Economia
Brasil inaugura fábrica de caças supersônicos
BRASIL
A Embraer vai construir em São Paulo e promete auxiliar o País no desenvolvimento de tecnologias aeroespaciais
| Em parceria com a Saab, empresa sueca, a Embraer inaugurou a primeira fábrica de caças supersônicos da América Latina. A linha de montagem fica em São Paulo, no município de Gavião Peixoto.
A linha de montagem vai fabricar o jato Gripen E. Além da fabricação na Suécia, somente no Brasil o caça possui uma fábrica capaz de montá-lo. A exclusividade de produção revela a força da parceria entre Saab e Embraer. Essa relação auxilia o Brasil a desenvolver sua tecnologia aeroespacial. A fábrica receberá os equipamentos dos caças produzidos pela Saab em Linköping, na Suécia, e em São Bernardo do Campo, em São Paulo. O avião de combate será produzido com a junção dessas aeroestruturas e contará com a instalação de cablagens (conjunto de cabos condutores de um dispositivo eletrônico), integração de sistemas, trens de pouso, equipamentos táticos, assento ejetável e motor. Depois da conclusão da montagem do Gripen, as empresas realizarão testes práticos nas aeronaves. A fábrica da Embraer será responsável pela produção de 15 jatos para a Força Aérea Brasileira, com prazo de entrega a partir de 2025. “O início das operações da linha de produção do Gripen marca o nosso compromisso com a transferência de tecnologia e de conhecimento para a indústria brasileira” disse o CEO da Saab, Micael Johansson. “O objetivo também é produzir aqui quaisquer pedidos futuros de Gripen para o Brasil, bem como de outros países. Queremos que o Brasil se torne um centro de exportação para a América Latina e, potencialmente, para outras regiões.” |
• Informações Brasil Pararlelo / Foto: Reprodução
BRASIL
Piloto morre após “banho de óleo” em escola de aviação no PR
Gustavo Henrique de Lara teve reação anafilática após comemoração por primeiro voo solo em Ponta Grossa; suspeito foi preso e polícia investiga
Por Caroline Vale*
O engenheiro Gustavo Henrique de Lara, de 27 anos, morreu após participar de um ritual de comemoração em uma escola de aviação em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Segundo a Polícia Civil do Paraná, o homem apontado como responsável por aplicar sobre a vítima um óleo utilizado em motores de aeronaves foi preso em flagrante na noite dessa quinta-feira (16).
De acordo com as informações iniciais, após receber o produto, Gustavo teve reação anafilática, a forma mais grave de uma reação alérgica, e crise convulsiva. Ele recebeu atendimento do SAMU e foi encaminhado para uma unidade hospitalar, onde sofreu uma terceira parada cardiorrespiratória e não resistiu.
O “banho de óleo” é um ritual de comemoração tradicionalmente realizado em algumas escolas de aviação após etapas importantes da formação de pilotos, como o primeiro voo solo. A prática consiste em despejar a substância sobre o aluno como forma de celebração pela conquista.

Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, morreu após reação alérgica. | Reprodução/Redes sociais
Uma prima de Gustavo disse nas redes sociais que ele tinha realizado seu primeiro voo solo como piloto de avião: “Depois deste voo fizeram um ‘trote’ e jogaram óleo nele. Ele teve uma reação alérgica imediata e veio a óbito. Hoje era para ser o dia mais feliz da vida dele, pois estava realizando o seu maior sonho. Menino lindo, com um coração gigante, vai deixar muita saudades”, lamentou.
A irmã de Gustavo também publicou uma homenagem e afirmou que a família acompanhou a conquista do piloto. “Ontem você realizou um dos maiores sonhos. Foram anos de esforço, dedicação e amor pelo que fazia para chegar até esse momento, que ainda era início de onde você queria chegar”.
“Eu não consigo acreditar. Não consigo assimilar, não consigo aceitar que o dia mais feliz da sua vida tenha terminado dessa forma”.
Polícia fixou fiança de R$ 3 mil
A Polícia Civil informou que o homem admitiu ter jogado o produto no piloto durante a celebração. A prisão foi registrada, em tese, pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A corporação destacou que, até o momento, não foram identificados elementos que indiquem intenção de provocar a morte da vítima.
A autoridade policial estabeleceu fiança no valor de R$ 3 mil, já que o homicídio culposo permite esse tipo de medida. Segundo a Polícia Civil, a fiança “constitui medida processual e não representa indenização, antecipação de pena ou atribuição de valor à vida da vítima”.
A investigação vai apurar a dinâmica do caso, a composição da substância utilizada, a quantidade aplicada, as regiões atingidas e se houve relação direta entre o procedimento e a morte.
Exames necroscópico, toxicológico e químico-pericial foram solicitados. Testemunhas e outras pessoas presentes no evento, inclusive familiares, também serão ouvidas pela polícia.
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