Campeonato Brasileiro
Arbitragem prejudica o Fluminense, que arranca empate com o Corinthians no Maracanã
Esportes / Futebol
Jogo foi marcado por homenagem da torcida a Cartola, lenda do samba, e uma arbitragem desastrosa e mesmo assim o Flu quase virou o jogo
Rio de Janeiro
Depois de um desempenho abaixo do esperado no primeiro tempo, o Fluminense promoveu um ritmo intenso na etapa complementar e arrancou o empate com o Corinthians em 3 a 3 no Maracanã, na noite desta quinta-feira, 18, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Yuri Alberto (2) e Fábio Santos marcaram para o time paulista, mas Lima (2) e Jhon Arias deixaram tudo igual no placar.
A noite, cabe mencionar, foi marcada por homenagem ao lendário sambista Cartola, que era torcedor do Flu. Antes da bola rolar, a torcida ergueu um mosaico em 3D com o rosto do cantor. Além disso, o time estreou o terceiro novo uniforme, que o homenageia.
Outro ponto que marcou a noite foi a atuação confusa da arbitragem. O juiz deixou os jogadores do Tricolor na bronca com a marcação do pênalti de Marlon em cima de Ruan Oliveira. Outra situação que gerou irritação foi a não marcação da penalidade em cima de Samuel Xavier, que sofreu um pisão de Fábio Santos. Na etapa complementar, Thiago Santos e Felipe Melo foram expulsos por reclamação.
O Jogo
O primeiro tempo foi animado no Maracanã, mas o Fluminense não teve uma grande atuação. O Corinthians começou melhor e abriu o placar cedo, logo aos dez minutos, com um golaço de Yuri Alberto. Numa transição rápida pelo meio, Maycon descolou um ótimo passe para o centroavante, que se posicionou entre os defensores do Flu. Cara a cara com Fábio, o camisa 9 deu um toque de categoria e acertou o ângulo esquerdo do gol tricolor.

O Fluminense, aliás, pareceu desligado em alguns momentos e quase entregou o segundo gol logo na sequência, numa pressão do time paulista. Em meio a um toque de bola dentro da própria área, Cano tocou errado para Yuri Alberto, que estava na linha da pequena área. Para sorte do Flu, o atacante pegou mal e finalizou para fora.
A máxima “quem não faz, leva” se fez presente, e o Tricolor chegou ao empate aos 22 minutos. Marcelo descolou ótimo lançamento para Keno, que tocou para Germán Cano. A bola escapou dos pés do atacante, mas sobrou para Lima, que acertou um lindo chute para deixar tudo igual no marcador.
Praticamente no lance seguinte, Ganso teve uma ótima oportunidade cara a cara com Cássio, mas o meio-campista não avançou para ficar mais perto do goleiro e também não finalizou bem. Nesse sentido, a máxima voltou a aparecer no Maracanã, mas dessa vez contra o Fluminense.
Aos 27 minutos, Marcelo, que era o último homem do Fluminense no meio de campo, tocou errado para trás, e Maycon disparou com liberdade. O meio-campista percebeu a movimentação de Yuri Alberto e acionou o atacante, que bateu na saída do goleiro Fábio.
Pouco depois, o Tricolor viu o Corinthians ampliou a vantagem. Isso porque o árbitro marcou pênalti de Marlon em cima de Ruan Oliveira. Os jogadores do Flu reclamaram bastante, mas a penalidade foi mantida. Fábio Santos foi para a cobrança e marcou.

Vale destacar que, já nos acréscimos do primeiro tempo, Fábio Santos deu um pisão no pé de Samuel Xavier dentro da área do Corinthians. Apesar disso, o árbitro não assinalou a penalidade. O VAR também não o chamou para uma revisão.
No segundo tempo, o jogo mudou completamente. Diniz promoveu a entrada de Jhon Arias no lugar de Felipe Melo para deixar o time mais ofensivo. A alteração funcionou, e o Fluminense não só cresceu de produção como também praticamente só jogou no campo de ataque.
Nesse cenário, o Flu descontou. Após uma cobrança de escanteio aos 12 minutos, a zaga do Corinthians afastou, mas Lima ficou com a sobra. Ele dominou com tranquilidade, limpou a marcação e acertou um lindo chute no ângulo esquerdo de Cássio, que não teve qualquer chance de defesa.
Após o tento, o Tricolor manteve o ritmo intenso e foi premiado com o gol de empate. Aos 38 minutos, Ganso descolou um ótimo lançamento para Jhon Arias, que ficou cara a cara com Cássio e bateu forte para estufar as redes.
Outros Resultados da Série A:
– Santos 1 x 3 RBBragantino
– Cruzeiro 0 x 2 Flamengo
– Vasco 1 x 0 Fortaleza
– América-MG 1 x 2 Botafogo
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* Informações O Dia / Fotos: Marcelo Gonçalves – Fluminense F.C.
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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