smart Cities na categoria Saúde e o 7º lugar entre as cidades mais inteligentes do país! Desde 2015, o Prêmio, da Plataforma Connected Smart Cities em parceria com a Neurônio, tem promovido debates, troca de informações e a disseminação de ideias, envolvendo governo, empresas e organizações da sociedade civil, visando tornar as cidades mais inteligentes e conectadas. Além de receber essa grandiosa premiação, Vitória também é o município com melhor funcionamento da máquina pública no Brasil e vocação para receber e atrair novos investimentos; a quinta capital mais competitiva do país, além de líder no Espírito Santo; a 3ª cidade brasileira mais limpa do Brasil; top 10 principais destinos tendência para o meio do ano pela Booking.com. É a união inovadora entre população, tecnologia e serviço público transformando nossa capital”.
Conquistas na saúde
Todos os Agentes Comunitários de Saúde de Vitória (ACS) trabalham com tablets e, agora, podem fazer atualizações e anotações importantes a respeito dos pacientes que acompanham enquanto realizam as visitas domiciliares graças ao uso de tablets especialmente configurados para suas atividades de rotina.
Os aparelhos vêm dando mais agilidade e praticidade ao trabalho dos agentes, evitando o retrabalho, reduzindo o consumo de papel e qualificando melhor os dados com informações mais precisas. “Principalmente para atualizar o cadastro, o tablet ajuda muito. Antes tínhamos que anotar numa folha e depois atualizávamos no computador da Unidade de Saúde. Às vezes só era preciso checar se o celular continuava o mesmo ou acrescentar contatos novos. Com o tablet ficou muito mais prático”, explica a ACS da unidade de saúde de Fonte Grande, Natália Santos Santana.
Em 2023, os agentes da Vigilância Sanitária também passaram a utilizar tablets em sua rotina de trabalho e Vitória passou a ser a primeira cidade do Estado a implantar a fiscalização digital. Antes, as notificações eram preenchidas de maneira manual, utilizando carbono para as cópias. Caso fosse preciso digitalizar essas notificações, elas precisavam ser escaneadas. Além de demandar mais tempo, todo esse processo era passível de rasuras, além de obrigar os fiscais a trabalharem com excesso de peso.
“O principal objetivo é que a Vigilância Sanitária preste serviço de forma rápida, desburocratizada, moderna e transparente. O tablet possibilita agora a consulta de todos os dados referente ao imóvel ou empresa fiscalizados. Outra novidade é o preenchimento das notificações e demais termos lavrados pelo tablet“, disse o gerente da Vigilância Sanitária, Alexandre Lorencete.
Outra aquisição tecnológica para a Saúde da Capital foram drones especiais, com visão térmica, que serão utilizados para identificar criadouros de mosquitos em locais de difícil acesso, como caixas d’água abertas ou semiabertas, calhas e outros. Isso porque a água parada fica ligeiramente mais fria em relação aos materiais que a acumulam.
Atualmente, oito profissionais da saúde estão treinando o uso do equipamento. “Temos uma autorização especial para utilizar os drones, uma vez que no espaço aéreo de Vitória circulam muitos aviões. Nosso objetivo é mapear toda a cidade, com imagens precisas em busca de criadouros em locais que os Agentes de Combate às Endemias não poderiam visualizar ou acessar”, explica o biólogo de referência em arboviroses de Vitória, André Capezzuto.
A partir das imagens, será feito um plano de acesso e roteiro para vistoria dos imóveis mapeados pelos agentes para identificarem possíveis criadouros e fazerem a eliminação, o tratamento focal e o trabalho de educação em saúde.
Os drones também poderão ser utilizados nas ações de rotina da Vigilância Sanitária, das inspeções de Saúde do Trabalhador e nas ações de controle animal.
E quando o assunto é inovação para o atendimento às necessidades da população, a equipe de Saúde de Vitória não mede esforços. Por isso, a Capital se tornou a pioneira no Estado na divulgação de estoques de medicamentos, por meio do Painel de Medicamentos.
Além de informar de forma detalhada o estoque dos medicamentos no município, a nova ferramenta também permite a realização de pesquisa sobre a disponibilidade de um medicamento específico em todas as 29 unidades básicas de saúde (UBS) de Vitória. Essas informações são atualizadas diariamente a partir dos dados gerenciados pela equipe da Assistência Farmacêutica de Vitória no Sistema da Rede Bem-Estar.
“A implementação dessa ferramenta tem como objetivo dar mais transparência aos moradores do nosso município. Vitória vem trabalhando para manter uma média de 95% de índice de abastecimento de medicamentos, bem acima do preconizado pela Organização Mundial de Saúde, que é de 80%”, destacou a secretária de Saúde de Vitória, Magda Lamborghini.
“O usuário da rede municipal de saúde pode verificar do seu celular ou computador se os medicamentos prescritos estão disponíveis para fornecimento em sua unidade de saúde de referência ou em outra unidade próxima à sua residência, antes mesmo de sair de casa”, explicou a gerente de Assistência Farmacêutica de Vitória, Sheila Zambon.
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* Com informações PMV – Conteúdo Giovanna Rebuli Santos
* Fotos: Divulgação / Reprodução
CIDADES
Mostra virtual revela a Vitória de 100 anos atrás preservada em raros negativos de vidro
Por Edlamara Conti* | Vitória (ES)
Como era Vitória antes dos grandes aterros, da expansão urbana e das grandes transformações que configuram a cidade contemporânea? A partir deste 8 de setembro, moradores e visitantes poderão conhecer parte dessa história por meio da mostra virtual “Vitória em Negativos de Vidro”, que reúne 50 imagens produzidas nas primeiras décadas do século XX, preservadas em placas de vidro – uma das coleções mais raras do Arquivo Público Municipal, que poderá ser acessada ao final desta matéria.

