Relatório Final
Governo troca membros da CPI para barrar relatório que pede impeachment de ministros do STF e do PGR
BRASIL
Brasília – DF
Os governistas conseguiram mudar parte dos integrantes do colegiado. Saíram três senadores que votariam a favor do documento e entraram no lugar deles outros três parlamentares orientados a dar voto contrário.
A mobilização atendeu a uma pressão de integrantes do STF que acabaram como os principais alvos do relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Prevista para a manhã desta terça, a reunião convocada para apresentação e votação do relatório chegou a ser adiada para esta tarde.
A CPI tem 11 senadores titulares, dos quais dez votam, e sete suplentes. Com as mudanças, o placar previsto é de quatro votos favoráveis ao texto de Alessandro Vieira e seis contrários.
Saíram: Sérgio Moro (PL-PR), Wellington Fagundes (PL-MT), Jorge Kajuru (PSB-GO) e Marcos do Val (Avante-ES). Moro, Kajuru e Do Val eram titulares e votariam a favor do relatório.
Entraram: Beto Faro (PT-PA), Marcos Rogério (PL-RO), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Teresa Leitão (PT-PE). Os dois petistas e Soraya se tornaram titulares e vão votar contra o texto de Alessandro Vieira.
As substituições se deram a partir de pressão do governo sobre os líderes dos blocos partidários que indicam os membros da CPI.
No caso de Sérgio Moro, por exemplo, ele fazia parte do bloco Parlamentar Democracia quando era filiado ao União Brasil. Como migrou ao PL para disputar a eleição a governador do Paraná, a liderança do bloco, composto por MDB, PSDB, Podemos e União, aproveitou para retirá-lo hoje, e com isso Moro perdeu o assento na CPI.
O líder do bloco era Efraim Filho (União-PB), que também migrou para o PL. A determinação da troca se deu por meio de Eduardo Braga (MDB-AM), aliado do governo e líder do MDB no Senado, o maior partido do bloco.
O PSB e o PSD formam o bloco Resistência Democrática, liderado pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA), aliada do governo. Soraya é governista e a entrada dela no lugar de Kajuru garante um voto a mais conforme os interesses do Palácio do Planalto.
O pedido de indiciamento contra ministros do STF é inédito na história das CPIs do Congresso. Como mostrou o Estadão, os integrantes da Suprema Corte apostam em providências do governo para barrar o desgaste.
Ao mesmo tempo, eles usaram as redes sociais para dar recados. Publicamente, ministros criticaram a “cortina de fumaça”, a “falta de foco” e o “abuso de poder” da CPI.
Gilmar Mendes afirmou, nas redes sociais, que o relatório foi elaborado para gerar “dividendos eleitorais” com ataques ao tribunal. Flávio Dino disse que seus colegas de toga foram “alvo de injustiças”.
Novo ministro diz que relatório é ‘absurdo’
O novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, afirmou, no dia em que tomou posse no Palácio do Planalto, que o relatório é “um absurdo” e “não serve ao País”.
“É um absurdo, na minha opinião, uma CPI terminar sem incriminar ninguém e pedir investigação de ministros, pedir punição e indiciamento de ministros, mais um PGR. Isso não pode. Se é para apurar tudo, que apure tudo. Não pode ser uma CPI contra o Supremo”, disse, antes de completar: “Nossa expectativa é derrotar o relatório do relator, porque ele não serve ao País”.
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- Matéria do Estadão – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – Edilson Rodrigues
BRASIL
Lancha pega fogo no Lago Paranoá durante a tarde deste domingo (20/9)
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) diz que, até o momento, 11 pessoas foram atendidas
Por Maria Eduarda Lavocat* | Brasília (DF)
Uma lancha pegou fogo na tarde deste domingo (20/9), por volta das 16h37, no Lago Paranoá, na região do Setor Comercial Sul (SCS), no Plano Piloto. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado e mobilizou 12 viaturas terrestres e três aquáticas para atender a ocorrência. Ao todo, 11 pessoas foram atendidas, todas com ferimentos e queimaduras.
Os bombeiros encontraram a embarcação em chamas e controlaram o incêndio. Oito vítimas foram transportadas para unidades hospitalares, sendo quatro em estado grave, dois homens e duas mulheres. As outras três foram encaminhadas para atendimento médico por meios próprios. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF) também prestou apoio à ocorrência.
A perícia de incêndio do CBMDF foi acionada para apurar as circunstâncias do caso. A Marinha do Brasil ficou responsável pela embarcação e pelos procedimentos cabíveis. Até o momento, não há informações sobre a dinâmica do acidente.
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- Matéria do Correio Braziliense – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal
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