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Política Nacional

Flávio Bolsonaro diz no ES que pré-candidatura à Presidência reacendeu chama no coração de eleitores

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Política Nacional

Senador foi escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar cargo nas eleições de 2026; Flávio Bolsonaro está no Estado para um culto

Por Julia Camim* – Vitória / ES

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acredita que sua pré-candidatura à Presidência reavivou as ruas e acendeu uma “chama no coração de milhões de brasileiros”. Segundo o parlamentar, que está no Espírito Santo nesta segunda-feira (22) para um culto, seu nome representa uma alternativa e um caminho para que o povo volte a prosperar.

“Eu acho que muitas pessoas estão se surpreendendo, em apenas duas semanas, com a nossa pré-candidatura. (Com o fato de) já ter alcançado esse escopo que alcançou, já ter reavivado as ruas, e ter acendido essa chama no coração de milhões de brasileiros que estavam esperando algo diferente.”

Os senadores Flávio Bolsonaro e Magno Malta no aeroporto de Vitória. Foto: Thiago Soares/Folha Vitória

Os senadores Flávio Bolsonaro e Magno Malta no aeroporto de Vitória. Foto: Thiago Soares/Folha Vitória

Flávio também afirmou, em entrevista coletiva à imprensa, em Vitória, que as pessoas ainda estão digerindo a escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que, preso e inelegível, selecionou o filho para concorrer ao cargo. Segundo ele, as dúvidas e desconfianças em torno de seu nome logo serão superadas.

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Muita gente exigia que, ainda em 2025, o presidente Bolsonaro indicasse quem seria o nome que concorreria à presidência da República, no caso do próprio Jair Bolsonaro não poder concorrer. Então, o momento agora é de ter muita calma, de esperar a poeira baixar. Todas as pessoas que têm alguma desconfiança, eu tenho certeza que, muito em breve, isso vai estar superado.”

O senador voltou a reafirmar que a pré-candidatura é definitiva, “pelo Brasil e para honrar os brasileiros de bem.” Flávio também disse que vai seguir com um papel “moderador”.

“Eu estou há 22 anos na política, sempre com o meu perfil mais centrado, de equilíbrio, de se buscar resolver as coisas de forma prática, para o bem das pessoas. Então é isso que eu vou fazer. Esse Flávio que as pessoas vão conhecer, esse Flávio que o presidente Bolsonaro delegou essa missão porque confia e sabe que estamos preparados para isso.”

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  • Folha Vitória – Conteúdo
  • Foto/Destaque: Crédito – Thiago Soares / FV
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Política Nacional

TSE nega pedido de entidade espanhola para observar eleições

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Corte apontou falta de perfil técnico e vínculos políticos de integrantes com críticos do sistema eleitoral. Entidade usava nome similar ao de órgão europeu

Por Iago Mac Cord | Brasília (DF)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou o pedido de credenciamento da organização espanhola Eurolat Global Democracy Forum para atuar como observadora internacional nas eleições gerais de outubro. A decisão se baseia no entendimento de que a entidade não possui o perfil técnico e institucional exigido pela Corte para monitorar o processo de votação no Brasil.

De acordo com o Tribunal, missões desse tipo devem ser vinculadas a organismos internacionais consolidados, universidades ou centros de pesquisa com legitimidade reconhecida.

A análise técnica feita pela diretoria internacional do TSE concluiu que a organização não se enquadra no conceito de organização internacional. O grupo funciona como um fórum de debate da sociedade civil, sem chancela governamental ou autoridade legislativa.

Um ponto de confusão é que a entidade espanhola utiliza o mesmo nome da Assembleia Parlamentar Euro-Latina-Americana (Eurolat), esta sim um órgão público vinculado ao Parlamento Europeu desde 2006, mas que não possui relação com o grupo barrado.

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O histórico dos integrantes e vínculos políticos da Eurolat Global pesaram decisivamente no indeferimento do pedido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A missão seria chefiada por Ahmed Adheeb, ex-vice-presidente das Maldivas condenado a 20 anos de prisão por corrupção em seu país, e pelo diplomata espanhol Daniel del Valle Branco.

Entre os nomes indicados estava também Maurício Galante, vereador em Arlington, nos Estados Unidos, e presidente no mercado estadunidense do Instituto Harpia — entidade presidida no Brasil pelo ex-deputado Major Vitor Hugo e que conta com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como presidente de honra.

A Corte ressaltou que membros do grupo mantêm laços diretos com críticos severos do sistema eleitoral brasileiro, o que inviabiliza a neutralidade exigida para a observação internacional.

Ataques às urnas

O próprio Galante chegou a publicar vídeos afirmando que o pleito brasileiro corre “sério risco de não ser reconhecido” devido ao uso das urnas eletrônicas. A Eurolat havia anunciado nas redes sociais, em 2 de julho, a intenção de acompanhar as eleições sob a justificativa de buscar “eleições livres e transparentes”, mas teve a solicitação formal negada nas semanas seguintes.

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A decisão segue os critérios institucionais definidos pela Resolução n° 23.678/2021, que condiciona a atuação desse tipo à celebração de acordos prévios com o Tribunal. Com a rejeição do pedido da organização espanhola, o TSE tem, atualmente, duas solicitações em análise para as eleições, incluindo a da organização “Transparencia Electoral”.

Até o momento, já estão credenciados para acompanhar o pleito a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia (UE), a União Interamericana de Organismos Eleitorais e a Rede de Jurisdições e Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto destaque: crédito: Luiz Roberto / TSE
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