Eleições 2026
Bandeiraço reúne centenas de apoiadores de Pazolini na comemoração após vitória no primeiro turno
Política / Eleições
Um dia depois de receber mais de 1 milhão de votos e chegar a 49,65% dos votos válidos, candidato do Republicanos voltou às ruas em clima de festa e recebeu manifestações de apoio
Vitória (ES)
Um dia depois de sair das urnas com mais de 1 milhão de votos e uma ampla vantagem na disputa pelo Governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) voltou às ruas. Na noite desta segunda-feira (5), centenas de pessoas participaram de um grande bandeiraço na Praça dos Namorados, em Vitória, transformando o local em uma festa do coração grandão 10.
Bandeiras, buzinas, música e muita animação marcaram a mobilização, que reuniu apoiadores e pessoas que passavam pela região. No semáforo, motoristas abaixavam os vidros, buzinavam e faziam o gesto do 10. Alguns chegaram a sair dos veículos para cumprimentar, abraçar e tirar fotos com Pazolini.

O candidato caminhou entre os apoiadores, fez fotos e vídeos, conversou com populares e agradeceu as manifestações de carinho. Durante toda a mobilização, foi recebido com abraços, palavras de incentivo e demonstrações espontâneas de apoio de quem passava pela Praça dos Namorados.
O bandeiraço aconteceu no chamado day after da votação do primeiro turno, quando Pazolini recebeu 1.048.633 votos, o equivalente a 49,65% dos votos válidos. O candidato terminou a votação na liderança, com uma frente de mais de 329 mil votos sobre o segundo colocado.
A mobilização também contou com a presença de lideranças políticas, entre elas o deputado federal eleito Lucas Polese (PL), o deputado estadual reeleito Pablo Muribeca (Republicanos), o vereador de Vitória e deputado estadual eleito Davi Esmael (Republicanos) e o ex-vereador de Cachoeiro de Itapemirim Léo Camargo (União Brasil).

Pazolini e o deputado federal eleito Lucas Polesse
Depois de uma campanha marcada por caminhadas, carreatas e encontros com moradores de diferentes regiões do Espírito Santo, Pazolini retomou a agenda nas ruas já no dia seguinte à votação. Na Praça dos Namorados, o clima era de comemoração pelo resultado do primeiro turno e de mobilização para a nova etapa da campanha.
“Receber mais de 1 milhão de votos é uma responsabilidade enorme e também uma demonstração de confiança que nos emociona muito. Hoje estamos novamente nas ruas, perto das pessoas, agradecendo cada voto, cada abraço e cada palavra de incentivo. Vamos seguir com alegria, humildade, fé e muito trabalho, levando o coração 10 a todos os cantos do Espírito Santo”, afirmou Pazolini.

Entre bandeiras erguidas e o movimento intenso de pessoas que se aproximavam para cumprimentá-lo, a noite terminou com o mesmo clima que marcou a campanha nas ruas: proximidade, olho no olho, abraços, entusiasmo e a participação dos apoiadores na festa do coração grandão 10.
———————————————
- Da Redação
- Foto Destaque: Reprodução
Política / Eleições
Pais de Isabella Nardoni e Henry Borel estão entre campeões de votos
Eleitos deputados federais, Ana Carolina Oliveira e Leniel Borel — cujos filhos morreram brutalmente — reforçam partidos que levam a Casa ainda mais para direita
Por Rafaela Bomfim e Caetano Yamamoto* | Brasília (DF)
As histórias de Ana Carolina Oliveira e Leniel Borel, marcadas pelas mortes dos filhos, ganharam um novo capítulo na política brasileira. Foram eleitos deputados federais, domingo, e, a partir de 2027, trocarão as câmaras municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro pela Câmara dos Deputados. As campanhas dos dois foram associadas a pautas de segurança pública, proteção à infância e apoio às vítimas de violência.

