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Descrédito

Pesquisa aponta que 51% desaprovam Lula e 43% aprovam

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BRASIL

Atual presidente não tem a confiança de 56% dos população

Novo levantamento Ipsos/Ipec divulgado nesta terça-feira, 10, mostra que 51% dos brasileiros desaprovam a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 43% aprovam. Outros 6% não sabem, ou não responderam.

A Ipsos-Ipec ouviu 2.000 eleitores de 131 municípios entre os dias 5 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o índice de confiabilidade é de 95%.

Comparada com a pesquisa anterior da Ipsos/Ipec, divulgada em dezembro do ano passado, a aprovação de Lula variou um ponto percentual para cima, enquanto a desaprovação oscilou um ponto percentual para baixo.

Na avaliação de governo, 40% disseram que a gestão de Lula é ruim ou péssima, enquanto 33% classificaram como ótima ou boa. Os que consideram regular são 24%. Não sabem, ou não responderam somam 3%.

Comparado com a pesquisa de dezembro, a avaliação negativa se manteve em 40%, enquanto que a ótima e boa cresceu três pontos percentuais. Já a regular caiu cinco pontos.

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O levantamento também apontou que 56% dos brasileiros dizem não confiar no presidente Lula, enquanto 40% confiam. Os que não sabem, ou não responderam somam 4%.

Os que acreditam que o governo Lula é pior que o esperado são 43%, enquanto 28% classificam como igual às expectativas. Já os que consideram melhor são 25%. Outros 3% não sabem ou não responderam.

Também foi perguntado aos entrevistados sobre a economia. Quem acha que ela piorou nos últimos seis meses são 42%. Os que não notaram diferença são 28%, e 27% avaliam que a situação econômica melhorou. Os que não sabem, ou não responderam são 3%

Comparado com a pesquisa anterior, a percepção negativa cresceu quatro pontos percentuais, enquanto a positiva diminuiu três pontos.

Sobre o futuro, 36% acham que a situação econômica deve piorar nos próximos seis meses, enquanto 33% avaliam que a perspectiva é de melhora. Outros 23% consideram que a situação deve ser igual. Outros 8% não sabem, ou não responderam.

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  • Informações de O Dia – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito: AFP
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BRASIL

Nova reforma do INSS prevê aposentadoria aos 67 anos

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Estudos elaborados por especialistas defendem uma nova reforma da Previdência que pode elevar a idade mínima para aposentadoria e mudanças no MEI

Por Jonathan Robert* | Vitória (ES)

A possibilidade de uma nova reforma da Previdência voltou ao centro do debate no Brasil. Estudos elaborados por especialistas sugerem mudanças nas regras do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), incluindo o aumento gradual da idade mínima para aposentadoria, que poderia chegar aos 67 anos no futuro.

As propostas foram desenvolvidas por pesquisadores ligados ao Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP) e ao Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS). Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a avaliação é que o envelhecimento da população brasileira deve aumentar a pressão sobre as contas da Previdência nas próximas décadas.

Apesar da repercussão, nenhuma das medidas está em vigor ou foi apresentada oficialmente pelo governo federal. Os estudos servem como base para um possível debate sobre uma nova reforma nos próximos anos.

Por que especialistas defendem uma nova reforma?

Os pesquisadores argumentam que o Brasil vive uma rápida transformação demográfica.

Enquanto a expectativa de vida cresce, a taxa de natalidade vem caindo. Isso significa que, no futuro, haverá proporcionalmente menos trabalhadores contribuindo para sustentar um número cada vez maior de aposentados e pensionistas.

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Segundo os estudos, essa mudança poderá elevar significativamente os gastos da Previdência caso nenhuma alteração seja feita no sistema.

Idade mínima pode chegar aos 67 anos

Uma das principais propostas prevê que a idade mínima para aposentadoria passe a acompanhar a evolução da expectativa de vida dos brasileiros.

Na prática, a idade subiria gradualmente conforme as futuras tábuas de mortalidade divulgadas pelo IBGE. A estimativa apresentada pelos especialistas é que esse limite possa alcançar 67 anos.

Hoje, após a reforma da Previdência aprovada em 2019, a idade mínima é de:

  • 65 anos para homens;
  • 62 anos para mulheres.

Segundo dados da Previdência, porém, a idade média em que os brasileiros conseguem se aposentar atualmente gira em torno de 61 anos, devido às regras de transição e outras modalidades de benefício.

Quando uma nova reforma poderia acontecer?

Os especialistas envolvidos nos estudos avaliam que o debate deveria começar em 2027.

Na visão deles, quanto mais tempo o país esperar, maior será a dificuldade para equilibrar as contas da Previdência diante do envelhecimento da população.

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Entretanto, eles reconhecem que mudanças nas regras de aposentadoria costumam enfrentar resistência política e dificilmente avançam em períodos eleitorais.

Outras mudanças que estão em estudo

Além da idade mínima, os estudos apresentam outras propostas para o sistema previdenciário.

Entre elas estão:

  • Aumento da contribuição do MEI de 5% para 11% do salário mínimo;
  • Criação de um bônus na aposentadoria para mulheres com filhos;
  • Revisão das aposentadorias especiais;
  • Mudanças na forma de reajuste dos benefícios vinculados ao salário mínimo;
  • Criação de um modelo previdenciário misto, combinando INSS e contas individuais de capitalização.

O que muda hoje?

Na prática, nada mudou. As propostas fazem parte de estudos apresentados por especialistas e ainda não representam um projeto de lei, uma proposta do governo federal ou uma mudança aprovada pelo Congresso Nacional.

Caso uma nova reforma da Previdência venha a ser discutida no futuro, ela ainda precisará passar por todas as etapas de tramitação no Congresso antes de entrar em vigor.

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  • Matéria reproduzida do portal Folha Vitória – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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