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Tragédia na Estrada

Esposa e afilhadas de ex-presidente da Funai morrem em acidente entre carro e carreta

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BRASIL

A esposa e duas afilhadas do ex-presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Sydney Possuelo, morreram em um acidente na rodovia BR-020, em Formosa, Goiás, nessa terça-feira (5) O carro das vítimas, um Suzuki Grand Vitara, se chocou contra uma carreta que transportava algodão.

A mulher de Possuelo, Rosita Mascarenhas Watkins, de 64 anos, e as filhas dela, Karla Mascarenhas Watkins e Michelle Mascarenhas Watkins, morreram no local. O único sobrevivente foi o neto de Rosita, uma criança de 10 anos que estava no banco traseiro direito do carro.

A criança foi encontrada consciente e sem lesões graves aparentes. O menino foi atendido e transportado pela equipe do Samu para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Formosa. O veículo, entretanto, ficou destruído, com destroços espalhados pela pista.

O condutor da carreta não se feriu e recusou atendimento médico.

Sydney Possuelo, de 83 anos, foi presidente da Funai entre 1991 e 1993, sendo considerado um dos maiores especialistas do país em povos indígenas isolados. A Funai publicou, na manhã desta quarta-feira (6), uma nota manifestando pesar pela morte da esposa e afilhadas de Possuelo:

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“A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) vem a público manifestar imenso pesar diante do falecimento da companheira e das duas enteadas do sertanista e ex-presidente da fundação, Sydney Possuelo, ocorrido na última terça (5), num grave acidente na BR-020, próximo a via de acesso ao município de Flores de Goiás (GO)”.

A atual presidenta da Funai, Joenia Wapichana, também se manifestou, já que tinha uma relação próxima com Rosita. As duas se encontraram pela última vez em 28 de julho, em um evento na Aldeia Piaraçu, no Mato Grosso.

“Rosita era amiga de todos. Tinha a consideração de me ligar perguntando se eu estava bem, e dizia que podia contar com eles. Sempre foi muito atenciosa e solidária”

* Itatiaia – Conteúdo / Foto: Divulgação

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BRASIL

Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido para apurar relatório

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A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) quer que Gonet se retire de investigações com citações ao Procurador Geral da República

Por Manuela de Moura e Luana Patriolino* | Brasília (F)

A ADPF pediu neste sábado (5) que o procurador geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar na apuração sobre a elaboração de um relatório da Polícia Federal (PF) relacionado à Operação Compliance Zero.

A ADPF argumenta que Gonet deveria se declarar impedido porque seu nome aparece no próprio relatório que está sendo analisado pela PGR. A entidade cita o artigo 258 do Código de Processo Penal, que estende aos integrantes do Ministério Público as regras de impedimento e suspeição aplicadas aos juízes.

“Independentemente de qualquer juízo sobre intenções, que a ADPF não formula, o efeito objetivo da medida é intimidatório sobre os investigadores”, afirmou a associação.

A entidade também questionou o fato de a apuração ter como alvo os policiais responsáveis pela elaboração do documento, e não a decisão judicial que determinou sua produção.

Para a ADPF, responsabilizar os executores por cumprir uma ordem judicial transfere aos investigadores uma controvérsia que, na avaliação da associação, deve ser discutida no próprio STF.

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“Se a Procuradoria-Geral da República entende que a decisão determinante do relatório é irregular ou que deveria ter sido previamente comunicada, a via própria é o processo perante o Supremo Tribunal Federal”, afirmou a associação.

Relatório da Policia Federal

– A controvérsia envolve um relatório produzido pela PF a pedido do ministro André Mendonça, do STF

– O documento reuniu informações sobre mensagens e contatos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moares e o próprio Paulo Gonet.

– Após retirar o sigilo do relatório, Mendonça determinou que os elementos apresentados fossem analisados e solicitou manifestação da PGR.

– Na sequência, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, passou a conduzir os procedimentos relacionados ao caso e pediu esclarecimentos à Procuradoria sobre a elaboração do documento.

– A PGR informou a Fachin que abriu o Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial para apurar se houve eventual ordem ou interferência externa que pudesse ter comprometido o conteúdo do relatório.

– Segundo a Procuradoria, o Ministério Público não foi comunicado sobre a determinação para a produção do material.

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– A PGR sustenta que a ausência de comunicação impediu o exercício do controle externo da atividade policial durante a elaboração do documento.

– Além do impedimento de Gonet, a associação pediu o arquivamento do procedimento instaurado pela PGR, sob o argumento de que o instrumento seria inadequado para questionar uma decisão do STF.

A entidade também defendeu que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero sejam investigados “em toda a sua extensão”, sem seletividade em relação às autoridades envolvidas.

A ADPF afirmou ainda que prestará assistência aos delegados e servidores eventualmente alcançados por procedimentos instaurados nas circunstâncias questionadas.

“Assegurar que ninguém seja responsabilizado por cumprir ordem judicial não é defesa corporativa: é defesa da capacidade do Estado brasileiro de investigar sem receio de retaliação”, declarou a entidade.

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  • Matéria do Metrópoles – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Breno Esaki / Metrópolis

 

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