Violência contra a Mulher
Policial rodoviário federal é suspeito de matar comandante da Guarda de Vitória a tiros
POLÌCIA
Suspeito teria atirado contra Dayse e, em seguida, tirado a própria vida dentro da residência
Por Leiri Santana*
A comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, foi morta a tiros na madrugada desta segunda-feira (23), no bairro Caratoíra, em Vitória. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio seguido de suicídio.
O principal suspeito do crime é o namorado da vítima, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que, segundo as primeiras informações, teria atirado contra Dayse e, em seguida, tirado a própria vida dentro da residência.
De acordo com informações da repórter Suellen Araújo, da TV Vitória/Record, a tragédia aconteceu por volta das 3h. Uma testemunha contou que o suspeito chegou ao local em um carro, levando uma escada, e se dirigiu até a sacada da casa, onde Dayse estava. Ainda segundo esse relato, ele teria efetuado disparos contra o rosto da comandante e, logo depois, seguido para um cômodo da residência, onde atirou contra a própria cabeça.
A Polícia Militar foi acionada para atender à ocorrência e, quando chegou ao local, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já prestavam atendimento às vítimas. O pai de Dayse também estava na residência e relatou ter ouvido os disparos.
Segundo o depoimento do familiar à polícia, o relacionamento do casal era considerado conturbado e marcado por ciúmes por parte do suspeito. As circunstâncias e a dinâmica do crime ainda serão apuradas oficialmente pela investigação.
Horas antes da morte, Dayse havia publicado uma mensagem em suas redes sociais sobre o combate à violência contra a mulher, tema ao qual ela se dedicava profissionalmente.
Dayse Barbosa era a primeira mulher a ocupar o cargo de comandante da Guarda Municipal de Vitória e era reconhecida pela atuação firme na defesa dos direitos das mulheres e na promoção da segurança pública.
Nota da Prefeitura
Em nota oficial, a Prefeitura de Vitória manifestou profundo pesar pela morte da comandante e destacou a trajetória profissional da servidora, marcada por ética, dedicação e compromisso com a população.
A administração municipal também informou que foi decretado luto oficial de três dias em reconhecimento à conduta e à contribuição de Dayse para a cidade.
A Polícia Civil informou que o caso seguirá sob investigação para esclarecer todos os detalhes da ocorrência.
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- Folha Vitória / conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – Thiago Soares / FV
POLÌCIA
Prefeito e ex-prefeito são presos durante operação da PF em Pedro Canário
Operação investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro
A Polícia Federal prendeu, na manhã da terça-feira (26), o prefeito e o ex-prefeito de Pedro Canário. Os mandados expedidos contra Kleilson Rezende (PSB) e Bruno Araújo (PDT), foram cumpridos.
As prisões são o principal desdobramento da Operação Eco da Fraude II, que investiga um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos ligados à realização do evento “XXXIV Forró da Tábua Lascada”.
Também são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). A Justiça também determinou o afastamento cautelar do prefeito e de um servidor municipal, além de autorizar outras medidas investigativas e bloqueios patrimoniais.
Segundo as investigações da PF, conduzidas pela delegacia de São Mateus, há indícios de uma organização criminosa estruturada, formada por agentes públicos e empresários. O esquema funcionava a partir da manipulação de processos licitatórios e do superfaturamento de contratos públicos, gerando o pagamento de vantagens indevidas.

Lagoa Augusto Ruschi: o novo cartão-postal de Pedro Canário / Foto: ES Brasil
Para mascarar o caminho do dinheiro desviado, o grupo contava com um sistema de lavagem de capitais. A PF identificou movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados e a utilização de contas de terceiros — além de operadores financeiros — para fazer o dinheiro circular em espécie, ocultando a origem ilícita dos recursos.
As medidas cumpridas nesta terça-feira visam a aprofundar a coleta de provas, identificar outros possíveis envolvidos, paralisar as atividades do grupo criminoso e garantir o ressarcimento aos cofres públicos.
Os investigados podem responder, em tese, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato-desvio, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Caso sejam condenados, as penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
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- Fontes: A Gazeta e Polícia Federal
- Foto destaque: Reprodução / AG
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