Ataque de Cães
Escritora Roseana Murray é atacada por três cães da raça pitbull e seu estado é grave
BRASIL
Ataque foi nesta sexta-feira, em Saquarema; socorro foi feito de helicóptero pelo Corpo de Bombeiros
Rio de Janeiro

A escritora e poetisa Roseana Murray, de 73 anos, foi atacada por três cachorros da raça pitbull na manhã desta sexta-feira, em Saquarema, na Região dos Lagos, quando fazia uma caminhada. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada para o Centro de Trauma do Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), em São Gonçalo, com ajuda de um helicóptero da corporação. A vítima, segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde (SES), segue grave, porém estável. Ela perdeu um braço e uma orelha e está no centro cirúrgico. O caso foi registrado na 124ª DP (Saquarema), que investiga os crimes de maus-tratos a animais, lesão corporal culposa e omissão na cautela de animais.
“Gritava por socorro”
Sandra Noleto, de 61 anos, vizinha de Roseana conta o desespero ao acordar com os gritos da escritora:
“Acordei com os gritos, a caseira daqui disse que era a vizinha. Quando corri, vi que era a Roseana. Um vizinho tentava jogar o carro na direção dos cachorros, porque ela gritava por socorro”, relembra.
Segundo Sandra, era uma rotina de Roseana caminhar pela rua — uma avenida, na orla saquaremense — logo pela manhã, sempre por volta das 6h. Ela conta que o ataque aconteceu às 5h55. Os animais são criados em uma casa na mesma rua, mas Sandra não sabe dizer de onde vieram, nem quem é o dono.
“Vivem numa casa, da qual acho que o homem não é o proprietário. Não sabemos com que finalidade são criados os animais. Mas eles pareciam estar com fome, chegaram a comer um pedaço do braço dela”, lamenta Sandra, que conclui:
“Esse não foi o primeiro ataque. Foi o primeiro dessa proporção. Mas o problema não é com os pitbulls, mas com a criação desses animais.
À polícia, o dono dos cachorros nega qualquer outro ataque e afirma que o contra Roseana foi o primeiro a acontecer.
O Quartel de Saquarema foi acionado às 6h13 para atender a ocorrência na Avenida Ministro Salgado Filho, segundo o Corpo de Bombeiros. O quadro da escritora foi classificado como vermelho, que significa ser grave.
Às 8h34, quando deu entrada na unidade de saúde, a escritora foi avaliada por um neurocirurgião, cirurgião geral, ortopedista e um cirurgião bucomaxilofacial. Ela foi levada com urgência para o centro cirúrgico.
Segundo o delegado titular da 124ª DP (Saquarema), André Luiz Salvador, foi requisitada a perícia do local. A polícia também está em contato com a Secretaria Municipal dos Direitos dos Animais de Saquarema para arrumar um abrigo para os três cachorros, assim como uma avaliação por um veterinário.
Lei esquecida
A maioria dos casos envolvendo pitbulls acontece por descumprimento da lei estadual 4.597, que proíbe a circulação de cães ferozes sem guia e enforcador apropriado. A norma, apesar de estar em vigor desde 2005, não é fiscalizada pelos órgãos competentes.
O texto também se aplica às raças fila, doberman e rottweiler. Esses animais, com os devidos acessórios de segurança, devem ser conduzidos por pessoas com mais de 18 anos quando estiverem nas ruas, praças, jardins e outros locais públicos. Os proprietários ou condutores são “os responsáveis pelos danos que venham a ser causados pelo animal sob sua guarda, ficando sujeitos às sanções penais e legais existentes”.
O deputado estadual Carlos Minc (PSB/RJ), autor da lei, divulgou um comunicado em que pede “exige a punição do dono dos cachorros e medidas preventivas da Prefeitura de Saquarema, para se evitar novos ataques”. Entre as determinações está a obrigatoriedade do animal ser conduzido pela guias com enforcador e focinheira apropriados para cada raça e proibir a circulação em praias e locais públicos de grande circulação.
“É claro que a gente defende a posse responsável, contra maus-tratos: a culpa não é do cão, é do dono! Então, o dono tem que ser responsabilizado”, disse Minc por meio de nota divulgada.
O deputado entrará em contato com o governo estadual e as prefeituras para ampliar a divulgação da lei e pedir para serem realizados os treinamentos da Polícia Militar e das Guardas Municipais para exigência de coleira, focinheira e certificados e punição de tutores por descumprimento.
Quem é Roseana Murray?
Roseana ganhou, ao lado do ilustrador Roger Melo, o Prêmio da Academia Brasileira de Letras de Literatura Infantojuvenil pelo livro “Jardins”, em 2002. A obra traz quinze pequenos poemas que representam os mais diversos jardins.
