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Eleições 2026

Os dez maiores derrotados da eleição no ES — e os dez maiores vencedores

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Política / Eleições

Apresentamos aqui, em um resumo analítico, as duas listas: partidos, candidatos e apoiadores que se deram muito bem — e outros que passaram bem longe disso.

OS DEZ MAIORES VENCEDORES

Evair de Melo (Republicanos)

O deputado federal foi a grande surpresa da eleição no Espírito Santo. Num incrível sprint final, elegeu-se senador como o segundo mais votado e, por muito pouco, não superou até mesmo Casagrande.

Lucas Polese (PL)

Pocou a urna. Tornou-se o recordista histórico de votos para deputado federal no Espírito Santo: com mais de 400 mil votos, fez mais que o dobro da marca anterior.

Ainda “arrastou”, a reboque, o “substituto” de Gilvan da Federal, Lucas Stein Casagrande, herdeiro do número de urna 2222, antes pertencente ao deputado barrado pelo TRE-ES. Nominalmente, esse outro Lucas foi apenas o 16º mais votado para o cargo. Entrou graças a Polese.

Pazolini (Republicanos)

Incluído por motivos óbvios. Chegou à frente no primeiro turno da disputa pelo governo do Estado e, por muito pouco, não venceu já neste domingo (4).

É preciso fazer a ressalva de que esta é uma vitória parcial: na corrida ao Palácio Anchieta, o vencedor final será conhecido em 20 dias. Mas a grande virada sobre Ricardo Ferraço (MDB), que tem a máquina estadual nas mãos e o apoio de quase todos os prefeitos, é algo digno de nota.

Partido Liberal (PL)

Não fez de Maguinha senadora, mas dobrou seu tamanho na bancada capixaba na Câmara dos Deputados, passando de um para dois federais, e na Assembleia Legislativa, saltando de três para seis estaduais. Terá, assim, a maior bancada da Ales na próxima legislatura.

O partido ainda apoia Pazolini, que chega ao segundo turno como favorito ao Palácio Anchieta.

Federação União Progressista

Fez três deputados federais — Dr. Bruno Resende, Da Vitória e Marcelo Santos — e terá a segunda maior bancada da Ales, com cinco parlamentares.

Dr. Bruno Resende (União)

Outra surpresa. O médico está apenas em seu primeiro mandato como deputado estadual. Mas, sem concorrentes diretos no Sul do Estado e contando com o apoio de Theodorico Ferraço e Norma Ayub, foi o terceiro deputado federal mais votado, ultrapassando os 110 mil votos.

A pauta do Hospital do Câncer foi um grande trunfo para o oncologista.

Camila Valadão (PSOL)

Superando a já expressiva votação obtida em 2022, tornou-se a campeã de votos para a Assembleia Legislativa neste pleito, com 61.501 votos, e a mulher mais votada para deputada estadual na história do Espírito Santo.

A esquerda respira.

Jack Rocha (PT)

Em 2022, chegou à Câmara dos Deputados pela distribuição das sobras, com 51.317 votos. Desta vez, quase triplicou sua votação, superando a marca de Helder Salomão quatro anos atrás e tornando-se a segunda deputada federal mais votada nesta eleição, com 142.187 votos.

Torna-se, ainda, a mulher mais votada da história do Espírito Santo para o cargo. Superou por pouco a marca anterior, de Sueli Vidigal, que alcançou 141.578 votos em 2010.

Mas sem marido famoso.

Família Coser (PT)

O pai, João Coser, está de volta à Câmara dos Deputados, após mais de 20 anos. A filha, Karla, o substitui na Assembleia Legislativa, onde já chega como a quarta mais votada, com 51.306 votos.

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Ambos sobem um degrau: João, hoje deputado estadual, passará a ser federal; Karla, atualmente vereadora de Vitória, passará a ser deputada estadual.

Vandinho Leite (MDB)

Aumentou a própria votação em relação a 2022, passando de 29.156 para 41.670 votos; ficou entre os cinco mais votados para a Ales; montou às pressas a chapa do MDB e ainda conseguiu fazer a terceira maior bancada, com quatro estaduais.

Se Ricardo Ferraço vencer a eleição para governador, Vandinho desponta como nome forte para ser o próximo presidente da Ales. Mas essa possibilidade não pode ser descartada nem mesmo em caso de vitória de Pazolini.

OS DEZ MAIORES DERROTADOS

Marcos do Val (Avante)

Em 2018, como outsider político, foi a maior surpresa daquele pleito no Espírito Santo, elegendo-se para o Senado com quase 900 mil votos.

