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Ato de Protesto com Invasão

MTST ocupa o SBT “contra o machismo e a transfobia”

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BRASIL

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam, de forma temporária, o acesso principal à sede do SBT. Imagens foram publicadas redes redes sociais do grupo. O caso aconteceu na última sexta-feira (13).

Em uma das publicações, o MTST destacou que foi ao SBT para cobrar uma resposta concreta da emissora após as declarações do apresentador Ratinho a respeito da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).

Na última quarta-feira (11), Ratinho se manifestou contra Hilton ter sido eleita como presidente da Comissão da Mulher na Câmara. De acordo com ele, o cargo deveria ser entregue a uma mulher.

O MTST apontou que se trata de um ataque transfóbico.

“Hoje fomos ao SBT em SP cobrar uma resposta concreta da emissora após o ataque transfóbico de Ratinho contra a deputada Erika Hilton. (…) Não vamos tolerar o machismo e a transfobia”, diz o primeiro post.

Junto com o segundo vídeo, o movimento destacou que ocupou o SBT contra o machismo e a transfobia.

“Contra o machismo e a transfobia, ocupamos o SBT. As falas do apresentador Ratinho contra a deputada Erika Hilton passam longe de ser opinião. São falas criminosas e devem ser tratadas como tal. Fomos ao SBT cobrar uma resposta concreta, além de uma nota pública. Saímos com reunião marcada para a próxima quarta-feira, às 10h, com a emissora e a equipe da @hilton_erika Não vamos deixar barato. Chega de impunidade para transfóbico”.

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  • Informações agências – Conteúdo
  • Foto Destaque: Reprodução / Redes Socias
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BRASIL

Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido para apurar relatório

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A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) quer que Gonet se retire de investigações com citações ao Procurador Geral da República

Por Manuela de Moura e Luana Patriolino* | Brasília (F)

A ADPF pediu neste sábado (5) que o procurador geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar na apuração sobre a elaboração de um relatório da Polícia Federal (PF) relacionado à Operação Compliance Zero.

A ADPF argumenta que Gonet deveria se declarar impedido porque seu nome aparece no próprio relatório que está sendo analisado pela PGR. A entidade cita o artigo 258 do Código de Processo Penal, que estende aos integrantes do Ministério Público as regras de impedimento e suspeição aplicadas aos juízes.

“Independentemente de qualquer juízo sobre intenções, que a ADPF não formula, o efeito objetivo da medida é intimidatório sobre os investigadores”, afirmou a associação.

A entidade também questionou o fato de a apuração ter como alvo os policiais responsáveis pela elaboração do documento, e não a decisão judicial que determinou sua produção.

Para a ADPF, responsabilizar os executores por cumprir uma ordem judicial transfere aos investigadores uma controvérsia que, na avaliação da associação, deve ser discutida no próprio STF.

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“Se a Procuradoria-Geral da República entende que a decisão determinante do relatório é irregular ou que deveria ter sido previamente comunicada, a via própria é o processo perante o Supremo Tribunal Federal”, afirmou a associação.

Relatório da Policia Federal

– A controvérsia envolve um relatório produzido pela PF a pedido do ministro André Mendonça, do STF

– O documento reuniu informações sobre mensagens e contatos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moares e o próprio Paulo Gonet.

– Após retirar o sigilo do relatório, Mendonça determinou que os elementos apresentados fossem analisados e solicitou manifestação da PGR.

– Na sequência, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, passou a conduzir os procedimentos relacionados ao caso e pediu esclarecimentos à Procuradoria sobre a elaboração do documento.

– A PGR informou a Fachin que abriu o Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial para apurar se houve eventual ordem ou interferência externa que pudesse ter comprometido o conteúdo do relatório.

– Segundo a Procuradoria, o Ministério Público não foi comunicado sobre a determinação para a produção do material.

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– A PGR sustenta que a ausência de comunicação impediu o exercício do controle externo da atividade policial durante a elaboração do documento.

– Além do impedimento de Gonet, a associação pediu o arquivamento do procedimento instaurado pela PGR, sob o argumento de que o instrumento seria inadequado para questionar uma decisão do STF.

A entidade também defendeu que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero sejam investigados “em toda a sua extensão”, sem seletividade em relação às autoridades envolvidas.

A ADPF afirmou ainda que prestará assistência aos delegados e servidores eventualmente alcançados por procedimentos instaurados nas circunstâncias questionadas.

“Assegurar que ninguém seja responsabilizado por cumprir ordem judicial não é defesa corporativa: é defesa da capacidade do Estado brasileiro de investigar sem receio de retaliação”, declarou a entidade.

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  • Matéria do Metrópoles – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Breno Esaki / Metrópolis

 

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