Perda de um grande tricolor
Candidato à presidência do Fluminense, Celso Barros morre aos 73 anos
Esportes / Futebol
Empresário e médico não resistiu a um infarto neste sábado. Ele foi figura central em parceria multivitoriosa, de mais de 15 anos, entre o clube e a Unimed-Rio
Rio de Janeiro / RJ
Uma notícia triste para os torcedores do Fluminense. Celso Barros, presidente da Unimed quando a empresa patrocinava o clube carioca, morreu neste sábado aos 73 anos, vítima de um infarto. Ele era candidato à presidência do Tricolor nas eleições que irão acontecer no próximo dia 29.
Celso Barros, um médico e empresário, apaixonado pelo tricolor carioca
Celso Barros passou mal súbito durante a missa de Primeira Comunhão de sua neta. Ele se preparava para ir às Laranjeiras na tarde deste sábado, onde oficializaria sua candidatura à presidência do Fluminense.

Fluminense Futebol Clube-Entrada da sede -… / Foto: Flickr
Por meio das suas redes sociais, o Fluminense se manifestou sobre a morte de Celso Barros:
“O Fluminense Football Club manifesta profundo pesar pelo falecimento do grande tricolor Celso Barros. Personagem de grande expressão na história do clube, Celso teve papel preponderante como presidente da patrocinadora do time que levantou títulos de relevância nacional, como a Copa do Brasil de 2007 e os Campeonatos Brasileiros de 2010 e 2012, além do vice-campeonato da Copa Libertadores de 2008.
Apaixonado desde sempre, o médico pediatra viveu intensamente a discussão sobre os destinos do clube. Mantinha-se atuante na política do Fluminense e era, neste momento, pré-candidato à Presidência para o próximo triênio. O Fluminense se solidariza nesse momento de tristeza com sua família, seus amigos e todos os tricolores que o admiraram por todos esses anos.
O clube decreta luto oficial por seu falecimento e coloca o Salão Nobre de Laranjeiras à disposição de seus familiares para o velório e devidas homenagens.”
A trajetória de Celso Barros: o médico que mudou a história do Fluminense
Ex-presidente da Unimed foi responsável por reconstruir o clube tricolor e marcar uma era de glórias no futebol brasileiro

Morre Celso Barros, figura marcante na história do Fluminense e pré-candidato à presidência do clube
A história de Celso Barros se confunde com a do Fluminense nas últimas décadas. Médico pediatra de formação, empresário visionário e apaixonado pelo futebol, ele foi o homem que levou o Tricolor das Laranjeiras do fundo do poço à elite do futebol nacional, tornando-se um dos nomes mais influentes da história recente do clube.
Natural do Rio de Janeiro, Barros iniciou a carreira na medicina pública e se destacou por sua atuação no Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, onde chegou a ocupar cargos de liderança. Seu talento para a gestão o levou à presidência da Unimed Rio, função que o projetaria nacionalmente e o aproximaria definitivamente do Fluminense.
Em 1999, a Unimed firmou parceria com o clube, então em crise e disputando a Série C do Campeonato Brasileiro. Sob o comando de Celso, o investimento se tornou um divisor de águas. O Tricolor voltou à elite do futebol e, em pouco mais de uma década, viveu um dos períodos mais vitoriosos de sua história, conquistando dois Campeonatos Brasileiros (2010 e 2012), uma Copa do Brasil (2007) e alcançando o vice da Libertadores (2008).

Durante esses anos, grandes nomes do futebol brasileiro passaram por Laranjeiras, como Thiago Silva, Deco, Conca e Fred, todos trazidos sob a gestão da Unimed. Celso Barros se tornou sinônimo de ambição e vitórias, consolidando o Fluminense como protagonista no cenário nacional.
Mesmo após o fim da parceria, em 2014, ele permaneceu ligado ao clube. Em 2019, foi eleito vice-presidente na chapa de Mário Bittencourt, mas o rompimento entre os dois o colocou novamente como líder da oposição tricolor. Seu desejo era voltar à presidência do clube, cargo para o qual era candidato nas eleições marcadas para o dia 29 de novembro.
Barros sempre se orgulhou de unir sua paixão pelo futebol à visão empresarial. “O Fluminense sempre será parte da minha vida. Foi uma história de amor, de luta e de vitórias”, disse em uma de suas últimas entrevistas.
Figura respeitada no meio esportivo, Celso Barros deixa como legado a imagem de um dirigente que reergueu o Fluminense, mudou o padrão de gestão de clubes no Brasil e provou que a paixão, quando aliada à competência, pode transformar um time inteiro.
Médico, gestor e tricolor de coração, Celso Barros marcou para sempre a história do Fluminense com sua liderança, carisma e determinação. Sua trajetória é lembrada como um exemplo de amor ao clube e de visão que inspirou gerações de torcedores.
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* Com informações de O Dia e portal Região dos Lagos Notícias
* Foto/Destaque: Reprodução / Redes Sociais
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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