Foto: Arquivo Público Municipal – Prefeitura de Vitória
“Vitória em Negativos de Vidro” integra a programação especial pelo aniversário da cidade e celebra os ‘200 Anos da Fotografia no Mundo’ – marcada pela obra “Vista da Janela em Le Gras”, de Joseph Niépce em 1826.
Para trazer ao público as fotografias capturadas há mais de um século, os fotógrafos Carlos Antolini e Elizabeth Nader utilizaram os recursos tecnológicos disponíveis atualmente. Primeiro, eles fotografaram cada negativo de vidro, utilizando mesa de luz. Essa etapa incluiu a recuperação de imagens de placas quebradas ou trincadas, reunindo peça por peça, como um quebra-cabeça. Depois, fizeram o tratamento digital de cada fotografia, revelando detalhes que ficaram desconhecidos por décadas.

As fotografias da exposição revelam cenários já extintos na cidade, como o antigo Teatro Melpômene, demolido para a abertura da Rua 7 de Setembro; a entrada do antigo orquidário do Parque Moscoso; a Praia Comprida (parte da atual Enseada do Suá) e a Ilha do Príncipe, quando ainda era cercada de mar por todos os lados.
Também há registros de obras públicas, como a construção da adutora para abastecimento de Vitória no Reservatório de Duas Bocas, em Cariacica; casarios que foram derrubados em processos de desapropriação; e o cotidiano da cidade, como velório e sepultamento no Cemitério de Santo Antônio e a movimentação do Mercado da Vila Rubim. São documentos que ultrapassaram sua função original para se tornarem importantes testemunhos históricos.
O que são os negativos de vidro?

Os negativos de vidro em placa seca (dry plate) surgiram em 1871 e representaram uma inovação para a fotografia. As tecnologias anteriores, como o daguerreótipo e a placa úmida (wet plate), exigiam a manipulação química imediatamente antes e depois da captura da imagem, ou seja, exigiam um laboratório móvel, mais tempo, planejamento e muitas limitações. Já as placas secas eram pré-emulsionadas, industrializadas e vendidas prontas para o uso. Isso facilitou o manuseio, permitiu a produção em escala industrial e tornou a fotografia mais acessível e rápida.

