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Câmara de Vitória aprova Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027

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POLÍTICA & GOVERNO

Vereadores apresentaram 30 emendas, mas a LDO foi aprovada com o texto original encaminhado pela Prefeitura

Por Enzo Bicalho Assis* | Vitória (ES)

Câmara Municipal de Vitória aprovou na manhã desta segunda-feira (27) o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, que serve de base para definir os gastos da prefeitura municipal no próximo ano, por 15 votos favoráveis e quatro contrários.

Os vereadores apresentaram 30 emendas ao texto original apresentado pela Prefeitura de Vitória, mas nenhuma mudança foi aprovada e o projeto permaneceu da forma como foi encaminhado.

A LDO estabelece as metas e prioridades da administração municipal para o próximo ano e servirá como base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), que definirá a destinação dos recursos públicos em 2027.

De acordo com as metas fiscais, a estimativa da Prefeitura é de que a Receita Total do município seja de R$ 3,78 bilhões. O valor é uma projeção e deve passar por atualização quando for encaminhado o orçamento.

A proposta também fixa diretrizes para a execução das despesas públicas, trata das metas fiscais, das despesas com pessoal, das alterações na legislação tributária e das regras para a gestão das finanças municipais.

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Segundo o texto, o parecer da Procuradoria-Geral do Município aponta que a proposta está em conformidade com a Constituição Federal, a Lei Orgânica de Vitória e a Lei de Responsabilidade Fiscal, não havendo impedimentos jurídicos para sua tramitação.

Agora, a LDO segue para sanção da prefeitura Cris Samorini (PP). Depois de ser publicada, ela vai servir de base para a elaboração do projeto de LOA 2027, que detalha as receitas previstas e a destinação dos recursos públicos para cada área.

Votos dos vereadores

Votos a favor:

  • Aloísio Varejão (PSB);
  • André Brandino (PODE)
  • Armandinho Fontoura (PL)
  • Aylton Dadalto (REP);
  • Bruno Malias (PSB);
  • Camillo Neves (PROG);
  • Dalto Neves (SDD);
  • Darcio Bracarende (PL);
  • Davi Esmael (REP);
  • João Flávio (MDB);
  • Leonardo Monjardim (NOVO);
  • Luiz Emanuel (REP);
  • Luiz Paulo Amorim (PV);
  • Mara Maroca (PROG);
  • Mauricio Leite (PRD).

Votos contrários:

  • Ana Paula Rocha (PT);
  • Karla Coser (PT);
  • Pedro Trés (PSB);
  • Professor Jocelino (PT).

O presidente da Câmara Anderson Goggi (REP) não vota e o vereador Baiano do Salão (PODE) não estava presente.

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  • Matéria reproduzida do portal Folha Vitória – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / CMV
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POLÍTICA & GOVERNO

Presidente da Câmara de Vitória arquiva pedido de cassação de vereador do PT

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O arquivamento foi interpretado como uma derrota para a Prefeitura de Vitória, já que a prefeita Cris Samorini (PP) não esperava a reação da maioria dos vereadores diante da ofensiva contra o parlamentar petista.

Vitória (ES)

Pelo segundo dia consecutivo, nesta quarta-feira (22), a maioria dos vereadores da Câmara Municipal de Vitória esvaziou o plenário, impedindo a votação de uma das matérias mais importantes do Legislativo: o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), encaminhado pelo Executivo.

A reação dos parlamentares teve início após a tentativa da Prefeitura de viabilizar a abertura de um processo por quebra de decoro parlamentar contra o vereador Professor Jocelino (PT).

A Procuradoria-Geral do Município solicitou que o presidente da Câmara, Anderson Goggi (Republicanos), encaminhasse o caso à Corregedoria da Casa, medida que poderia, em tese, resultar na cassação do mandato do vereador petista.

Nos bastidores da política capixaba, a iniciativa foi vista como um equívoco estratégico da prefeita. A avaliação é de que o Executivo não dimensionou a reação do plenário, o que acabou provocando um desgaste político desnecessário e uma derrota que não fazia parte dos planos da administração.

Aliado da prefeita, Anderson Goggi saiu em defesa da autonomia do Legislativo e anunciou que arquivará o pedido da Procuradoria.

“O fato de eu estar na base da prefeitura não interfere na minha decisão. Entendo que essa questão deveria ser resolvida pelo Executivo na esfera judicial. Depois, caso haja condenação ou qualquer decisão, o Parlamento poderá ser provocado”, afirmou Goggi.

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Origem da polêmica

O impasse teve origem em uma publicação feita pelo vereador Professor Jocelino nas redes sociais, na qual ele afirmou que uma empresa contratada pela Secretaria Municipal de Educação é alvo de investigação da Polícia Federal.

Embora a empresa realmente seja investigada, a apuração não está relacionada ao contrato firmado com a Prefeitura de Vitória. Em sua publicação, o vereador não fez essa associação direta, mas levantou questionamentos sobre a idoneidade da contratação.

“Aqui em Vitória, o mandato do Professor Jocelino já havia apresentado denúncias e levantado questionamentos sobre contratos relacionados com empresas que atuam na educação do município”.

Caso entendesse que houve ofensa à honra, a prefeita Cris Samorini ou a própria Procuradoria-Geral poderiam recorrer ao Judiciário, alegando eventual prática de calúnia, difamação ou outro ilícito, embora a interpretação jurídica sobre esse tipo de manifestação seja considerada delicada.

Esvaziamento do plenário

Na sessão desta quarta-feira, apenas seis vereadores permaneceram no plenário, número insuficiente para garantir quórum e dar continuidade aos trabalhos legislativos.

Estiveram presentes Anderson Goggi, Armandinho Fontoura (PL), Davi Esmael (Republicanos), Leonardo Monjardim (Novo), Darcio Bracarense (PL) e Luiz Emanuel (Republicanos).

Líder da prefeita na Câmara, Leonardo Monjardim criticou o movimento de esvaziamento.

“Não dá para parar a cidade, deixar de discutir o orçamento e interromper as sessões como forma de retaliação. Retaliação a quem? Há excesso? Talvez tenha, mas é preciso debater e discutir os caminhos”, afirmou.

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Com o arquivamento do pedido de abertura do processo disciplinar contra Professor Jocelino, a expectativa é que a LDO seja apreciada na próxima sessão, marcada para segunda-feira (27).

Pedido de desculpas

No meio da crise política, um episódio chamou a atenção. Na sessão de terça-feira (21), Anderson Goggi foi flagrado proferindo palavrões logo após o encerramento dos trabalhos. As declarações foram captadas pelo microfone da Mesa Diretora.

Nesta quarta-feira, o presidente pediu desculpas aos servidores da Casa e “às pessoas que porventura não gostaram” das palavras utilizadas, embora tenha afirmado que não se arrepende da reação.

Segundo Goggi, a irritação ocorreu após ser informado de que alguns vereadores pretendiam esvaziar a sessão caso ele não comunicasse à prefeita que arquivaria o pedido contra Jocelino.

“Não aceito ser chantageado. Fiquei indignado e falei palavrões por causa da minha revolta.”

O presidente da Câmara também reforçou que sua decisão teve como objetivo preservar a independência do Poder Legislativo.

“Sou totalmente solidário ao vereador Jocelino. Hoje é com o Jocelino; amanhã pode ser com qualquer outro vereador. Me posicionei em defesa do Parlamento”.

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  • Da Redação / Com informações de A Gazeta.
  • Foto de destaque: Divulgação / CMV.

 

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