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Senador americano endossa pedido de sanções a Moraes e anuncia visita de delegação ao Brasil

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Washington / Estados Unidos

A pressão internacional sobre o ministro Alexandre de Moraes ganhou novos capítulos nas últimas horas. O senador republicano Mike Lee, de Utah, endossou o pedido de sanções contra o magistrado brasileiro e anunciou que visitará o país com uma delegação de senadores americanos para investigar o que chamou de “weaponization” (armamento) do sistema judicial brasileiro.

Lee fez seu comentário em resposta à publicação do deputado Rich McCormick, que havia solicitado formalmente a imposição de sanções da Lei Magnitsky contra Moraes. Em sua declaração, o senador escreveu:

“Um único juiz pode infligir danos imensos — especialmente se esse juiz estiver tentando instrumentalizar o sistema judicial para impactar a política eleitoral. Se isso está acontecendo no Brasil, o governo dos EUA precisa saber. Viajarei ao Brasil ainda este ano com alguns de meus colegas do Senado, e pretendo fazer perguntas difíceis sobre o ministro Alexandre de Moraes e a alegada instrumentalização política do sistema judicial brasileiro”.

A manifestação do senador representa uma escalada significativa na crise, já que Mike Lee é um influente membro do Comitê de Relações Exteriores do Senado americano, órgão que tem papel fundamental na formulação da política externa dos Estados Unidos.

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O bilionário Elon Musk, que já está em disputa pública com Moraes após a suspensão do X (antigo Twitter) no Brasil, também se manifestou sobre o anúncio da visita dos senadores. Musk compartilhou a publicação de Lee com um simples comentário: “Good” (Bom).

As manifestações acontecem em um momento em que há uma ação movida pela Trump Media e pela plataforma Rumble na justiça federal americana aguardando decisão liminar. O processo também argumenta que Moraes pode ser alvo de sanções financeiras por suas decisões contra empresas americanas.

Paralelamente, também hoje, o Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes anunciou que votará na próxima quarta-feira o projeto “No Censorship On Our Shores Act”, que teria como efeito o cancelamento do visto americano de Alexandre de Moraes, impedindo sua entrada nos Estados Unidos. O projeto é de autoria do deputado Darrell Issa e da congressista Maria Salazar, forte crítica do magistrado brasileiro.

Estas ações ocorrem pouco mais de uma semana após a visita do deputado Eduardo Bolsonaro e do jornalista Paulo Figueiredo a Washington. Entre várias reuniões realizadas, a comitiva brasileira se encontrou, coincidentemente ou não, com o deputado McCormick, a deputada Maria Salazar, o senador Mike Lee e o presidente do Comitê Judiciário, Jim Jordan.

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A visita anunciada de uma delegação de senadores americanos ao Brasil para investigar as ações de Moraes coloca pressão adicional sobre o Supremo Tribunal Federal em um momento de crescente tensão entre o judiciário brasileiro e autoridades americanas.

Caso as sanções da Lei Magnitsky sejam efetivamente implementadas, Moraes poderia enfrentar o que é conhecido como “pena de morte financeira”, com o congelamento de seus ativos e a impossibilidade de manter contas bancárias mesmo em instituições brasileiras, já que estas dependem do acesso ao sistema financeiro internacional.

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* Informações de agências / Paulo Figueiredo – Jornalista

* Foto/Destaque: Reprodução / Internet

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Irã confirma acordo com EUA, mas exige pagamento de pedágio em Ormuz

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Trump e mediador paquistanês apresentaram informações contraditórias sobre o teor do texto que trata do fim da guerra

Estados Unidos e Irã alcançaram um acordo neste domingo (14) para estabelecer o fim imediato da guerra no Oriente Médio, incluindo o conflito no Líbano, e pretendem assinar o texto na sexta-feira (19), em Genebra. O país persa adicionou uma cláusula sobre o pagamento de pedágio marítimo no Estreito de Ormuz.

O teor do acordo não foi divulgado, mas o Irã indicou que as negociações devem começar em, no máximo, 60 dias, com o objetivo de alcançar um acordo definitivo em questões delicadas como o programa nuclear ou as sanções contra sua economia.