Pouco conhecido pelo eleitorado, ganhou um presente do povo capixaba, mas não soube aproveitá-lo. No Espírito Santo, é difícil encontrar precedente de um mandato tão importante — e tão longo — que tenha sido tão desperdiçado.

Enquanto o tempo passava, perdeu-se numa espiral de confusões, trapalhadas, contradições, teorias conspiratórias e polêmicas inúteis.

Oito anos depois, não conseguiu sequer 200 mil votos, terminando em sexto lugar, com 4,17% dos votos válidos para o Senado.

Magno Malta (PL)

Pode soar estranho incluir aqui o presidente estadual do PL, partido que, por mim, foi inserido na lista dos dez maiores vencedores.

A inclusão de Magno deve-se à derrota de Maguinha. O revés da filha é, também, uma derrota pessoal do pai, que a bancou politicamente a todo custo, contra tudo e contra todos, mesmo quando alternativas se apresentaram no meio do caminho — como o próprio Evair de Melo.

A família Bolsonaro está aí para provar o contrário, mas o nepotismo político tem limites.

Fabiano Contarato (PT)

Somando 1,1 milhão de votos em 2018, viu seu resultado cair para menos da metade oito anos depois.

Com 521.431 votos, chegou em quarto lugar na corrida ao Senado. Outro que ficou longe de conseguir a reeleição.

Rose de Freitas (MDB)

Em 2022, não conseguiu se reeleger para o Senado, mas teve quase 800 mil votos. Agora, não chegou sequer a 200 mil.

Se quiser tentar novamente, Rose só terá nova chance de voltar a Brasília daqui a quatro anos. Em 2030, terá mais de 80 anos e estará há oito sem mandato.

A aposentadoria política pode estar próxima.

Euclério Sampaio (MDB)

Seu candidato a deputado federal, Messias Donato (União), perdeu a reeleição. Nenhum de seus três candidatos a deputado estadual venceu — Denninho, Lelo Couto e Sandro Locutor.

De quebra, o prefeito de Cariacica ainda viu sua maior opositora local, a vereadora Açucena (PT), chegar à Assembleia Legislativa.

Em Cariacica, Ricardo perdeu para Pazolini, enquanto Helder Salomão teve ali sua maior votação na Grande Vitória, com 23% dos votos válidos.

Dr. Victor Linhalis (PSB)

Destituído do título de “federal do Arnaldinho”, não conseguiu se reeleger para a Câmara dos Deputados ao ver sua votação cair para menos da metade em apenas um mandato.

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Com as duas mãos do prefeito de Vila Velha a empurrá-lo em 2022, obteve 53.483 votos. Sem nenhuma mão do prefeito em 2026, ficou em 24.547.

Amaro Neto (PP)

Com dois mandatos bastante apagados na Câmara dos Deputados — e outro igualmente opaco, antes, na Assembleia Legislativa —, o deputado federal viu sua votação despencar de 2018 para 2022, mas, ainda assim, conseguiu se reeleger.

Agora, viu os votos caírem ainda mais e, com apenas 36.839, passou longe de renovar o mandato.

Já que estamos falando de Amaro, uma menção necessária aos colegas jornalistas que, em peso, foram muito mal nas urnas: Philipe Lemos, com 6.977 votos para deputado federal; Camargão, com 6.523 para estadual; Ted Conti, com 2.722 para estadual; e Torino Marques, com apenas 1.173 votos para estadual.

PSDB de Arnaldinho

Resultado desastroso para o partido, sob a presidência estadual de Arnaldinho Borgo desde dezembro passado.

Depois de nem sequer conseguir montar chapa para a Câmara dos Deputados, o PSDB não elegeu um único deputado estadual.

A candidata a deputada estadual que recebeu o apoio mais intenso de Arnaldinho, Lyza Herzog, não chegou a 14 mil votos.

O consolo para o prefeito de Vila Velha foi a eleição de Manu, a nova “federal do Arnaldinho” — mas por outra legenda, o PSB.

PSD de Renzo Vasconcelos — incluindo Meneguelli

Fiasco no Espírito Santo.

O grande partido do Centrão não teve chapa para deputado estadual. Para a Câmara dos Deputados, obteve resultado pífio, com uma chapa que parecia um verdadeiro “Exército de Brancaleone”.

Seu candidato mais votado, Juninho Buguiu, teve apenas 4.006 votos — para deputado federal.

De quebra, o partido amargou a derrota de Sergio Meneguelli, que passou longe de conseguir se eleger para o Senado, chegando em quinto lugar, com pouco mais de 300 mil votos.

