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Deputado Messias Donato denuncia manobra bilionária do governo Lula nos Correios e aciona o TCU

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Política Nacional

Por José Roberto – Brasília / DF
O deputado federal Messias Donato (Republicanos-ES) protocolou na Câmara dos Deputados uma Solicitação de Informações ao Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar a operação de crédito bilionária de R$ 20 bilhões realizada pelos Correios, além do programa de demissões voluntárias anunciado pela estatal.

Segundo o parlamentar, há indícios de que o governo utiliza a empresa pública para manobras financeiras, sem a devida transparência e sem respeito aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Donato pede que o TCU apure se houve autorização formal dos órgãos responsáveis pela gestão da dívida pública e se a garantia da União foi usada de forma irregular.

“O governo petista transformou os Correios em um laboratório de improvisos. Depois de anos de má gestão e corrupção, agora querem empurrar uma dívida bilionária para o povo brasileiro pagar”, criticou Messias Donato.

O deputado também questiona os critérios do programa de desligamento voluntário e a forma como a reestruturação administrativa vem sendo conduzida, exigindo garantias de que os direitos trabalhistas e previdenciários dos servidores sejam respeitados.

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Para Donato, a operação representa mais um exemplo da incompetência do governo Lula, que tenta mascarar problemas financeiros com endividamento público.

“Enquanto o país sofre com inflação, aumento de impostos e crise fiscal, o governo insiste em gastar mal e endividar o Brasil. Isso é inaceitável”, afirmou o parlamentar.

A solicitação requer que o TCU acompanhe e fiscalize todos os detalhes da operação, verificando se houve violação aos princípios constitucionais de legalidade, moralidade, eficiência e transparência.

Messias Donato reforçou que continuará atuando no Parlamento em defesa do dinheiro do povo brasileiro e contra as manobras do governo que colocam o país em risco.

“O Brasil precisa de gestão séria, não de pedaladas disfarçadas em operações bilionárias”, finalizou.

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* Assessoria de Imprensa do deputado – Conteúdo

* Foto/Destaque: Divulgação 

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Política Nacional

TSE nega pedido de entidade espanhola para observar eleições

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Corte apontou falta de perfil técnico e vínculos políticos de integrantes com críticos do sistema eleitoral. Entidade usava nome similar ao de órgão europeu

Por Iago Mac Cord | Brasília (DF)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou o pedido de credenciamento da organização espanhola Eurolat Global Democracy Forum para atuar como observadora internacional nas eleições gerais de outubro. A decisão se baseia no entendimento de que a entidade não possui o perfil técnico e institucional exigido pela Corte para monitorar o processo de votação no Brasil.

De acordo com o Tribunal, missões desse tipo devem ser vinculadas a organismos internacionais consolidados, universidades ou centros de pesquisa com legitimidade reconhecida.

A análise técnica feita pela diretoria internacional do TSE concluiu que a organização não se enquadra no conceito de organização internacional. O grupo funciona como um fórum de debate da sociedade civil, sem chancela governamental ou autoridade legislativa.

Um ponto de confusão é que a entidade espanhola utiliza o mesmo nome da Assembleia Parlamentar Euro-Latina-Americana (Eurolat), esta sim um órgão público vinculado ao Parlamento Europeu desde 2006, mas que não possui relação com o grupo barrado.

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O histórico dos integrantes e vínculos políticos da Eurolat Global pesaram decisivamente no indeferimento do pedido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A missão seria chefiada por Ahmed Adheeb, ex-vice-presidente das Maldivas condenado a 20 anos de prisão por corrupção em seu país, e pelo diplomata espanhol Daniel del Valle Branco.

Entre os nomes indicados estava também Maurício Galante, vereador em Arlington, nos Estados Unidos, e presidente no mercado estadunidense do Instituto Harpia — entidade presidida no Brasil pelo ex-deputado Major Vitor Hugo e que conta com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como presidente de honra.

A Corte ressaltou que membros do grupo mantêm laços diretos com críticos severos do sistema eleitoral brasileiro, o que inviabiliza a neutralidade exigida para a observação internacional.

Ataques às urnas

O próprio Galante chegou a publicar vídeos afirmando que o pleito brasileiro corre “sério risco de não ser reconhecido” devido ao uso das urnas eletrônicas. A Eurolat havia anunciado nas redes sociais, em 2 de julho, a intenção de acompanhar as eleições sob a justificativa de buscar “eleições livres e transparentes”, mas teve a solicitação formal negada nas semanas seguintes.

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A decisão segue os critérios institucionais definidos pela Resolução n° 23.678/2021, que condiciona a atuação desse tipo à celebração de acordos prévios com o Tribunal. Com a rejeição do pedido da organização espanhola, o TSE tem, atualmente, duas solicitações em análise para as eleições, incluindo a da organização “Transparencia Electoral”.

Até o momento, já estão credenciados para acompanhar o pleito a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia (UE), a União Interamericana de Organismos Eleitorais e a Rede de Jurisdições e Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto destaque: crédito: Luiz Roberto / TSE
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