Ação da Justiça
Jair Bolsonaro é preso pela Polícia Federal
BRASIL
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso na manha deste sábado (22) pela Polícia Federal, em Brasília. A prisão ocorre em função de sua condenação pela julgamento da suposta trama do golpe de estado, de 8 de janeiro de 2023. A prisão é em cumprimento a um mandado autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Agentes da Polícia Federal chegaram ao condomínio em que mora o ex-presidente, em Brasília, por volta das 6 horas e meia hora depois deixaram o local. Bolsonaro foi levado para a Superintendência da PF.
“A Polícia Federal cumpriu neste sábado (22/11), em Brasília/DF, um mandado de prisão preventiva em cumprimento a decisão do Supremo Tribunal Federal”, publicou a PF em nota.
Na tarde de ontem, a defesa do ex-presidente havia protocolado um pedido no STF para a concessão de uma “prisão domiciliar humanitária” como uma alternativa ao cumprimento da pena em regime fechado. A solicitação foi apresentada após a publicação do acórdão que rejeitou embargos do condenado. O prazo para apresentação de novos recursos termina na segunda-feira.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado em setembro a 27 anos e três meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por liderar uma suposta trama golpista para se manter no poder mesmo após derrota nas urnas em 2022. O próprio ministro da Desa, José Múcio, disse em entrevista que não houve golpe. Mas o STF, em sua maioria, não entenderam assim.
Outros sete aliados foram condenados no mesmo grupo de denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
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- Da Redação / Com informações de agências de notícias
- Foto/Destaque: Crédito – Sérgio Lima / AFP
BRASIL
Fachin suspende decisão de Mendonça e mantém diretor-geral no comando da PF
Com a nova decisão de Fachin, Rodrigues é mantido no comando da PF até que a decisão final sobre o caso seja tomada pelo presidente do Supremo
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu as decisões mais recentes dos ministros André Mendonça e Flávio Dino. O primeiro havia determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O segundo, restituído o delegado ao posto. Com a nova decisão de Fachin, Rodrigues é mantido no comando da PF até que a decisão final sobre o caso seja tomada pelo presidente do Supremo.
Na decisão, Fachin ressalta que havia avocado para si, por meio do desentranhamento de processos sob relatoria dos outros ministros, a questão relativa à permanência ou não de Rodrigues no cargo. Também repreende publicamente Mendonça e Dino pela guerra de liminares.
“É grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência”.
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- Matéria do Estadão – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – Carlos Moura / STF
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