Escândalo Ministerial
Zema vai a Brasília pedir impeachment de Moraes
BRASIL
A iniciativa ocorre após a revelação de mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro
Por Ana Mendonça*
O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), irá a Brasília na próxima segunda-feira (9/3) para apresentar pessoalmente ao Senado um pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A iniciativa ocorre após a revelação de mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro no ano passado, no dia da prisão do empresário.

Governador de Minas, Zema / Foto: Jair Amaral – EM
“Não dá para esperar. Alexandre de Moraes não tem condição de permanecer no cargo depois da revelação de que trocou mensagens com Daniel Vorcaro no dia da prisão do banqueiro. Isso é inaceitável. O Brasil precisa acabar com a farra dos intocáveis”, afirmou Zema à Folha de S.Paulo.
Em meio à pré-campanha presidencial, o governador tem intensificado o tom crítico ao Judiciário e buscado ocupar esse espaço no debate público. A estratégia ocorre em um momento em que o senador Flávio Bolsonaro (PL), também pré-candidato ao Planalto, adota postura mais cautelosa sobre o tema.
Nas redes, o governador se pronunciou sobre. “O muro dos intocáveis está rachando”, escreveu no X, ao comentar a notícia.
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- Informações do jornal Estado de Minas – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – Marcelo Camargo / Agência Brasil
BRASIL
Segunda Turma do Supremo avalia prisões ligadas ao caso BRB
A semana começa com todas as atenções voltadas para a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal, que aprecia as prisões de Paulo Henrique Costa e do advogado Daniel Monteiro a partir de quarta-feira. Especialistas analisam impedimento de ministros
Por Eduarda Esposito* / Brasília – DF
A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal vai apreciar, a partir de quarta-feira, a decisão do ministro André Mendonça que decretou as prisões preventivas do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e do advogado Daniel Lopes Monteiro. O julgamento será realizado no plenário virtual, e os integrantes do colegiado terão até sexta-feira para apresentar os votos.
Os ministros Gilmar Mendes (presidente), Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques podem apenas seguir ou não o relator, sem publicizar um voto próprio, cenário mais comum nesse tipo de análise. No momento, a maior expectativa é sobre como os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes se portarão quanto às prisões.
Toffoli se declarou impedido para julgar processos relativos ao Banco Master em março. O ministro tem sido alvo de reportagens após tornar-se pública a relação de sócio oculto da empresa Maridt, que teve negócios com os fundos administrados pela Reag do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Parlamentares chegaram a pedir impeachment e sua saída do caso, uma vez que havia sido sorteado relator do caso Master na Suprema Corte no fim do ano passado e tinha claro conflito de interesse. Depois de muitas especulações e tensões entre os demais integrantes do tribunal, Toffoli deixou a relatoria que passou para o ministro André Mendonça.
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- Correio Braziliense – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – Ed Alves / CB / DA Press
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