Os Vidigal & Audifax

Médico como o pai, Serginho (Podemos), herdeiro político do casal Vidigal, até foi bem votado para deputado federal. Individualmente, ficou em sétimo lugar, com 81.162 votos, sendo mais de 60 mil somente na Serra, onde foi o mais votado.

Mas não conseguiu se eleger porque o Podemos fez apenas uma cadeira — a de Gilson Daniel. Um dos efeitos colaterais do fenômeno Polese.

Além disso, na Serra, Pazolini venceu Ricardo com ampla vantagem: 52% contra 26% dos votos válidos, mesmo com o apoio de Sergio Vidigal e do prefeito Weverson Meireles, cria política do ex-prefeito.

Vale acrescentar que o PDT praticamente desapareceu do cenário eleitoral capixaba: não teve chapa para deputado federal e não elegeu sequer um deputado estadual.

Ao mesmo tempo, Audifax (PP) segue em seu inferno astral político: não conseguiu eleger seu sucessor, Fabio Duarte, em 2020; foi mal votado para governador em 2022; não chegou ao segundo turno na disputa pela Prefeitura da Serra em 2024; e agora, com apenas 16.589 votos, não conseguiu sequer se eleger deputado estadual.

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  • Da Redação / Com informações da coluna de Vitor Vogas, de A Gazeta
  • Foto Destaque: Reprodução e Montagem / AG
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Política / Eleições

Pazolini vence em 48 cidades do ES; Ferraço ganha em 30

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Lorenzo Pazolini (Republicanos) terminou o primeiro turno na frente com 49,65% dos votos, enquanto que Ricardo Ferraço (MDB) teve 34,06%

A disputa para o governo do Espírito Santo vai ser definida no segundo turno entre Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB). No primeiro turno, realizado neste domingo (4), o ex-prefeito de Vitória levou a melhor com 49,65% dos votos, enquanto que o atual governador e candidato a reeleição obteve 34,06% da preferência do eleitorado.

Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Pazolini saiu vitorioso em 48 dos 78 municípios capixabas. Já Ferraço venceu 30 cidades do Espírito Santo.

Espírito Santo (total)

Comparecimento: 2.348.612 • Abstenção: 21,39% • Votos válidos: 2.112.171

LORENZO PAZOLINI – 49,65%

REPUBLICANOS – 101.048.633 votos

RICARDO FERRAÇO – 34,06%

MDB – 15.719.397 votos

HELDER SALOMÃO – 15,32%

PT – 13323.483 votos

BRENO BARCELOS – 0,85%

MISSÃO – 1417.988 votos

RAFAEL DEMUNER – 0,13%

UP – 802.670 votos

Fonte: TSE – resultados oficiais, 1º turno 2026 • Malha: IBGE

O desempenho de Pazolini

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Lorenzo Pazolini venceu em 48 cidades, incluindo todas as cidades da Grande Vitória. O maior percentual foi obtido na capital, onde foi prefeito, com 56,51% contra 25,03% de Ferraço. Já em Vila Velha, o candidato do Republicanos conquistou 54,03% dos votos contra 27,13% do atual governador.

Outra votação expressiva foi conquistada por Pazolini na Serra. Por lá, o percentual foi de 52,87% para o ex-prefeito de Vitória diante de 26,89% de Ferraço. Em Cariacica, a votação foi de 45,19% para o candidato do Republicanos frente 30,61% do emedebista.

No interior do Estado, Pazolini alcançou votações expressivas em Venda Nova do Imigrante com 68,42% contra 22,70% de Ferraço. Veja outras cidades onde o ex-prefeito deve larga vantagem:

  • Domingos Martins: 63,74% x 27,63%
  • Castelo: 60,57% x 32,60%
  • Colatina: 59,97% x 25,96%
  • Marechal Floriano: 59,72% x 28,21%
  • Linhares: 55,44% x 30,30%
  • Aracruz: 51,65% x 31%

O desempenho de Ferraço

O atual governador e candidato à reeleição venceu em 30 cidades do Espírito Santo. Os triunfos se concentraram especialmente em cidades do Sul capixaba na divisa com o Rio de Janeiro e no Norte, próxima do Bahia.

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Ferraço ainda acumulou algumas vitórias no Noroeste, como Baixo Guandu, São Roque do Canaã e Água Doce do Norte.

As melhores votações de Ferraço foram registradas nas cidades de:

  • Ponto Belo: 63,78% x 22,85%
  • Mucurici: 60,20% x 27,49%
  • Apiacá: 57,85% x 26,54%
  • Alto Rio Novo: 51,70% x 30,69%

  • Matéria replicada da mídia – Conteúdo
  • Foto Destaque: Reprodução
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