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Pesquisa indica que aprovação de Castro subiu após megaoperação no RJ

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Promovida pelo Datafolha, pesquisa avaliou cenário de aprovação do governo de Cláudio Castro dias depois da megaoperação das polícias do estado nos complexos da Penha e Alemão

Por Eduarda Esposito*

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (1ª/11) mostrou que 40% dos moradores do estado do Rio de Janeiro consideram o governo de Cláudio Castro (PL) ótimo ou bom e 23% consideram regular. Em 2022, uma pesquisa antes das eleições daquele ano mostrava que 31% da população do estado consideravam seu governo ótimo ou bom e 25% considerava regular.

A pesquisa do Datafolha também perguntou sobre a gestão de Castro em segurança pública dias depois da megaoperação das polícias do estado nos complexos da Penha e Alemão. 37% consideraram a gestão ótima ou boa, 25% regular e 37% péssimo.

Sobre a operação, 48% dos entrevistados classificaram como muito bem executada, 21% considerou execução regular, com falhas e mal executada para 24%. Além disso, 57% consideram que a operação foi um sucesso e 39% discordam totalmente.

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O instituto de pesquisa ouviu 626 pessoas, com 16 anos ou mais, por telefone na cidade do Rio de Janeiro e na região metropolitana, nos dias 30 e 31 de outubro. A pesquisa tem margem de erro de 4 pontos percentuais para mais ou para menos. 

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* Correio Braziliense – Conteúdo

* Foto/Destaque: Crédito –  Marcelo Regua / Governo do Rio de Janeiro

 

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Mendonça dá à Polícia Federal amplo acesso às provas

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Novo relator também reduziu grau de sigilo imposto às investigações por Dias Toffoli

Por Luana Patriolino* – Brasília / DF

O relator da investigação do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, ampliou, nesta quinta-feira (19/2), o acesso da Polícia Federal às provas colhidas pela corporação. Ele determinou a retomada do “fluxo ordinário” de ações de perícia e depoimentos nas apurações e reduziu o grau de sigilo imposto no caso. Na prática, a decisão reverte as ordens do antigo relator, ministro Dias Toffoli, que havia escolhido a Procuradoria-Geral da República (PGR) como a guardiã do material.

Mendonça autorizou que a perícia em cerca de 100 aparelhos eletrônicos apreendidos seja feita sem restrições. Ele alterou o nível de sigilo do caso. Anteriormente, a investigação estava submetida ao grau 4, mais rigoroso. Agora, a classificação foi revista para grau 3, menos exigente.

O relator atendeu ao pedido da Polícia Federal pela “autorização para custódia, análise e extração de dados nos moldes institucionais previstos nos normativos internos da Polícia Federal”.

“A adoção do fluxo ordinário de trabalho pericial da Instituição, bem como a realização de diligências ordinárias que se façam eventualmente necessárias — como, por exemplo, a oitiva de investigados e testemunhas nas dependências da Polícia Federal —, estão autorizadas, desde que respeitadas a devida compartimentação das informações e a congruência com os princípios da preservação do sigilo e da funcionalidade”, diz a decisão de Mendonça.

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A PF calculava que levaria 20 semanas para analisar material no grau de sigilo anterior. A estimativa considerava um único perito trabalhando no material de forma exclusiva nesse período, conforme Toffoli havia determinado. Na decisão de ontem, Mendonça autorizou a corporação a ouvir investigados e testemunhas, caso haja necessidade.

Também ficou determinado que os policiais federais ficam autorizados a não compartilhar informações obtidas com “áreas e autoridades” que não estejam “diretamente” ligadas à investigação. “Somente as autoridades policiais e agentes diretamente envolvidos na análise e condução dos procedimentos reciprocamente compartilhados devem ter conhecimento das informações acessadas”, disse Mendonça.

Relatoria polêmica

Em janeiro, Toffoli havia determinado que todos os bens e documentos relacionados ao caso do Banco Master apreendidos pela Polícia Federal fossem lacrados e armazenados na sede do Supremo. Com a enxurrada de críticas, ele recuou e decidiu que a PGR ficasse responsável pela custódia do material.

Toffoli deixou a relatoria do caso Master em 12 de fevereiro. A crise chegou no ápice após o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, levar pessoalmente ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, um relatório da perícia do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em que há menções ao então relator. Pouco antes de sair, o magistrado havia determinado que a corporação enviasse a ele os dados de todos os celulares apreendidos e periciados na investigação sobre o Banco Master.

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A investigação da Polícia Federal indica que o Banco de Brasília realizou operações consideradas irregulares com o Banco Master numa tentativa de dar fôlego à instituição de Daniel Vorcaro, enquanto o Banco Central analisava a proposta de aquisição. O BRB chegou a formalizar a oferta em março do ano passado, mas o negócio acabou vetado pelo BC.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – Rosinei Coutinho / SCO – STF
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