O compromisso foi anunciado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador do conflito, que o qualificou de “passo histórico em direção à paz”. Posteriormente, Washington e Teerã confirmaram a informação.

“O acordo com a República Islâmica do Irã já está concluído. Parabéns a todos!”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. “Autorizo plenamente a abertura sem cobrança de pedágio do Estreito de Ormuz e, simultaneamente, autorizo a suspensão imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Que o petróleo flua!”, completou.

Pouco depois, ele afirmou que a passagem marítima só será reaberta após a assinatura do acordo na sexta-feira.

A agência iraniana Fars, no entanto, afirmou que o Irã incluiu, no último momento, uma cláusula sobre o pagamento de um pedágio marítimo no Estreito de Ormuz.

“Nos momentos finais da negociação, o texto do memorando de entendimento recebeu uma emenda para enfatizar de forma clara e explícita a questão da soberania do Irã e de Omã sobre o Estreito de Ormuz”, por onde transitam o gás e o petróleo exportados do Golfo, indicou a agência Fars, que citou uma fonte anônima que acompanha as negociações.

“O uso do termo ‘serviços marítimos’ significa que os Estados Unidos aceitaram o pagamento de pedágios ao Irã”,
acrescentou a agência iraniana.

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O fechamento de Ormuz teve um grande impacto na economia mundial, provocando inflação em alguns países e problemas de abastecimento de fertilizantes necessários para a produção de alimentos, entre outros.

Segundo o vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, o acordo com Washington põe “fim imediato à guerra”.

Uma fonte diplomática próxima às conversações indicou que Estados Unidos e Irã devem manter negociações indiretas durante a semana no Catar, antes da assinatura do acordo na sexta-feira.

Moratória nuclear

O conteúdo do acordo, alcançado após semanas de negociações tensas e ameaças frequentes de Trump de novas hostilidades, não foi divulgado publicamente.

As partes publicaram informações contraditórias sobre o teor. Trump afirmou ao jornal The New York Times que o Irã aceitou uma moratória de 20 anos sobre o enriquecimento de urânio.

Por sua vez, Gharibabadi declarou que as próximas conversações abordarão o fim das sanções contra o Irã, a questão nuclear, a reconstrução e o desenvolvimento econômico de seu país e a implementação de um mecanismo de supervisão dos acordos alcançados.

Israel reagiu e anunciou que seu Exército “permanecerá nas zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza por um período ilimitado”, segundo as palavras do ministro da Defesa, Israel Katz.

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O acordo foi recebido com alívio pela comunidade internacional. O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse esperar “que as partes aproveitem o novo impulso e redobrem seus esforços em direção a uma resolução final do conflito”.

Reino Unido, França, Alemanha e Itália celebraram o acordo e afirmaram que estão dispostos a suspender algumas sanções contra o Irã. Egito e Arábia Saudita também elogiaram o pacto.

Petróleo a US$ 80

O conflito começou em 28 de fevereiro com os bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, que respondeu atacando alvos americanos nos países do Golfo aliados de Washington.

Em 2 de março, o Líbano entrou na guerra devido aos ataques do Hezbollah contra Israel, que respondeu com uma ofensiva para “eliminar” o movimento xiita apoiado por Teerã. Os bombardeios israelenses provocaram mais de 3.700 mortes desde março, segundo o governo libanês.

Uma fonte oficial libanesa disse nesta segunda-feira (15) à reportagem que o governo de Beirute “não foi informado” sobre o acordo, nem sobre o momento em que entrará em vigor.

O acordo impulsionou as Bolsas e derrubou os preços do petróleo.

“O que poderemos fazer é reduzir o custo da energia, não apenas agora, mas a longo prazo, e criar um verdadeiro motor de prosperidade no Oriente Médio”, disse o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, ao canal Fox News.

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  • Matéria da agência AFP – Conteúdo
  • Foto destaque: Bandeira do Irã / Crédito: Heinz Peter Bader
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