Diplomacia
Lula e Trump se reunirão “em breve”, diz Mauro Vieira
Política Internacional
Vieira e Rubio chamam de “positiva” conversa inicial sobre comércio e dizem que trabalharão juntos para encontro entre os presidentes
Por Raphael Pati* – Brasília / DF
Brasil e Estados Unidos deram, nesta quinta-feira, mais um passo para o aguardado encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Em uma reunião que durou pouco mais de uma hora, em Washington, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, conversaram a respeito do tarifaço, e o representante brasileiro pediu novamente a revisão da taxa de 50% sobre os produtos do país importados pelos norte-americanos. A medida está em vigor desde 6 de agosto e afeta itens essenciais da pauta exportadora do Brasil, como carne bovina, café e frutas.
Vieira destacou que o encontro desta quinta-feira, iniciado às 14h (15h, no horário de Brasília), foi “muito produtivo” e que os dois representantes trocaram, de maneira descontraída, ideias e visões de maneira “clara e objetiva”.
Ele ressaltou que ambos os países têm desejo de avançar em negociações comerciais, que devem ocorrer nos próximos dias. “Durante todo o encontro, prevaleceu a atitude construtiva e voltada a aspectos práticos das negociações entre os dois países, em sintonia com a boa química e o que foi decidido, sobretudo, no telefonema recente da semana passada, entre o presidente Lula e o presidente Trump”, disse Vieira.
Além de avançar nas negociações para reverter o tarifaço aplicado contra o Brasil, o objetivo da agenda entre os dois representantes foi pavimentar um encontro entre Lula e Trump. Vieira, porém, não confirmou nem adiantou a data de uma possível reunião, mas não descartou que os chefes de Estado conversem na Malásia, no fim do mês, quando ambos devem participar da Cúpula da Asean, em Kuala Lumpur, que ocorre dos dias 24 a 28.
“Nós ainda não sabemos, vai depender se coincidirem as datas. Até pode ser. Mas isso vai ser estudado e preparado, há interesse de ambas as partes de que os presidentes se encontrem em breve”, afirmou.
Também marcaram presença na reunião o secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores e Sherpa do Brasil no Brics, Mauricio Carvalho Lyrio; o secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores, Philip Fox-Drummond Gough; e o chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social, Joel Sampaio. Pelo lado dos EUA, o representante de Comércio, Jamieson Greer, também participou.
A nota conjunta divulgada após o encontro diz que Rubio e Vieira “mantiveram conversas muito positivas sobre comércio e questões bilaterais em andamento”.
“O secretário Rubio, o embaixador Greer e o ministro Mauro Vieira concordaram em colarobrar e conduzir discussões em várias frentes no futuro imediato, além de estabelecer uma rota de trabalho conjunto”, ressalta o texto.
Ainda conforme a nota, “ambas as partes também concordaram em trabalhar conjuntamente pela realização de reunião entre o presidente Trump e o presidente Lula na primeira oportunidade possível”.
Na quarta-feira, o presidente brasileiro confirmou o encontro entre Vieira e Rubio e voltou a falar sobre o telefone com Trump. “Ele me ligou, e eu disse que queria estabelecer uma conversa sem liturgia. Não pintou química, pintou uma indústria petroquímica”, contou.
Haddad
Antes do encontro entre Vieira e Rubio, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o chanceler brasileiro demonstrou confiança com a reunião e o andamento das negociações comerciais com o país norte-americano.
“Ele me pareceu bastante confiante no clima que se restabeleceu entre os dois governos”, afirmou Haddad, na chegada ao ministério na manhã desta quinta-feira.
O titular da Fazenda reiterou que a mistura entre questões políticas e econômicas foi a “coisa mais grave” que ocorreu entre as duas nações nos últimos meses. “Não sei o caminho que nós temos pela frente ainda, mas acredito que esteja aberta uma avenida para restabelecermos relações cordiais, como sempre tivemos, e isolando essa questão política da questão econômica”, acrescentou.
Haddad cancelou, na semana passada, a viagem que faria aos Estados Unidos para encontros do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI). A derrota do governo no Congresso Nacional com a derrubada da MP 1303 — alternativa ao aumento do IOF — fez com que o chefe da equipe econômica priorizasse a agenda interna.
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* Correio Braziliense – Conteúdo
*Foto/Destaque: Crédito – Embaixada do Brasil
Política Internacional
Trump diz que romperá com Espanha após país se negar a ceder bases militares
Presidente norte-americano havia requisitado base militar do país europeu para atacar Irã
Por Gabriel Botelho*
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta terça-feira (3/3), que romperá ligações comerciais com a Espanha. A quebra da relação se deu após o país europeu ter se negado a ceder bases norte-americanas no país para que os EUA pudessem atacar o Irã.
“E agora a Espanha disse que não podemos usar as bases deles, e tudo bem, não precisamos. Poderíamos usar a base deles se quiséssemos, poderíamos simplesmente voar para lá e usá-la. Ninguém vai nos dizer para não usar. Mas não precisamos. Eles foram hostis e por isso eu disse a ele que não queremos”, contou o presidente.
Ainda durante a declaração, Trump mencionou o fato de a Espanha ter sido o único país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a se negar a subir a taxa de importação no país para 5%. “Eu não acho que eles gostariam de concordar em subir para nada. Eles queriam manter em 2% e eles não pagam os 2%. Então, vamos cortar todo o comércio com a Espanha. Não queremos nada com a Espanha”, acrescentou Trump.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Espanha, José Manuel Albares, confirmou, nessa segunda-feira (2/3), ter negado o uso das bases aos Estados Unidos. Em entrevista à rádio pública espanhola RTVE, disse que a soberania espanhola prevaleceria no controle das bases de Rota e Morón de la Frontera, no sul do território do país.
“Não vamos emprestar as nossas bases para nada que não esteja no Tratado ou que não se enquadre na Carta das Nações Unidas. São bases de uso conjunto, mas de soberania espanhola e, portanto, a Espanha tem a última palavra sobre o uso dessas bases”, reforçou. Ele ainda contou que os EUA não haviam informado os espanhóis sobre o ataque com antecedência.
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- Correio Braziliense – Conteúdo
- Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
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