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Em dois meses obras da Ecovias chegam aos municípios do Norte

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O pedido de antecipação foi defendido pelo presidente da Comissão Especial de Fiscalização da BR-101 na Assembleia, deputado Fabrício Gandini (Podemos), e vai beneficiar Sooretama, Jaguaré, São Mateus, Conceição da Barra e Pedro Canário.

Por Gleberson Nascimento* | Vitória (ES)

A Ecovias Capixaba anunciou, durante reunião da Comissão Especial de Fiscalização da BR-101 na Assembleia Legislativa, que vai antecipar a implantação de 21 quilômetros de terceiras faixas no trecho Norte da BR-101.

As obras, que originalmente estavam previstas entre o sétimo e o nono ano do novo contrato de concessão, começarão em cerca de dois meses e beneficiarão os municípios de Sooretama, Jaguaré, São Mateus, Conceição da Barra e Pedro Canário.

Segundo o diretor-superintendente da concessionária, Roberto Amorim Júnior, os estudos técnicos demonstraram a viabilidade da antecipação de parte das intervenções.

“Ao Norte de Linhares vamos implantar 41 quilômetros de terceiras faixas, criando áreas seguras de ultrapassagem em uma região com grande circulação de caminhões. Fizemos um estudo para antecipar essas obras. Os primeiros sete quilômetros serão entregues em fevereiro de 2027, daqui a sete meses, e outros 14 quilômetros até dezembro de 2027. Os demais 20 quilômetros continuam em estudos para avaliarmos uma nova antecipação”, afirmou.

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O anúncio atende a uma reivindicação apresentada pelo deputado estadual Fabrício Gandini (Pode), presidente da Comissão Especial de Fiscalização das BRs 101 e 262 da Assembleia Legislativa. O pedido foi levado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e à Ecovias durante audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, em Brasília, além de reuniões promovidas pela comissão.

“Essas terceiras faixas só começariam entre o sétimo e o nono ano do contrato. Conseguimos antecipar metade delas para o segundo ano da concessão, o que representa um avanço importante para uma região que ficou sem a duplicação. Agora vamos continuar trabalhando para antecipar também os outros 20 quilômetros previstos”, afirmou Gandini.

BR-101, trecho de Sooretama / Foto: Reprodução – Redes Sociais

O parlamentar destacou que a comissão continuará acompanhando o Plano de Ação da concessionária para garantir o cumprimento do cronograma e evitar os atrasos registrados no contrato anterior.

Além da antecipação das terceiras faixas, Gandini defende novas intervenções de segurança no trecho Norte, como passarelas, vias marginais, interseções e melhorias nos acessos urbanos. A comissão também deverá realizar uma reunião com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para analisar os pontos com maior incidência de acidentes e discutir novas medidas para reduzir o número de mortes na rodovia.

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As terceiras faixas são consideradas uma solução para ampliar a segurança e melhorar a fluidez do trânsito acima de Linhares, trecho cuja duplicação ficou fora da primeira etapa do novo contrato devido às restrições ambientais relacionadas à Reserva Biológica de Sooretama.

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  • Gabinete do deputado estadual Gandini – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / Ales – assessoria do deputado
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Imprensa internacional classifica rejeição de Messias ao STF como “derrota histórica” de Lula

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Veto a Messias, indicado do presidente Lula para a vaga no STF, foi o único nos últimos 132 anos e intensificou desgaste entre os poderes

A rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (29), repercutiu na imprensa internacional como um episódio incomum na política brasileira e um revés relevante para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A indicação chegou a ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas foi barrada no plenário do Senado, com 42 votos contrários e 34 favoráveis.

Jornais e agências de notícias destacaram o caráter atípico da decisão. A última vez que o Senado recusou um nome indicado pelo presidente da República para uma vaga no STF foi há 132 anos, no governo de Floriano Peixoto.

O jornal espanhol El País classificou o resultado como uma “derrota histórica” e apontou que o episódio levanta dúvidas sobre a capacidade do presidente de articular apoio político no Congresso. O veículo de imprensa também mencionou o desgaste na relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

A rejeição de Messias é um sinal de alerta para Lula, cuja lendária capacidade de mobilizar e forjar alianças está agora em questão”

El País

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A reportagem cita o crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como “principal candidato de direita”, nas pesquisas eleitorais sobre a disputa presidencial. Levantamentos têm mostrado empate técnico dos dois no segundo turno.

Texto da agência Associated Press (AP), reproduzido no jornal The Washington Post e em outros veículos de imprensa, mencionou a rejeição de Messias como um sinal de fragilidade na popularidade do presidente e um “golpe político” dos parlamentares.

O presidente do Senado brasileiro, Davi Alcolumbre, defendeu abertamente outro candidato antes de Lula escolher Messias como seu indicado. A imprensa brasileira vem noticiando há meses que o senador estava em desacordo com Lula por este não ter escolhido o senador Rodrigo Pacheco”

Associated Press

Na Argentina, o Clarín descreveu o desfecho como uma derrota severa para Lula e uma vitória da oposição, representada por Flávio. Também citou que o governo terá de apresentar um novo nome para ocupar a vaga aberta no tribunal.

Outras análises relacionaram o episódio a disputas políticas mais amplas. A Bloomberg citou que a escolha de Messias fazia parte de uma estratégia para dialogar com setores religiosos e ampliar apoio político.

Ao mencionar o fortalecimento de grupos de parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como um fator que contribuiu para o resultado, a reportagem frisou que o Senado “detém o poder de destituir membros da Suprema Corte”.

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O ex-presidente e seus apoiadores há tempos criticam o Supremo Tribunal Federal, alegando que suas campanhas contra as chamadas notícias falsas e a desinformação online levaram à perseguição política de figuras conservadoras.

Bloomberg

Reuters, por sua vez, destacou “esforço de lobby sem precedentes” do governo para tentar viabilizar a aprovação. “Nas últimas semanas, a equipe de Lula buscou apoio de senadores de todo o espectro político, argumentando que Messias poderia ajudar a aliviar as tensões entre o Congresso e a Suprema Corte.”

Como mostrou o Estadão, ao temer uma votação apertada no Senado, o governo acelerou a liberação de emendas parlamentares e negociações de cargos nas duas últimas semanas.

De um total de R$ 12,7 bilhões liberados para emendas ao Orçamento desde o início do ano, mais da metade ocorreu depois da metade de abril. Deputados ficaram com R$ 9,3 bilhões; outros R$ 2,5 bilhões foram destinados a senadores, R$ 659 milhões a bancadas estaduais do Congresso e R$ 156,9 milhões para comissões do Senado.

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  • Informações do jornal Estado de São Paulo – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – Ricardo Stuckert / PR
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