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Condecoração e Honrarias

Supremo Tribunal Militar condecora o pastor Silas Malafaia

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BRASIL

Evangélico, que vem convocando atos públicos em defesa do ex-presidente e da democracia, recebeu honraria por “reconhecidos serviços e apreço” à Justiça Militar. Na mesma cerimônia, estava um ministro do STF e integrantes do governo Lula

Brasília – DF

O pastor evangélico Silas Malafaia, um dos organizadores do ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para estendomingo (21), no Rio de Janeiro, foi condecorado com a mais alta honraria dada pelo Superior Tribunal Militar (STM). Ao lado de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi homenageado por “reconhecidos serviços e apreço” à Justiça Militar.

Pastor Silas Malafaia, organizador do ato de Jair Bolsonaro no Rio, recebe condecoração militar - Estadão

Malafaia, que preside a Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, recebeu a Ordem do Mérito Judiciário Militar. O grau recebido pelo pastor foi o “Distinção”, que, segundo um regulamento da Justiça Militar sobre a condecoração, datado de 2020, é concedido às pessoas que prestam “reconhecidos serviços” ou demonstram “excepcional apreço à Justiça Militar da União”. O STM não justificou a razão da honraria concedida a Malafaia.

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Além do pastor evangélico, foram agraciados com a Ordem do Mérito Judiciário Militar o ministro do STF — e indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva — Cristiano Zanin; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias; a senadora Damares Alves (Republicanos-DF); o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho; e o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto.

Próximo de Jair Bolsonaro, Malafaia foi o organizador e supostamente o financiador da manifestação que reuniu centena de milhares de apoiadores do ex-presidente na Avenida Paulista, em 25 de fevereiro. Naquele evento, o pastor fez um discurso inflamado, com ataques ao Supremo, afirmando aos participantes da manifestação que se a Corte ordenasse a prisão de Bolsonaro, seria “para a destruição deles”. Essa declaração foi motivada, segundo observadores da política nacional, pelo prestígio, popularidade e postura democrática do ex-presidente quando governou por quatro anos o Brasil, dando liberdade para seus críticos e jornalista ativista e contrários ao seu governo. “Não havia qualquer censura”, disse um desses analistas políticos.

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Na mesma manifestação, Malafaia acusou Lula de ter sabido, antecipadamente, da depredação às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023. Porém, não apresentou qualquer prova sobre a afirmação que fez, dificultada por não ter sido liberada as imagens das câmeras que poderiam, supostamente, servirem de provas.

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* Com informações Correio Braziliense

* Foto: Reprodução / SBT / STM

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Gilmar pede vista, mas STF já tem maioria para afastar Andrei Rodrigues da PF

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O decano suspendeu o julgamento após a convocação pelo ministro André Mendonça de uma sessão virtual extraordinária nesta terça-feira (8/9)

Por Alícia Bernardes* | Brasília (DF)

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (8/9) para manter o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal, mas a decisão foi adiada pelo ministro Gilmar Mendes, que pediu vista e suspendeu o julgamento. A sessão extraordinária foi convocada pelo ministro André Mendonça para analisar a medida cautelar que retirou Rodrigues e o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada da Costa, das funções.

No momento do pedido feito pelo decano, a Corte já tinha maioria pelo afastamento do diretor-geral. O afastamento foi determinado por Mendonça hoje cedo diante de suspeitas relacionadas à produção e ao compartilhamento de relatórios de inteligência sobre integrantes do Judiciário, da advocacia pública e da própria Polícia Federal.

O ministro também determinou que a Corregedoria da corporação abra investigações para apurar quem ordenou a elaboração dos documentos, quem participou da produção, quando os relatórios foram feitos e se existem outros materiais semelhantes.

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Para Mendonça, a permanência dos integrantes da cúpula da PF nos cargos poderia representar risco às investigações, considerando o acesso que possuem a sistemas, informações e estruturas da corporação. A medida tem caráter preventivo e busca evitar eventual interferência nas apurações criminais e administrativas em andamento.

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  • Matéria do Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
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