A escritora, moradora de Saquarema, é ativa nas redes sociais, onde mostra um pouco de sua rotina no dia a dia. Em seu perfil publica fotos e imagens, normalmente acompanhada de uma pequena poesia. Também é possível encontrar registros de família, acompanhados por histórias vividas. Em seu perfil no Facebook, mostra que já perdeu a conta de sua produção literária. “Poeta. Autora de aproximadamente 100 livros, um pouco mais ou um pouco menos”, resume.
Na última terça-feira, publicou em seu perfil fotos de uma atividade ao lado de alunos da 5ª série da Escola Municipal Anizia Rosa para o encontro chamado “Café, Pão e Texto”, acompanhado por professoras e monitoras. Num café da manhã, os estudantes acompanharam a contação de histórias e a proclamação de poemas. Roseana narrou no post momentos desse encontro. “Ninguém se sentou no tapete com as almofadas, e eu perguntei: “Ninguém gosta de tapete voador?”. E quase todos voaram pro tapete. A mesa do Café estava posta, mas perguntei se antes não queriam correr pelo jardim. Em um segundo voaram todos para o jardim”, escreveu em trecho da publicação.
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* Informações jornal Extra – RJ – Conteúdo: Luã Marinatto, Giulia Ventura e Carolina Callegari
* Fotos: Reprodução
*Vídeo: Itatiaia – Youtube
BRASIL
Mendonça dá à Polícia Federal amplo acesso às provas
Novo relator também reduziu grau de sigilo imposto às investigações por Dias Toffoli
Por Luana Patriolino* – Brasília / DF
O relator da investigação do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, ampliou, nesta quinta-feira (19/2), o acesso da Polícia Federal às provas colhidas pela corporação. Ele determinou a retomada do “fluxo ordinário” de ações de perícia e depoimentos nas apurações e reduziu o grau de sigilo imposto no caso. Na prática, a decisão reverte as ordens do antigo relator, ministro Dias Toffoli, que havia escolhido a Procuradoria-Geral da República (PGR) como a guardiã do material.
Mendonça autorizou que a perícia em cerca de 100 aparelhos eletrônicos apreendidos seja feita sem restrições. Ele alterou o nível de sigilo do caso. Anteriormente, a investigação estava submetida ao grau 4, mais rigoroso. Agora, a classificação foi revista para grau 3, menos exigente.
O relator atendeu ao pedido da Polícia Federal pela “autorização para custódia, análise e extração de dados nos moldes institucionais previstos nos normativos internos da Polícia Federal”.
“A adoção do fluxo ordinário de trabalho pericial da Instituição, bem como a realização de diligências ordinárias que se façam eventualmente necessárias — como, por exemplo, a oitiva de investigados e testemunhas nas dependências da Polícia Federal —, estão autorizadas, desde que respeitadas a devida compartimentação das informações e a congruência com os princípios da preservação do sigilo e da funcionalidade”, diz a decisão de Mendonça.
A PF calculava que levaria 20 semanas para analisar material no grau de sigilo anterior. A estimativa considerava um único perito trabalhando no material de forma exclusiva nesse período, conforme Toffoli havia determinado. Na decisão de ontem, Mendonça autorizou a corporação a ouvir investigados e testemunhas, caso haja necessidade.
Também ficou determinado que os policiais federais ficam autorizados a não compartilhar informações obtidas com “áreas e autoridades” que não estejam “diretamente” ligadas à investigação. “Somente as autoridades policiais e agentes diretamente envolvidos na análise e condução dos procedimentos reciprocamente compartilhados devem ter conhecimento das informações acessadas”, disse Mendonça.
Relatoria polêmica
Em janeiro, Toffoli havia determinado que todos os bens e documentos relacionados ao caso do Banco Master apreendidos pela Polícia Federal fossem lacrados e armazenados na sede do Supremo. Com a enxurrada de críticas, ele recuou e decidiu que a PGR ficasse responsável pela custódia do material.
Toffoli deixou a relatoria do caso Master em 12 de fevereiro. A crise chegou no ápice após o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, levar pessoalmente ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, um relatório da perícia do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em que há menções ao então relator. Pouco antes de sair, o magistrado havia determinado que a corporação enviasse a ele os dados de todos os celulares apreendidos e periciados na investigação sobre o Banco Master.
A investigação da Polícia Federal indica que o Banco de Brasília realizou operações consideradas irregulares com o Banco Master numa tentativa de dar fôlego à instituição de Daniel Vorcaro, enquanto o Banco Central analisava a proposta de aquisição. O BRB chegou a formalizar a oferta em março do ano passado, mas o negócio acabou vetado pelo BC.
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- Correio Braziliense – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – Rosinei Coutinho / SCO – STF
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