“A conservação dos negativos de vidro é bem complexa. Elas precisam ser armazenadas de pé, apoiadas pela borda mais longa; são colocadas em envelopes de quatro abas com pH neutro ou alcalino; exigem controle de umidade, temperatura e luz. Por serem revestidas com uma emulsão química de halogeneto de prata sensível à luz — principalmente brometo de prata suspenso em gelatina ou colódio -, elas podem se degradar diante de poeira, fungos, descamação da emulsão, luz e umidade, além de serem sujeitas a quebras por manuseio inadequado”, explica Vadilson Malaquias, servidor do Arquivo.

São 117 placas secas de diferentes tamanhos: 84 peças de 24x18cm; 26 de 12x9cm; e 7 de 9x6cm. O processo de reprodução das imagens feito pelos fotógrafos Carlos Antolini e Elizabeth Nader garantiu fotografias mais fidedignas e de maior qualidade, além de uma maior durabilidade para todo o acervo.
“Durante muitos anos, o acesso às imagens contidas nos negativos de vidro foi muito reduzido, devido à fragilidade da química sobre as placas. Com a realização desta exposição, estamos corrigindo essa lacuna de anos na história e na memória capixaba”, diz Ewerton Nicolau, responsável técnico pelo Arquivo Municipal.
Núcleo de Memória de Vitória
A mostra é a primeira ação que chega ao público realizada pelo Núcleo de Memória de Vitória. Formado por profissionais do Arquivo Público Municipal e da Subsecretaria de Comunicação, o Núcleo foi criado com o propósito de ampliar o acesso da população ao patrimônio histórico da cidade, divulgar os acervos públicos e fortalecer a memória coletiva como instrumento de cidadania.

Mais do que apresentar imagens antigas, o Núcleo de Memória busca transformar registros em conhecimento e história em sentimento de pertencimento, aproximando cidadãos, poder público e cidade. Para isso, já estão em andamento ações como a publicação de um livro, a realização de exposições temáticas, produções audiovisuais e projetos digitais, que poderão circular pela Prefeitura, equipamentos culturais e escolas da rede municipal.
Carlos Antolini comemora a criação do Núcleo de Memória: “Trabalhar no resgate de documentos históricos de Vitória é um desafio novo para mim, completamente diferente do trabalho que venho fazendo nesses 36 anos como fotógrafo da Prefeitura”. O que não é novidade é a parceria com Elizabeth Nader: eles já fizeram juntos várias exposições e outros projetos especiais ao longo desses anos.

“O Núcleo de Memória vai conectar o passado e o presente, dando acesso e visibilidade ao acervo histórico. Essa parceria entre a Comunicação e o Arquivo Público representa a consolidação de uma política de memória, preservação e divulgação da história de Vitória”, explica Elizabeth Nader, que também atua há mais de 30 anos como fotógrafa na Comunicação da PMV.
O centenário Arquivo Público de Vitória
O Arquivo Público Municipal foi criado pela Lei n.4 de 1909 – a mesma que criou a Prefeitura de Vitória – e foi regulamentado em 1941. O acervo histórico reúne aproximadamente 3,2 milhões de páginas de documentos produzidos desde o século XVII, além de coleções cartográficas, jornais, revistas, fotografias e peças museológicas. Somente a coleção fotográfica reúne cerca de 65 mil imagens originais e mais de 175 mil negativos, incluindo as raras placas de vidro que dão origem à exposição.
Serviço
Mostra virtual “Vitória em Negativos de Vidro”
Acesso: Portal da Prefeitura de Vitória
Realização: Núcleo de Memória de Vitória
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- Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
- Foto Destaque: Arquivo Público Municipal / PMV
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