Política Nacional
Senador cobra de Fachin medidas para preservar a normalidade constitucional
BRASIL
Rogério Marinho critica decisão de Flávio Dino sobre publicações relacionadas a Flávio Bolsonaro e pede atuação do presidente do STF.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, cobrou do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, providências para, segundo ele, preservar a normalidade constitucional e evitar o que considera uma possível interferência do Judiciário no processo eleitoral.

Flávio Dino, do STF
Neste domingo (27), Marinho criticou a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que derrubou uma determinação de André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para a remoção de publicações relacionadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Na avaliação do líder da oposição, a decisão de Dino desrespeita regras de competência, distribuição de processos e atribuições da Justiça Eleitoral.
Em nota divulgada à imprensa, Marinho afirmou: “Por falar em golpe… Flávio Dino está atropelando regras de competência, distribuição e a própria Justiça Eleitoral para criar uma jurisprudência de conveniência e permitir a circulação de conteúdo considerado falso para favorecer Lula e seu grupo político na eleição”.
O senador também questionou os argumentos utilizados pelo ministro para fundamentar sua decisão, especialmente no que diz respeito à liberdade de expressão.
“Invoca liberdade de expressão para proteger uma informação contestada”, declarou Marinho, que também fez referência a uma controvérsia envolvendo Dino e a identificação da fonte jornalística de uma fotografia verdadeira do ministro.
Na mesma manifestação, Marinho afirmou que, nos últimos meses, o ministro Flávio Dino teria desrespeitado o princípio do juiz natural e as regras de distribuição de processos, em ações que, segundo ele, seriam de interesse do PT. Para o senador, o STF não deve atuar como instrumento de interferência política durante o período eleitoral.
Ao defender a atuação de Fachin, o líder da oposição declarou que o Senado também precisa exercer suas atribuições constitucionais.
“O Senado precisa exercer suas competências constitucionais de apurar crimes de responsabilidade, e Edson Fachin deve agir para preservar a normalidade constitucional e impedir que a Corte seja transformada em tribunal de exceção eleitoral”, concluiu.
——————————————————————————–
- Da Redação / Com informações de agências
- Foto Destaque: Crédito – Waldemir Barreto / Agência Senado
BRASIL
Bets foram legalizadas em 2018; entenda como mercado surgiu no Brasil
Apostas de quota fixa foram autorizadas no governo Temer e regulamentadas anos depois; nesta sexta-feira (25/9), Lula proibiu a atividade
Por Nathallie Lopes* | Brasília (DF)
A legalização começou com uma medida provisória enviada pelo governo Temer ao Congresso em agosto de 2018. O texto tratava inicialmente de mudanças no Fundo Nacional de Segurança Pública e da destinação dos recursos arrecadados pelas loterias. Durante a tramitação, os parlamentares incluíram a criação das apostas de quota fixa, modalidade em que o apostador sabe, no momento da aposta, quanto poderá receber em caso de acerto.
A proposta foi aprovada pelo Congresso e sancionada por Temer em dezembro daquele ano, dando origem à Lei nº 13.756. A norma autorizou a exploração comercial das apostas de quota fixa no território nacional, mas deixou para o governo a tarefa de estabelecer as regras para o funcionamento do setor.
As regras avançaram em 2023, já no terceiro mandato de Lula. Em dezembro daquele ano, o presidente sancionou a Lei nº 14.790, que estabeleceu normas para a operação das empresas, tributação, fiscalização e proteção dos apostadores.
A implementação continuou em 2024, quando o Ministério da Fazenda publicou normas para organizar o mercado e definiu requisitos para as empresas interessadas em atuar legalmente no país. Desde janeiro de 2025, apenas plataformas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas podem operar nacionalmente, com a exigência do domínio “bet.br“.
Ao mesmo tempo em que o mercado regulado foi se consolidando, aumentou a preocupação com os efeitos das apostas sobre a população. O governo passou a adotar restrições para determinados públicos e medidas de proteção aos apostadores. Beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), por exemplo, foram impedidos de manter contas nas plataformas autorizadas.
O país também criou um sistema de autoexclusão, que permite ao próprio usuário bloquear o acesso às bets. Em agosto de 2026, cerca de 3 milhões de beneficiários de programas sociais estavam impedidos de apostar e mais de 1,2 milhão de pessoas já haviam solicitado a autoexclusão.
E agora o cenário mudou. A medida provisória assinada por Lula proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o território nacional, tanto para apostas esportivas quanto para jogos on-line. A proibição não atinge as demais modalidades de loteria autorizadas por lei.
——————————————————————
- Correio Braziliense – Conteúdo
- Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
-
Política / Eleições7 dias atrásPazolini em São Mateus: agenda política ganha força no Norte capixaba
-
Esportes / Futebol5 dias atrásCom grupo reduzido, Seleção faz primeiro treino na Austrália
-
BRASIL5 dias atrásAndré Mendonça acusa Alexandre de Moraes de distorcer relatório da PF
-
Esportes / Futebol7 dias atrásFluminense joga bem e vence o Corinthians fora de casa
-
ESPORTES6 dias atrásAtleta de Vila Velha representará o País no Sul-Americano de Ginástica Rítmica
-
BRASIL6 dias atrásGoverno Lula demite Eduardo Bolsonaro da PF por abandono de cargo
-
Acidente Aéreo5 dias atrásCorpos de Rick e outras 4 vítimas são resgatados em SC
-
BRASIL7 dias atrásLancha pega fogo no Lago Paranoá durante a tarde deste domingo (20/9)