Roubo no INSS
Maioria dos brasileiros crê que governo Lula tem relação com desvios do INSS, diz pesquisa
BRASIL
Dados mostram que 73,1% dos entrevistados com mais de 60 anos acompanham a CPMI do INSS
A maioria dos brasileiros acredita que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem relação com o esquema fraudulento de descontos em aposentadorias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), aponta pesquisa Ibespe. O levantamento mostra que 53,1% assim dizem, enquanto 31% discordam. Já 16% não sabem ou não responderam.
A maioria se manifesta também entre os que não votaram nem em Lula nem no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de acordo com o levantamento. Nesse segmento, 55,1% acreditam que o governo Lula tem relação com os desvios, com 20,3% pensando o oposto, e 24,6% não sabem ou não responderam.

Sessão da CPMI do INSS / Foto: Senado Federal
Entre os evangélicos, 66,2% acreditam que o governo Lula tem envolvimento no esquema, e 18,7% deles não creem nisso. Não sabem ou não responderam, dentro desse segmento, 15%.
Numericamente, a maior parte das pessoas que tem 60 anos ou mais descrê que o governo tem a ver com os desvios. Nesse recorte, 52,1% assim pensam, assim como 29,7% dizem que sim, a gestão Lula tem a ver com o esquema no INSS, enquanto 18,2% não sabem ou não responderam.
A pesquisa ouviu 1.012 pessoas entre os dias 1.º e 4 de outubro. A amostra tem margem de erro de 3,1 pontos porcentuais para cima ou para baixo.
CPMI
Os entrevistados também responderam se acompanham ou não a CPMI do INSS, em curso no Congresso Nacional. Segundo a pesquisa, 55% deles afirmam que estão. Já 41% dizem que não, e 3,2% não sabem ou não responderam.
O público que tem 60 anos ou mais é o que mais assiste às sessões. Dados mostram que 73,1% dos entrevistados dessa faixa etária acompanham a CPMI do INSS ante 24,2% que não vê as reuniões.
Como mostrou o Estadão, parlamentares que integram a CPMI do INSS usam o espaço para poder turbinar suas redes sociais e ganhar seguidores por meio de cortes de suas participações, com declarações polêmicas, provocações ou ataques a adversários.
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* Estadão – Conteúdo
*Foto/Destaque: Crédito – Renan Areias / Agência O Dia
BRASIL
Cúpula da PF coloca cargos à disposição após afastamento de Andrei
Nota é resposta à decisão do ministro André Mendonça. Documento assinado por 11 dirigentes da corporação manifesta apoio ao então diretor-geral e ao diretor de Inteligência, Leandro Almada
Por Armando Holanda* | Brasília (DF)
Os diretores da Polícia Federal colocaram seus cargos à disposição nesta terça-feira (8/9), em reação à decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada.
Em nota divulgada horas depois da decisão, integrantes da cúpula da PF manifestaram “total apoio” aos dois delegados e classificaram como “injustificados” os ataques sofridos pela instituição. Os cargos foram colocados à disposição de William Marcel Murad, que assume interinamente o comando da Polícia Federal.
No comunicado, os diretores saem em defesa da trajetória de Andrei e afirmam que o delegado mantém uma atuação “técnica, isenta e responsável”. O texto também rebate as acusações direcionadas à atuação da corporação.

“Narrativas marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais não têm o poder de apagar a história, a reputação e a trajetória profissional de quem quer que seja”, diz um trecho da manifestação.
A reação da cúpula da PF ocorre após Mendonça determinar o afastamento de Andrei e Almada. A decisão atingiu diretamente o núcleo de comando da instituição e abriu uma nova frente de tensão entre a Polícia Federal e o Supremo.
“Assim, cumprindo nosso dever de defender a Instituição de ataques e tentativas de usurpação de funções, e assegurando o interesse público na manutenção de uma Polícia Federal capaz de promover justiça e assegurar o Estado Democrático de Direito, tornamos público nosso apoio aos diretores”, afirmam.
Os dirigentes também fazem uma defesa explícita da atuação institucional da corporação. “Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas. Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do Diretor-Geral substituto.”
A nota é assinada por 11 integrantes da direção da PF, responsáveis por áreas como combate ao crime organizado e à corrupção, crimes cibernéticos, cooperação internacional, polícia administrativa, gestão de pessoas, perícia, proteção à pessoa, tecnologia e Amazônia e meio ambiente.
- Matéria do Correio Braziliense – Conteúdo
- Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
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