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Luto na Aviação brasileira

Piloto morto em queda de helicóptero é sepultado com louvores e homenagens

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Acidente Aéreo

Familiares, amigos e colegas da aviação deram o último adeus ao comandante que morreu em acidente na Vista Chinesa

Por Leonardo Brito* | Rio de Janeiro (RJ)

Sob aplausos, louvores e homenagens emocionadas, familiares e amigos se despediram, nesta segunda-feira (10), do piloto Alessandro Rocha, de 40 anos, uma das vítimas da queda do helicóptero que caiu na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, no último sábado (8). O sepultamento aconteceu no Memorial Pax, no Centro de São Gonçalo, na Região Metropolitana.

Familiares e amigos do comandante Alessandro Rocha, durante o sepultamento no cemitério municipal de São Gonçalo nesta segunda - Carlos Elias Junior/ Agência O Dia

Familiares e amigos do comandante Alessandro Rocha, durante o sepultamento no cemitério municipal de São Gonçalo nesta segunda – Carlos Elias Junior/ Agência O Dia

A cerimônia foi marcada por momentos de emoção. Antes do enterro, o filho de Alessandro, o engenheiro Sven Rocha, de 23 anos, fez um pedido aos presentes ao lembrar o jeito alegre do pai.

“Vamos celebrar a vida, pois meu pai era alegre e não queria ver ninguém triste”, disse.

Após a fala, familiares e amigos entoaram louvores em homenagem ao piloto. O caixão foi levado até o local do sepultamento coberto por uma bandeira do Fluminense, clube pelo qual Alessandro era torcedor.

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Conhecido entre colegas pela paixão pela aviação, Alessandro acumulava mais de duas décadas de experiência como instrutor de ultraleves e helicópteros. Nas redes sociais, costumava compartilhar registros de voos, além de momentos ao lado da esposa e dos três filhos.

A morte do piloto provocou grande comoção no meio aeronáutico. Integrantes da Esquadrilha Céu, grupo de demonstrações aéreas do qual era próximo, prestaram homenagens e destacaram sua trajetória profissional e o amor que tinha pela profissão.

Acidente matou quatro pessoas

O helicóptero Robinson R44, de prefixo PP-MFS, caiu na manhã de sábado em uma área de mata de difícil acesso na Floresta da Tijuca, próximo à Vista Chinesa. Além de Alessandro, morreram três turistas colombianas da mesma família: Rocío Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofía Murillo, de 17 anos.

A aeronave realizava um voo panorâmico quando caiu e pegou fogo. O Corpo de Bombeiros mobilizou cerca de 40 militares, 11 viaturas e equipes especializadas em salvamento em áreas de mata, operações aéreas e combate a incêndios florestais. As chamas foram controladas por volta das 13h.

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A Força Aérea Brasileira, por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), abriu investigação para apurar as causas da tragédia. A Polícia Civil também acompanha o caso e aguarda os laudos periciais.

Segundo a empresa responsável pelo passeio, a aeronave estava com a documentação regular e manutenção em dia. A companhia também destacou a experiência de Alessandro na condução de helicópteros.

O acidente ocorreu justamente no fim de semana em que o piloto celebrava uma nova fase profissional. Amigos relataram que ele estava feliz com o trabalho e animado com os projetos que vinha desenvolvendo na área da aviação. A tragédia interrompeu uma trajetória marcada por mais de 20 anos dedicados aos céus.

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  • Matéria reproduzida de O Dia – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Carlos Elias Júnior /Agência O Dia
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Acidente Aéreo

FAB inicia investigação sobre queda de monomotor em pátio do metrô de BH

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Investigadores do Seripa III foram acionados nesta sexta-feira (9/10) para coletar dados e verificar os danos causados pelo acidente que matou o piloto

Por Sofia Maia* | Belo Horizonte (MG)

A Força Aérea Brasileira (FAB) iniciou, nesta sexta-feira (9/10), os trabalhos de investigação sobre a queda de um avião monomotor no pátio de manutenção da Estação São Gabriel do metrô, em Belo Horizonte. Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III), órgão ligado ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), foram acionados para realizar a Ação Inicial no local do acidente. O piloto morreu na ocorrência.

A aeronave envolvida é um Embraer EMB-711ST Corisco II Turbo, de matrícula PT-VHE, que havia decolado do Aeroporto da Pampulha. O Seripa III tem sede no Rio de Janeiro (RJ) e atua na investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos.

De acordo com a FAB, a Ação Inicial é uma etapa da investigação em que profissionais qualificados e credenciados realizam procedimentos técnicos para coletar e confirmar dados, preservar elementos que possam contribuir para esclarecer o ocorrido e verificar os danos provocados à aeronave ou por ela.

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Os investigadores também fazem o levantamento de outras informações necessárias para a apuração. A FAB não informou, até o momento, as possíveis causas da queda.

De acordo com o cadastro consultado, o avião constava com situação normal e tinha Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) com validade até 9 de outubro de 2027. O registro também classificava a operação como privada. Essas informações cadastrais, fornecidas por meio do site da Anac, no entanto, não permitem determinar as condições mecânicas da aeronave no momento do acidente nem esclarecer as causas da queda.

A investigação conduzida pelo Cenipa tem como objetivo identificar os fatores que contribuíram para a ocorrência e produzir informações que possam subsidiar a prevenção de novos acidentes aeronáuticos.


  • Jornal O Estado de Minas – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – CBMMG / Reprodução
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