Política Nacional
Centrão derruba todos os vetos do licenciamento ambiental e impõe dura derrota ao governo
Política Nacional
Centro-direita se uniu para derrotar o governo menos de uma semana após o fim da COP30
Por Eduarda Esposito* – Brasília / DF
O Congresso Nacional derrubou hoje (27/11) 53 dos 60 vetos presidenciais da Lei Geral do Licenciamento Ambiental. Em um acordo firmado entre os partidos, o governo não participou e não conseguiu evitar a derrota nos votos. O resultado vem após uma semana do encerramento da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30).
O líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que o governo sequer tentou negociar um acordo sobre o tema e que o tratado foi feito no centrão. “No licenciamento ambiental não houve acordo. Deixar isso bem claro com todas as letras da palavra. Nós procuramos adiar o tema do lance de licenciamento ambiental por duas ou três sessões e conseguimos. Apelamos ao presidente David (Alcolumbre) e tivemos a resposta dele de que não ocorreria a sessão antes da conferência do clima, mas que inevitavelmente a sessão do Congresso para apreciar esses temas ocorreria logo. O acordo que há é da maioria congressual, ou seja, da oposição, dos líderes dos partidos de centro, houve uma pressão desses partidos. Da parte do governo, não houve um milímetro de acordo para ser votado a questão do licenciamento”, destacou o líder.
“Os vetos vão ser prejudicados porque trataremos desse assunto na MP e outros assuntos podem entrar também”, afirmou ao jornal. De acordo ainda com o deputado, um acordo com o governo e o parlamento foi feito e a MP deve ser votada na comissão na próxima terça-feira (2/12), e nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado na quarta-feira (3/12).
Judicialização
O PSol pretende acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter a decisão do congresso e defender os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e acredita que o PT e outros partidos da base governista possam se juntar para um decisão conjunta. Contudo, ouvidos pela reportagem, alguns parlamentares do partido do presidente Lula não têm certeza dos próximos passos da legenda, “uma luta de cada vez”, disseram.
O líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP), comentou que há flagrantes constitucionais nos vetos derrubados e que, se o governo não judicializar, a sociedade civil irá. “Eu acho que é o maior enfraquecimento que tem da legislação ambiental até hoje. E tem matérias que eu acho que são flagrantemente constitucionais. A Mata Atlântica, por exemplo, é um bioma protegido pela Constituição. Nós não podemos vulnerabilizar a Mata Atlântica e não consultar indígenas e quilombolas ou empreendimentos em seus territórios. Será um tema que, fatalmente, nós iremos recorrer ao Supremo Tribunal Federal”, afirmou Randolfe.
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- Correio Braziliense – Conteúdo
- Foto/Destaque: Crédito – Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Política Nacional
Gilmar Mendes mantém suspensa eleição da Câmara de Vitória
Eleição estava marcada para agosto, mas ministro seguiu liminar do STF de que só pode ser realizada a partir de outubro; julgamento segue
Por Enzo Bicalho Assis* | Vitória (ES)
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes decidiu por manter suspensa a eleição para a presidência da Câmara Municipal de Vitória para o biênio 2027-2028, que estava marcada para ocorrer entre os dias 1º e 15 de agosto.
Em março, o ministro já tinha decidido pela suspensão, por entender que um artigo do Regimento Interno é inconstitucional. O processo foi iniciado no STF após um pedido da própria Câmara para que a eleição ocorresse somente a partir de outubro.
Gilmar Mendes decidiu com base em entendimentos firmados pela Suprema Corte, que determinaram que a eleição da Mesa Diretora das Casas Legislativas deve ocorrer a partir do mês de outubro do ano anterior ao início do respectivo mandato.

O período estipulado pelo STF tem relação com o período de campanha eleitoral, que iria coincidir com a eleição da Câmara.
Depois da primeira decisão do ministro, um grupo de quatro vereadores recorreu e o processo evoluiu para análise da 2ª Turma. O julgamento virtual foi iniciado na última sexta-feira (05) e seguirá até o dia 15. Restam os votos de Dias Toffoli, Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça.
A Câmara de Vereadores de Vitória disse por meio de nota que o voto do relator reforça a posição da Casa.
A CMV considera que o voto do relator reforça a consistência da posição jurídica adotada por esta Casa quanto à eleição da Mesa Diretora e confirma que a atuação do Legislativo Municipal está pautada pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às decisões judiciais.
Câmara de Vitória, em nota
A reportagem entrou em contato com o grupo de quatro vereadores: Dalto Neves (SDD), Karla Coser (PT), Pedro Trés (PSB), Camillo Neves (PP). Pedro Trés não quis se manifestar e Dalto Neves preferiu aguardar o julgamento terminar.
A reportagem procurou Karla Coser, mas ela ainda não deu retorno sobe o seu posicionamento.
O gabinete de Camillo Neves também foi procurado, mas não houve retorno.
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- Folha Vitória – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Antônio Augusto / STF
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