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Produtores rurais terão isenção na cobrança pelo uso da água no Espírito Santo

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Por Stefany Sampaio*

Produtores rurais do Espírito Santo passam a contar, a partir desta terça-feira (25), com isenção permanente da cobrança pelo uso da água em atividades agropecuárias, pecuárias e silvipastoris. A nova legislação encerra meses de incerteza no campo, já que o Decreto nº 6.184-R, publicado em setembro, havia suspendido a tarifa apenas de forma temporária, sem prazo definido. O risco de que a cobrança retornasse mobilizou entidades do agronegócio em busca de uma solução definitiva.

Medida contempla atividades agropecuárias e silvipastoris

A articulação pela mudança foi liderada pela Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), com apoio dos Sindicatos Rurais, associações, cooperativas e produtores. 

O projeto foi aprovado no Plenário da Assembleia Legislativa no dia 4 de novembro e busca promover maior segurança jurídica ao setor, equilibrando proteção ambiental e atividade produtiva.

Para o presidente da FaesJulio Rocha, a nova lei reconhece a contribuição do campo para o desenvolvimento sustentável.

“A sanção do Projeto de Lei confirma que, quando o setor está unido, resultados concretos acontecem. Essa medida equilibra proteção ambiental e atividade produtiva, garantindo que o uso da água no campo continue sendo realizado de forma responsável, eficiente e com benefícios diretos para toda a sociedade”, afirma.

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A proposta altera a Lei Estadual nº 10.179/2014 e foi construída após o Decreto nº 6.184-R, que havia suspendido temporariamente a cobrança pelo uso dos recursos hídricos.

O governador do Espírito SantoRenato Casagrande, destacou o papel dos agricultores na geração de oportunidades e na sustentabilidade.

“Toda a água consumida pela sociedade capixaba, no campo e na cidade, é produzida pela agricultura, e é por isso que nós estamos aqui. Vocês, agricultores, são merecedores do que a gente está dando, porque a gente tem respostas de vocês a cada dia, gerando oportunidade e gerando desenvolvimento do nosso estado”,
ressaltou.

A defesa da isenção também se apoia no entendimento de que o produtor rural é responsável por financiar toda a infraestrutura necessária para conservar o meio ambiente e, ao mesmo tempo, atua como produtor de água, já que suas práticas preservam nascentes, matas e o solo.

“A gente costuma brincar: o agricultor não consome a água, ele pega emprestado, porque depois ele devolve através do cuidado que ele tem com o meio ambiente. A partir disso, a gente entendeu que era possível tentar suspender a cobrança de água, e agora a Assembleia deu esse importante passo para a agricultura capixaba”, destacou o secretário estadual de Meio Ambiente, Felipe Rigoni.

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Mobilização

Faes intensificou as articulações em setembro, durante o Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (Encob), quando se reuniu com o Ministério Público para esclarecer dúvidas e apresentar experiências de outros estados sobre a gestão dos recursos hídricos e modelos de cobrança.

Em 3 de novembro, representantes das entidades do agro capixaba estiveram na Assembleia Legislativa defendendo a isenção como uma medida justa e necessária. No dia seguinte, o projeto foi aprovado em regime de urgência.

A sanção da lei é vista como uma conquista relevante para os produtores rurais do Espírito Santo, que passam a ter mais segurança para planejar suas atividades e investir na sustentabilidade das propriedades.

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  • Folha Vitória / Coluna Folha Business
  • Foto/Destaque: Reprodução / FV
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“Virou tudo cinza”: incêndio em apartamento de Jardim Camburi deixa aposentado sem nada

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Chamas e fumaça acabaram com o imóvel onde o aposentado Deilson Beltrame vivia há mais de quatro décadas

Por Laura Mel* / Vitória – ES

Depois de mais de quatro décadas vivendo no mesmo endereço, o aposentado Deilson Beltrame agora tenta recomeçar do zero. O apartamento onde morava, em Jardim Camburi, Vitória, foi destruído por um incêndio, na noite desta quarta-feira (15).

O morador contou que perdeu tudo, incluindo móveis, roupas e pertences do neto e da filha que moravam com ele, mas que não estavam em casa quando o fogo começou.

“Começou em cima do colchão, em um carregador de celular. Eu esqueci ele conectado à tomada. Estava sem o celular, mas estava conectado. Aí não sobrou nada”, disse Deilson Beltrame.

Além dos prejuízos materiais, ele também perdeu objetos pessoais que guardava da esposa, que morreu há um ano.

Apartamento não tinha seguro

Sem seguro para cobrir os danos internos, o morador terá que arcar sozinho com os custos da reconstrução. Deilson optou por não acionar a perícia do Corpo de Bombeiros para formalizar a causa do incêndio.

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Segundo ele, a decisão foi tomada diante da burocracia exigida para tentar acionar o seguro do condomínio, que não cobre danos internos ao imóvel. “Se eu for fazer por seguro, é uma amolação tremenda. São três orçamentos para cada tipo de trabalho”, afirmou.

De acordo com Deilson, a cobertura disponível no prédio se restringe a áreas comuns e não contempla perdas dentro dos apartamentos, o que o deixa responsável por todos os custos da reforma. O prejuízo estimado é de R$ 100 mil.

“Eu vou ter que trocar o piso todo, reformar o teto, que caiu. Acabou ventilador, ar-condicionado, cama, colchão, guarda-roupa… virou tudo cinza”.

Na noite do incêndio, o aposentado foi acolhido por vizinhos. A filha e o neto também precisaram buscar abrigo em casas de conhecidos. Apesar da destruição, ele destaca que conseguiu sair a tempo com a cachorrinha de estimação.

Incêndio destruiu quartos e danificou restante do imóvel

O incêndio atingiu o apartamento que fica no terceiro andar de um condomínio e mobilizou o Corpo de Bombeiros. Imagens registradas no momento mostram uma grande quantidade de fogo e fumaça preta saindo pela janela. A rua precisou ser interditada durante o atendimento da ocorrência.

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De acordo com os bombeiros, o fogo se espalhou rapidamente e destruiu quase todo o imóvel. Apenas a cozinha não foi atingida diretamente pelas chamas, mas ficou comprometida pela fumaça. O teto sofreu danos, com queda de gesso e reboco.

Como ajudar

Sem chave Pix, Deilson disponibilizou um telefone para quem quiser e puder contribuir com doações ou qualquer tipo de ajuda: (27) 99957-0202.

 A família precisa de móveis, roupas e apoio para a reconstrução do imóvel.

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  • Folha Vitória – Conteúdo / Com informações da repórter Alessandra Ximenes, da TV Vitória/Record, 
  • Foto Destaque; Crédito – TV Vitória / Record
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