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Relações Internacionais

Estados Unidos suspendem concessão de vistos para o Brasil e mais 75 países

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Política Internacional

País informou que a suspensão é destinada às nações “cujos migrantes usufruem a assistência de bem-estar social dos americanos em níveis inaceitáveis”

Os Estados Unidos suspenderam a emissão de vistos para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil. A informação, divulgada inicialmente pela Fox News, foi confirmada à reportagem pelo Departamento de Estado. Procurada, a pasta respondeu inicialmente em uma frase que “está pausando o processo de vistos de imigração para 75 países”, sem especificar se há restrições específicas para cada tipo de visto.

Mais tarde, em publicação nas redes sociais, o departamento informou que a suspensão é destinada às nações “cujos migrantes usufruem a assistência de bem-estar social dos americanos em níveis inaceitáveis”. “A suspensão continuará em vigor até que os EUA possam assegurar que novos imigrantes não extrairão bem-estar do povo americanos.” Não está, claro, porém, quais os critérios para definir uma susposta exploração indevida dos serviços de assistência.

A emissora americana afirma ter tido acesso a um documento do Departamento de Estado que orienta funcionários consulares a negar vistos enquanto a pasta reavalia os procedimentos de triagem e verificação. Ainda segundo a Fox News, a restrição começará no próximo dia 21.

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Oficialmente, o Itamaraty não foi informado a respeito de qualquer medida relativa a suspensões de vistos para o Brasil. Membros da chancelaria brasileira tentam entender o que essa decisão implicaria na prática. Ou seja, se o Departamento de Estado passaria a ser mais rígido na análise dos pedidos de visto ou se vão pausar qualquer processo por tempo indeterminado.

Uma série de fatores, incluindo saúde, idade, proficiência em inglês e situação financeira, seriam levados em consideração para a análise dos vistos. Países como Somália, Rússia, Afeganistão, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia e Iêmen também estariam na lista.

Um integrante do governo americano diz que os EUA podem fazer uma análise a respeito da quantidade de brasileiros que recebem benefícios sociais no país para, a partir disso, tomar uma decisão relativa à revisão da emissão de vistos.

Em um evento nesta terça-feira (13), o presidente Donald Trump afirmou que nenhum país é capaz de custear a entrada de milhões de pessoas, pagar por sua edução, saúde e hospitais. “Muitas destas pessoas são assassinas. A partir do dia 1º de fevereiro, não vamos fazer pagamentos para cidades-santuários porque eles fazem tudo que é possível para proteger criminosos sob o custo dos cidadãos americanos”, disse o presidente.

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Na segunda (12), o Departamento de Estado anunciou que revogou mais de 100 mil vistos desde que Trump voltou à Casa Branca em janeiro do ano passado, estabelecendo o que chamou de um novo recorde em meio a política agressiva de deportações.

A extensão das revogações reflete a ampla repressão do governo federal a imigrantes, que conta com batidas de agentes sem identificação em cidades por todo país e a deportação até mesmo de pessoas com vistos válidos. A gestão Trump também adotou uma política mais rigorosa na concessão de vistos, com verificação de redes sociais e triagem expandida dos candidatos.

“O Departamento de Estado já revogou mais de 100 mil vistos, incluindo cerca de 8.000 vistos de estudantes e 2.500 vistos especializados para indivíduos abordados por forças de segurança dos EUA por atividade criminosa. Continuaremos a deportar esses bandidos para manter a América segura”, disse o departamento em uma publicação no X.

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  • Agência Folhapress – Conteúdo
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Política Internacional

Trump diz que romperá com Espanha após país se negar a ceder bases militares

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Presidente norte-americano havia requisitado base militar do país europeu para atacar Irã

Por Gabriel Botelho*

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta terça-feira (3/3), que romperá ligações comerciais com a Espanha. A quebra da relação se deu após o país europeu ter se negado a ceder bases norte-americanas no país para que os EUA pudessem atacar o Irã.

“E agora a Espanha disse que não podemos usar as bases deles, e tudo bem, não precisamos. Poderíamos usar a base deles se quiséssemos, poderíamos simplesmente voar para lá e usá-la. Ninguém vai nos dizer para não usar. Mas não precisamos. Eles foram hostis e por isso eu disse a ele que não queremos”, contou o presidente. 

Ainda durante a declaração, Trump mencionou o fato de a Espanha ter sido o único país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a se negar a subir a taxa de importação no país para 5%. “Eu não acho que eles gostariam de concordar em subir para nada. Eles queriam manter em 2% e eles não pagam os 2%. Então, vamos cortar todo o comércio com a Espanha. Não queremos nada com a Espanha”, acrescentou Trump. 

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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Espanha, José Manuel Albares, confirmou, nessa segunda-feira (2/3), ter negado o uso das bases aos Estados Unidos. Em entrevista à rádio pública espanhola RTVE, disse que a soberania espanhola prevaleceria no controle das bases de Rota e Morón de la Frontera, no sul do território do país. 

“Não vamos emprestar as nossas bases para nada que não esteja no Tratado ou que não se enquadre na Carta das Nações Unidas. São bases de uso conjunto, mas de soberania espanhola e, portanto, a Espanha tem a última palavra sobre o uso dessas bases”, reforçou. Ele ainda contou que os EUA não haviam informado os espanhóis sobre o ataque com antecedência. 

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