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Debate Nacional

Deputado pede que governo do ES faça estudos para implantar tarifa zero no Transcol

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BRASIL

Indicação segue passos do governo federal, que estuda a possibilidade de implementar a tarifa zero no país

Por Júlia Camim* – Vitória / ES

O debate nacional sobre a implementação de tarifa zero no transporte público coletivo da Grande Vitória foi levado à Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) na segunda-feira (3).

O deputado estadual João Coser (PT) apresentou uma indicação ao governo estadual sugerindo a realização de estudos de viabilidade da política nos ônibus do Transcol, que estão sob a gestão da Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Ceturb-ES).

A medida, conforme o parlamentar, pretende democratizar o acesso ao transporte público e seguir os passos do governo federal. “Precisamos garantir que os impostos voltem para a sociedade na forma de prestação de serviços”, defende.

Em outubro deste ano, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a equipe econômica está estudando a possibilidade de implementar a tarifa zero no país, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Para Coser, o transporte poderia ser subsidiado da mesma maneira que o Sistema Único de Saúde (SUS), financiado por recursos de impostos arrecadados pela União, estados e municípios.

A justificativa para a medida, segundo o deputado, é que, desde 2015, a Constituição determina que o transporte público de qualidade é um direito social, assim como saúde, educação e moradia.

“Por essa razão, deveriam ser garantidos pelo Poder Público a implementação e execução de políticas públicas que assegurem tais direitos.”

Além disso, Coser pontua que cidades que têm tarifa zero nos ônibus registram menos congestionamentos, poluição e acidentes de trânsito.

Atualmente, 136 cidades brasileiras adotam o modelo de transporte público gratuito, sendo que Presidente Kennedy é a única capixaba da lista. Brasília e São Paulo implementaram a política apenas aos domingos e feriados.

A proposta, agora, é realizar uma audiência pública no Espírito Santo. Coser quer convidar o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), que coordena o assunto na Câmara dos Deputados.

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* Folha Vitória – Conteúdo

* Foto/Destaque: Crédito – Thiago Soares / FC

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BRASIL

Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido para apurar relatório

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A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) quer que Gonet se retire de investigações com citações ao Procurador Geral da República

Por Manuela de Moura e Luana Patriolino* | Brasília (F)

A ADPF pediu neste sábado (5) que o procurador geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar na apuração sobre a elaboração de um relatório da Polícia Federal (PF) relacionado à Operação Compliance Zero.

A ADPF argumenta que Gonet deveria se declarar impedido porque seu nome aparece no próprio relatório que está sendo analisado pela PGR. A entidade cita o artigo 258 do Código de Processo Penal, que estende aos integrantes do Ministério Público as regras de impedimento e suspeição aplicadas aos juízes.

“Independentemente de qualquer juízo sobre intenções, que a ADPF não formula, o efeito objetivo da medida é intimidatório sobre os investigadores”, afirmou a associação.

A entidade também questionou o fato de a apuração ter como alvo os policiais responsáveis pela elaboração do documento, e não a decisão judicial que determinou sua produção.

Para a ADPF, responsabilizar os executores por cumprir uma ordem judicial transfere aos investigadores uma controvérsia que, na avaliação da associação, deve ser discutida no próprio STF.

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“Se a Procuradoria-Geral da República entende que a decisão determinante do relatório é irregular ou que deveria ter sido previamente comunicada, a via própria é o processo perante o Supremo Tribunal Federal”, afirmou a associação.

Relatório da Policia Federal

– A controvérsia envolve um relatório produzido pela PF a pedido do ministro André Mendonça, do STF

– O documento reuniu informações sobre mensagens e contatos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moares e o próprio Paulo Gonet.

– Após retirar o sigilo do relatório, Mendonça determinou que os elementos apresentados fossem analisados e solicitou manifestação da PGR.

– Na sequência, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, passou a conduzir os procedimentos relacionados ao caso e pediu esclarecimentos à Procuradoria sobre a elaboração do documento.

– A PGR informou a Fachin que abriu o Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial para apurar se houve eventual ordem ou interferência externa que pudesse ter comprometido o conteúdo do relatório.

– Segundo a Procuradoria, o Ministério Público não foi comunicado sobre a determinação para a produção do material.

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– A PGR sustenta que a ausência de comunicação impediu o exercício do controle externo da atividade policial durante a elaboração do documento.

– Além do impedimento de Gonet, a associação pediu o arquivamento do procedimento instaurado pela PGR, sob o argumento de que o instrumento seria inadequado para questionar uma decisão do STF.

A entidade também defendeu que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero sejam investigados “em toda a sua extensão”, sem seletividade em relação às autoridades envolvidas.

A ADPF afirmou ainda que prestará assistência aos delegados e servidores eventualmente alcançados por procedimentos instaurados nas circunstâncias questionadas.

“Assegurar que ninguém seja responsabilizado por cumprir ordem judicial não é defesa corporativa: é defesa da capacidade do Estado brasileiro de investigar sem receio de retaliação”, declarou a entidade.

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  • Matéria do Metrópoles – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Breno Esaki / Metrópolis

 

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