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Curiosidade / Cultura

Como surgiu o Dia dos Pais?

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Curiosidade & Conhecimento

O Dia dos Pais surgiu nos Estados Unidos, em 1909, mas só chegou ao Brasil em 1953.

A ideia de comemorar o Dia dos Pais surgiu nos Estados Unidos, no ano de 1909, quando Sonora Louise Smart Dood, filha de um ex-combatente da Guerra Civil Americana, resolveu homenagear seu pai. Assim como no caso do Dia das Mães, a data foi pensada com o intuito de fortalecer os laços familiares.

O desejo de Sonora, que surgiu ao ouvir um sermão dedicado às mães, era agradecer ao pai pela dedicação aos filhos após ter perdido sua esposa no nascimento de seu sexto filho. Ele teria criado os filhos sozinho e era visto pela filha como um herói.

Origem do Dia dos Pais

Em 1910, com a ajuda de uma entidade de jovens cristãos de sua cidade, Sonora enviou à Associação Ministerial de Spokane, em Washington, a sua petição para que a data se tornasse oficial. Assim, o primeiro Dia dos Pais foi comemorado no dia 19 de junho de 1910, aniversário do pai de Sonora.

Depois da primeira celebração, a data difundiu-se por todo o estado de Washington e, em seguida, por todas as regiões dos Estados Unidos. Desde então, o Father’s Day (Dia dos Pais) é celebrado por lá no terceiro domingo do mês junho. No entanto, a data só foi oficializada em território estadunidense no ano de 1966, pelo Presidente Richard Nixon. Em 1972, tornou-se feriado nacional.

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Dia dos Pais no Brasil

Em solo brasileiro, as primeiras comemorações do Dia dos Pais datam do início da década de 1950. Em 14 de agosto de 1953, o publicitário Sylvio Bherinh, diretor do jornal O Globo, preparou um concurso para homenagear três tipos de pais: com maior número de filhos, o mais jovem e o mais velho. Na ocasião, foram premiados um pai com 31 filhos, outro com 16 anos e, por último, um pai com 98 anos.

Várias entidades da imprensa reuniram-se para promover o evento, o que causou grande repercussão. Após a realização do concurso, o Dia dos Pais no Brasil passou a ser comemorado no segundo domingo do mês agosto, como permanece até hoje.

Dia dos Pais na antiguidade

Existe ainda uma tradição que diz que essa data originou-se na Babilônia, há mais de quatro mil anos. Segundo os relatos, o jovem Elmesu, filho de Nabucodonosor, um rei muito famoso na época, teria moldado em argila o primeiro cartão do Dia dos Pais. No objeto preparado para seu pai, Elmesu teria desejado sorte, saúde e vida longa. A partir daí, a data teria se tornado uma festa nacional.

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Dia dos Pais em outros países

Ao redor do mundo, as comemorações são feitas em datas diferentes, conforme a história de cada país. Argentina, Inglaterra e Peru acompanham a tradição dos Estados Unidos e celebram esse dia no terceiro domingo de junho. Canadá e Grécia também comemoram o Dia dos Pais em junho, mas nos dias 17 e 21, respectivamente. Já no Paraguai a data é celebrada no segundo domingo do mês de junho.

Na África do Sul, acompanhando a tradição brasileira, as comemorações acontecem no segundo domingo de agosto. Itália e Portugal celebram no 19 de março, dia que a Igreja Católica comemora o dia de São José, esposo de Maria.

No Brasil, o Dia dos Pais é comemorado no segundo domingo de agosto.

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* Pesquisa da equipe do Pauta1 / Mundo Educação

* Foto/Destaque: Ilustração / Redes Sociais

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Curiosidade & Conhecimento

Fazenda ‘rara’ do subúrbio do Rio segue abandonada após promessa de revitalização do Governo Federal

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Por Victor Serra* | Rio de Janeiro (RJ)

Mais de um ano após ser incluída entre os 14 bens culturais fluminenses contemplados pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), a histórica Fazenda Capão do Bispo, no Cachambi, Zona Norte do Rio, permanece sem qualquer intervenção de restauro. Enquanto as obras não saem do papel, o casarão do fim do século XVIII segue sendo alvo de invasões, vandalismo e furtos. Segundo apuração da reportagem, o programa destinou R$ 440 mil para a elaboração do projeto de restauração do imóvel.

