Bandidos atacam em Vitória
“Se tiver confronto, vai ser preso ou vai para o IML”, garante comandante da PM após ataques em Vitória
POLÌCIA
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Douglas Caus, afirmou que policiais não vão recuar no enfrentamento das facções criminosas
Ataques criminosos coordenados foram registrados em diversas regiões de Vitória, na noite de quarta-feira (26), com depredação de coletivos e viaturas. Os ataques foram motivados pela morte de um criminoso altamente perigoso e assustou moradores.
Foto: Reprodução / PMES
Em coletiva de imprensa transmitida ao vivo pela TV Vitória na manhã desta quinta-feira (27), o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Douglas Caus, detalhou as ações e afirmou que haverá reforço ostensivo do policiamento.
Segundo o coronel, foram duas viaturas apedrejadas, três viaturas alvos de disparos por arma de fogo, dois coletivos incendiados, sendo um em Camburi e outro em Jacaraípe, e outros dois coletivos apedrejados.
“Os ataques são coordenados por lideranças do Complexo da Penha, do PCV. Mas esses ataques não farão a Polícia Militar arredar o pé, pelo contrário. Não vamos recuar do enfrentamento das facções criminosas. Estamos bem equipamos e se tiver confronto vai ser preso ou vai direto para o IML. Estamos mirando as lideranças e os gerentes”.

Caus também tranquilizou a população, afirmando que os moradores das regiões afetadas podem seguir com a rotina normalmente porque o policiamento é reforçado nas áreas. “Convocamos toda a tropa, trazendo policiais de outros batalhões. Estamos fazendo outras operações no morro de São Benedito e no Bairro da Penha”, completou.
Ataques coordenados
Por volta de 20h15, um ônibus do sistema Transcol foi incendiado na Praia de Camburi, em Vitória. O ataque criminoso aconteceu no sentido Praia do Canto – Jardim Camburi, na saída da Ponte de Camburi, próximo ao Píer de Iemanjá.
Ao verem as chamas, os cerca de 20 passageiros que estavam no ônibus entraram em pânico e, gritando, começaram a bater nas portas do coletivo para que o motorista os deixassem sair.
O ataque a ônibus em Camburi aconteceu ao mesmo tempo em que uma série de ocorrências foram atendidas pela polícia em Vitória.
Há relato de ônibus depredado no bairro Itararé, na região da Rua das Palmeiras. Inicialmente a informação era a de que o veículo também havia sido incendiado, mas isso não foi confirmado.
Já nos acessos do bairro Gurigica, viaturas da Polícia Militar teriam sido depredadas. Pelo menos duas radiopatrulhas ficaram com os vidros estilhaçados.
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* Informações Folha Vitória – Conteúdo
* Fotos: Reprodução / AT / FV
POLÌCIA
Prefeito e ex-prefeito são presos durante operação da PF em Pedro Canário
Operação investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro
A Polícia Federal prendeu, na manhã da terça-feira (26), o prefeito e o ex-prefeito de Pedro Canário. Os mandados expedidos contra Kleilson Rezende (PSB) e Bruno Araújo (PDT), foram cumpridos.
As prisões são o principal desdobramento da Operação Eco da Fraude II, que investiga um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos ligados à realização do evento “XXXIV Forró da Tábua Lascada”.
Também são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). A Justiça também determinou o afastamento cautelar do prefeito e de um servidor municipal, além de autorizar outras medidas investigativas e bloqueios patrimoniais.
Segundo as investigações da PF, conduzidas pela delegacia de São Mateus, há indícios de uma organização criminosa estruturada, formada por agentes públicos e empresários. O esquema funcionava a partir da manipulação de processos licitatórios e do superfaturamento de contratos públicos, gerando o pagamento de vantagens indevidas.

Lagoa Augusto Ruschi: o novo cartão-postal de Pedro Canário / Foto: ES Brasil
Para mascarar o caminho do dinheiro desviado, o grupo contava com um sistema de lavagem de capitais. A PF identificou movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados e a utilização de contas de terceiros — além de operadores financeiros — para fazer o dinheiro circular em espécie, ocultando a origem ilícita dos recursos.
As medidas cumpridas nesta terça-feira visam a aprofundar a coleta de provas, identificar outros possíveis envolvidos, paralisar as atividades do grupo criminoso e garantir o ressarcimento aos cofres públicos.
Os investigados podem responder, em tese, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato-desvio, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Caso sejam condenados, as penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
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- Fontes: A Gazeta e Polícia Federal
- Foto destaque: Reprodução / AG
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