Política Nacional
Deputado propõe critérios para conversão de prisão em flagrante para preventiva e fortalece combate à impunidade
Política Nacional
Proposta altera o Código de Processo Penal para evitar a concessão de liberdade provisória a criminosos reincidentes ou violentos em audiências de custódia
O deputado federal Gilson Daniel (Podemos) é autor do Projeto de Lei 4210/2024, que altera as regras para a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva durante as audiências de custódia. A proposta tem como objetivo evitar a concessão de liberdade provisória a criminosos perigosos, estabelecendo critérios claros e objetivos em lei e fortalecendo o combate à impunidade e à criminalidade.
Pelo texto, em análise na Câmara dos Deputados, a prisão preventiva será decretada na audiência de custódia pelo juiz se:
– O agente for reincidente;
– houver indícios de conduta criminal habitual, exceto se os crimes anteriores forem de menor potencial ofensivo;
– existir outros inquéritos e ações penais em curso;
– a infração penal envolveu o emprego de violência ou grave ameaça;
– o agente recebeu liberdade provisória em audiência de custódia anterior.
De acordo com Gilson Daniel, as audiências de custódia, realizadas nas primeiras 24 horas após a prisão em flagrante, vêm sendo utilizadas como uma tentativa de enfrentamento da superlotação dos presídios, mas, sem critérios legais objetivos, acabam promovendo um desencarceramento generalizado e irresponsável.
“Temos acompanhado, com muita preocupação, casos recorrentes em que indivíduos beneficiados com liberdade provisória voltam a cometer crimes logo após deixarem a audiência de custódia, muitas vezes delitos ainda mais graves. Isso gera insegurança e sensação de impunidade na sociedade”, afirmou o deputado.
A proposta insere as novas regras diretamente no Código de Processo Penal, conferindo maior segurança jurídica às decisões judiciais e garantindo que criminosos com histórico de violência ou reincidência não retornem rapidamente às ruas.
Tramitação
O projeto será analisado inicialmente pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Em seguida, seguirá para apreciação do Plenário da Câmara. Para se tornar lei, a proposta precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
—————————————————-
- Fonte: Assessoria do Deputado
- Foto/Destacada: Reprodução
Política Nacional
Gilmar Mendes mantém suspensa eleição da Câmara de Vitória
Eleição estava marcada para agosto, mas ministro seguiu liminar do STF de que só pode ser realizada a partir de outubro; julgamento segue
Por Enzo Bicalho Assis* | Vitória (ES)
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes decidiu por manter suspensa a eleição para a presidência da Câmara Municipal de Vitória para o biênio 2027-2028, que estava marcada para ocorrer entre os dias 1º e 15 de agosto.
Em março, o ministro já tinha decidido pela suspensão, por entender que um artigo do Regimento Interno é inconstitucional. O processo foi iniciado no STF após um pedido da própria Câmara para que a eleição ocorresse somente a partir de outubro.
Gilmar Mendes decidiu com base em entendimentos firmados pela Suprema Corte, que determinaram que a eleição da Mesa Diretora das Casas Legislativas deve ocorrer a partir do mês de outubro do ano anterior ao início do respectivo mandato.

O período estipulado pelo STF tem relação com o período de campanha eleitoral, que iria coincidir com a eleição da Câmara.
Depois da primeira decisão do ministro, um grupo de quatro vereadores recorreu e o processo evoluiu para análise da 2ª Turma. O julgamento virtual foi iniciado na última sexta-feira (05) e seguirá até o dia 15. Restam os votos de Dias Toffoli, Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça.
A Câmara de Vereadores de Vitória disse por meio de nota que o voto do relator reforça a posição da Casa.
A CMV considera que o voto do relator reforça a consistência da posição jurídica adotada por esta Casa quanto à eleição da Mesa Diretora e confirma que a atuação do Legislativo Municipal está pautada pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às decisões judiciais.
Câmara de Vitória, em nota
A reportagem entrou em contato com o grupo de quatro vereadores: Dalto Neves (SDD), Karla Coser (PT), Pedro Trés (PSB), Camillo Neves (PP). Pedro Trés não quis se manifestar e Dalto Neves preferiu aguardar o julgamento terminar.
A reportagem procurou Karla Coser, mas ela ainda não deu retorno sobe o seu posicionamento.
O gabinete de Camillo Neves também foi procurado, mas não houve retorno.
————————————————————————-
- Folha Vitória – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Antônio Augusto / STF
-
POLÍTICA & GOVERNO6 dias atrásVereadores de Aracruz querem ganhar mais R$ 10 mil além do salário
-
CIDADES7 dias atrásVitória disponibilizará telões para a transmissão dos jogos do Brasil na Copa do Mundo
-
Esporte / Surf6 dias atrásJovens talentos do surfe disputam seletiva nacional em Carapebus
-
Regional6 dias atrásSooretama terá telão gigante na Praça da Bíblia para transmissão dos jogos do Brasil na Copa
-
Regional5 dias atrásProjeto do Centro Olímpico Municipal no antigo Greco é paralisado por decisão judicial
-
Esportes / Basquete5 dias atrásCapixaba é convocada para a seleção brasileira sub-18 de basquete
-
OPINIÃO2 dias atrásEntrelinhas da Política | junho 1ª edição
-
Acidente Aéreo4 dias atrásAvião caiu em Marília causando duas mortes e um ferido