Na época do anúncio, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou ao DDR que o imóvel seria transformado

Patrimônio em deterioração

Sem vigilância permanente e praticamente abandonado, o casarão vem sofrendo com a retirada de portas, janelas e outros elementos arquitetônicos, além da ocupação irregular por pessoas em situação de rua. Recentemente, preservacionistas denunciaram a realização de fogueiras no interior da construção, aumentando o risco de incêndio em um imóvel tombado.

Para o ativista Marconi Andrade, da página SOS Patrimônio, a situação é crítica e coloca em risco um dos imóveis históricos mais importantes da cidade. “A Fazenda Capão do Bispo é um patrimônio fundamental para a história do Rio de Janeiro e do Brasil. Foi um dos primeiros locais de cultivo de cana-de-açúcar e, mais tarde, recebeu uma das primeiras mudas de café plantadas no país. Hoje, infelizmente, a casa está completamente aberta, sem segurança e sem manutenção. Portas e janelas estão sendo roubadas, há pessoas morando no imóvel e existe um risco real de incêndio ou até mesmo de desabamento”.

Marconi afirma que grupos ligados à preservação do patrimônio precisaram se mobilizar. “Existe um risco real de incêndio e até de desabamento. Há pessoas utilizando o imóvel de forma irregular, enquanto o patrimônio permanece completamente vulnerável”.

Há cerca de quatro anos, o Ministério Público ajuizou uma ação civil pública pedindo medidas para garantir a recuperação do imóvel. O processo, no entanto, não produziu os efeitos esperados.

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Uma fazenda que ajudou a contar a história do Brasil

A Casa do Capão é considerada um símbolo da arquitetura vernacular brasileira, e integra o Projeto Circuito de Fazendas Históricas do Rio de Janeiro. Em 1759, a fazenda foi confiscada dos jesuítas e incorporada à Coroa. Dois anos depois, começou a ser leiloada. Um dos compradores foi o bispo D. José Joaquim Justiniano Mascarenhas de Castelo Branco, que construiu a casa-grande em um capão — porção de mata isolada sobre um outeiro de cerca de 20 metros de altura — origem do nome da propriedade. Durante séculos, a fazenda manteve atividades agrícolas.

Do ponto de vista arquitetônico, o casarão é uma das raríssimas casas de engenho preservadas na cidade do Rio. Conserva características típicas das edificações rurais setecentistas da Baía de Guanabara, como o pátio central e a varanda sustentada por colunas toscanas de alvenaria. Especialistas costumam comparar sua relevância apenas à da Fazenda do Colubandê, em São Gonçalo.

O imóvel foi tombado pelo Iphan ainda na primeira metade do século XX.

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O que diz o Iphan

Procurado pelo DIÁRIO DO RIO, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional informou que aguarda o envio do projeto executivo de restauração pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), responsável pela condução do processo. Segundo o órgão federal, cabe ao Iphan apenas analisar e aprovar o projeto, descentralizar os recursos do Novo PAC e fiscalizar a execução das obras.

Sobre as invasões e o vandalismo registrados no imóvel, o instituto ressaltou que a manutenção dos bens tombados é responsabilidade de seus proprietários. O órgão informou ainda que, após vistoria técnica, encaminhou ofícios à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec), alertando para o descumprimento de medidas emergenciais e solicitando providências imediatas.

Entre os problemas apontados estão a falta de limpeza do terreno, o acúmulo de lixo e dejetos, a ausência de capina, o avanço da vegetação e a inexistência de vigilância efetiva no local.


  • Matéria do Diário do Rio – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Iphan
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