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Suspeita de ter envenenado bolo diz chocada e arrependida com morte, segundo a polícia

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POLÌCIA

De acordo com o registro de seu depoimento, a suspeita contou ter comprado o produto químico óxido arsênico pela internet, pagando o valor aproximado de R$ 80

Por Paulo Eduardo Dias e Claudinei Queiroz* – São Paulo / SP

Em depoimento à polícia nesta terça-feira (3), a suspeita de ter envenenado o bolo que matou Ana Luiza de Oliveira Neves, 17, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, disse ter ficado chocada com a morte da adolescente e que se sente muito arrependida do que fez.

De acordo com o registro de seu depoimento, a que a Folha teve acesso, a suspeita contou ter comprado o produto químico óxido arsênico pela internet, pagando o valor aproximado de R$ 80. Depois, diz ter comprado o bolo de pote na doceria, feito um brigadeiro branco e o colocado sobre o bolo. Então, salpicou o pó químico sobre ele e mandou um motoboy entregar no trabalho da primeira vítima, no dia 15 de maio.

Da mesma forma, no último sábado (31), ela disse ter tido uma recaída e fez o mesmo processo em outro bolo para ser entregue à Ana Luiza.

Aos policiais, afirmou que em nenhuma das duas ocasiões ela teve a intenção de causar mal maior às adolescentes. Ela queria “apenas que elas tivessem sintomas ruins, tais como vômitos”.

Confirmou que a motivação foi ciúmes por ter perdido namorados para elas. Declarou ainda que imaginava que Ana Luiza fosse se recuperar, como a primeira vítima.

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Por isso, disse ter ficado “absolutamente chocada quando soube da morte de Ana Luiza”. E que também “sente-se muito arrependida”.

Para justificar seus atos, ela declarou que acredita estar passando por algum tipo de problema psicológico, “porque não conseguiu controlar seus impulsos em relação às suas ações”.

Ela ainda disse sentir muita vergonha e peso na consciência por todo o mal que provocou, e que sabe que seus atos surtirão efeitos que nunca poderão se pagar.

ENTENDA O CASO

De acordo com o boletim de ocorrência, por volta das 17h de sábado, a irmã de Ana Luiza, de 18 anos, recebeu o bolo de pote em casa, no Parque Paraíso. Havia um bilhete com a frase “Um mimo pra garota mais linda que já vi” e, no verso, estava escrito Lulu Linda.

Ana Luiza chegou em casa cerca de uma hora depois e comeu o bolo. Por volta das 18h50, ela começou a passar mal. O quadro se agravou e o pai da jovem a levou para um hospital particular. A adolescente foi atendida e diagnosticada com intoxicação alimentar. Depois de medicada, ela recebeu alta.

Porém, no dia seguinte, por volta das 16h, Ana Luiza passou a ter sintomas mais graves e novamente foi levada ao pronto-socorro, onde já chegou sem sinais vitais.

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De acordo com o registro policial, consta no relatório médico que Ana Luiza chegou ao pronto-socorro após aproximadamente 20 minutos de parada cardiorrespiratória. Ela estava cianótica (coloração azulada ou acinzentada da pele, decorrente de oxigenação insuficiente do sangue), com hipotermia, sem batimentos cardíacos e sem respiração.

A equipe médica realizou diversos procedimentos de reanimação, incluindo reanimação cardiopulmonar, mas não tiveram sucesso.

A loja Menina Trufa, onde o bolo enviado a Ana Luiza foi comprado, se solidarizou com a família e afirmou que não entregou o bolo.

“A Menina Trufa é a fabricante do produto, mas não foi responsável pela entrega à adolescente. Uma pessoa adquiriu o produto na loja como se fosse para consumo próprio, levando este para outro lugar que ainda é desconhecido’, afirmou.

A entrega, segundo o estabelecimento, foi realizada de um local desconhecido por um motoboy que não presta serviços à empresa.

“Repudiamos qualquer tentativa de associação indevida à nossa marca. Prezamos pela ética, segurança alimentar e transparência em tudo que fazemos. Estamos colaborando com as autoridades e seguimos à disposição para quaisquer esclarecimentos. Nossos sentimentos mais sinceros à família e amigos”, finalizou.

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* Folhapress – Conteúdo

* Foto/Destaque: Bilhete enviado pela suspeita do crime / Reprodução – TV Globo

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POLÌCIA

Prefeito e ex-prefeito são presos durante operação da PF em Pedro Canário

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Operação investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal prendeu, na manhã da terça-feira (26), o prefeito e o ex-prefeito de Pedro Canário. Os mandados expedidos contra Kleilson Rezende (PSB) e Bruno Araújo (PDT), foram cumpridos.

As prisões são o principal desdobramento da Operação Eco da Fraude II, que investiga um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos ligados à realização do evento “XXXIV Forró da Tábua Lascada”.

Também são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). A Justiça também determinou o afastamento cautelar do prefeito e de um servidor municipal, além de autorizar outras medidas investigativas e bloqueios patrimoniais.

Segundo as investigações da PF, conduzidas pela delegacia de São Mateus, há indícios de uma organização criminosa estruturada, formada por agentes públicos e empresários. O esquema funcionava a partir da manipulação de processos licitatórios e do superfaturamento de contratos públicos, gerando o pagamento de vantagens indevidas.

Lagoa Augusto Ruschi: o novo cartão-postal de Pedro Canário – ES Brasil

Lagoa Augusto Ruschi: o novo cartão-postal de Pedro Canário / Foto: ES Brasil

Para mascarar o caminho do dinheiro desviado, o grupo contava com um sistema de lavagem de capitais. A PF identificou movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados e a utilização de contas de terceiros — além de operadores financeiros — para fazer o dinheiro circular em espécie, ocultando a origem ilícita dos recursos.

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As medidas cumpridas nesta terça-feira visam a aprofundar a coleta de provas, identificar outros possíveis envolvidos, paralisar as atividades do grupo criminoso e garantir o ressarcimento aos cofres públicos.

Os investigados podem responder, em tese, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato-desvio, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Caso sejam condenados, as penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

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  • Fontes: A Gazeta e Polícia Federal
  • Foto destaque: Reprodução / AG
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