A entrada de Ana Carolina, de 42 anos, na política deu-se após a morte da filha, Isabella Nardoni, em 2008. A menina, então com cinco anos, morreu após ser agredida, asfixiada e lançada do sexto andar do prédio onde morava.
Em 2024, Ana Carolina tornou-se vereadora em São Paulo. Agora, foi eleita deputada pelo Podemos com 246.741 votos, o equivalente a 1,04% dos votos válidos em São Paulo.
Leniel Borel, também de 42 anos, foi eleito deputado federal pelo PP, com 72.658 votos. Entrou para a política por causa da morte de filho, Henry Borel, em 2021, aos quatro anos, e passou a defender medidas relacionadas à proteção de crianças e adolescentes. Troca o mandato de vereador na capital fluminense pela Câmara.
Jovens caciques
Leniel e Ana Carolina representam partidos que levam a Câmara numa direção ainda mais à direita. E que tem novos e jovens caciques empoderados por uma imensa quantidade de votos.

O principal é Nikolas Ferreira (PL-MG). Aos 30 anos, conquistou 3.119.318 milhões de eleitores e tornou-se o deputado mais votado na história do Brasil. Era dele também o recorde de ter sido o deputado mais votado na eleição de 2022, com aproximadamente 1,47 milhão de votos.
Na próxima legislatura, ele não estará sozinho em termos de volume de votos obtidos. Terá como companheiro de bancada o discípulo Lucas Pavanato (PL-SP), de 28 anos, segundo deputado mais votado na história, com 3.038.438 votos.
O parlamentar tem estilo semelhante ao de Nikolas: domina a linguagem das redes sociais e é agressivo contra adversários políticos nas participações em podcasts e outros confrontos na web. Começou a chamar a atenção ao registrar, para divulgar nas redes, as provocações aos estudantes da Universidade de São Paulo (USP). Envolveu-se em vários entreveros que lhe renderam seguidores.
Mas não é somente a extrema-direita que tem campeões nas urnas. Erika Hilton (PSol-SP) será reconduzida à Câmara por ser a terceira deputada mais votada em São Paulo, com 1.596.472 votos. A partir de 2027, estará no segundo mandato dedicado a enfrentar pautas conservadoras de redução dos direitos das mulheres e da população LGBTQIA+.
De Pernambuco vem Jones Manoel (PSol), um professor de história, comunicador, escritor, militante e youtuber de 36 anos. Foi o segundo mais votado no estado, com 249.077 votos (4,73 %). Jones também começou a chamar a atenção pelos os duelos contra representantes da nova extrema-direita. Um dos seus alvos preferenciais era, justamente, Pavanato, com quem conviverá na Câmara a partir do próximo ano.
Na política estadual, o bolsonarismo também tem uma campeã de votos. A deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL) aos 23 anos foi a mulher mais votada em São Paulo, com 1.956.238 votos. Ganhou projeção a partir das redes ao apresentar-se como “a maior inimiga das feministas de São Paulo” e por estar ser, assim como Pavanato, discípula de Nikolas.
Chamou a atenção ao relativizar as estatísticas de feminicídio, por defender a colonização do Brasil, é contra as cotas raciais e sociais, e chegou a afirmar que os índios brasileiros são canibais. Eduarda, hoje, tem mandato de vereadora em Praia Grande, município do litoral paulista.
Ela, aliás, ontem mesmo se meteu em mais uma polêmica: pelas redes, chamou Erika Hilton de “homem biológico”.
————————————————————
- Correio Braziliense – Conteúdo
- Foto Destaque: Reprodução / Instagran
-
OPINIÃO6 dias atrásEntrelinhas da Política | Setembro – 3ª. edição
-
GERAL6 dias atrásEDP prepara operação especial para as Eleições 2026
-
CULTURA & ENTRETENIMENTO5 dias atrásFestival Cultura em Movimento promove oficinas gratuitas de congo, samba e grafite em São Benedito
-
Política / Eleições6 dias atrásPL deve eleger maioria ao Senado em outubro
-
BRASIL6 dias atrásPF apura se Lulinha, Roberta e Marcola interferiram em negócio que prejudicaria Petrobras
-
Política / Municipal6 dias atrásVitória terá orçamento de R$ 4,1 bilhões em 2027, maior orçamento da história da capital
-
Política / Eleições6 dias atrásLula diz que mulheres aprendem a “tomar toque” desde pequenas
-
Curiosidade & Conhecimento3 dias atrásMinha Rua Tem História | Paulino Müller