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Política Internacional

Cristina Kirchner proibida de entrar nos EUA por “envolvimento em corrupção”

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INTERNACIONAL

O governo do presidente Donald Trump acusa a ex-presidente da Argentina de “participação em corrupção significativa durante seu tempo na função pública”

Os Estados Unidos sancionaram, nesta sexta-feira (21/3), a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner e o ex-ministro do Planejamento Julio Miguel De Vido por “corrupção significativa”, informou o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Como consequência, Kirchner e “familiares mais próximos” estão proibidos de entrar em território americano. 

O governo do presidente Donald Trump, próximo do mandatário argentino ultraliberal Javier Milei, acusa ambos os políticos de “participação em corrupção significativa durante seu tempo na função pública”.

 WASHINGTON, DC - MARCH 04: U.S. President Donald Trump addresses a joint session of Congress at the U.S. Capitol on March 04, 2025 in Washington, DC. President Trump was expected to address Congress on his early achievements of his presidency and his upcoming legislative agenda.   Andrew Harnik/Getty Images/AFP (Photo by Andrew Harnik / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

Os dois “abusaram de suas posições ao orquestrarem e se beneficiarem financeiramente de múltiplos esquemas de suborno relacionados a contratos de obras públicas, resultando em milhões de dólares roubados do governo argentino”, sustenta.

O secretário de Estado acrescenta que Kirchner e De Vido minaram “a confiança do povo argentino e de quem investe no futuro” do país sul-americano.

Cristina Fernández de Kirchner, de 72 anos, é o principal nome da oposição a Milei e preside o Partido Justicialista (peronismo).

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Em novembro, a Câmara Federal de Cassação Penal ratificou uma decisão em primeira instância que condenou a ex-presidente a seis anos de prisão e à inabilitação política por administração fraudulenta.

Caso essa decisão seja confirmada pela Corte Suprema de Justiça da Nação, Cristina não cumpriria pena na prisão por ser maior de 70 anos.

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* Informações de agências internacionais

* Foto/destaque: Luis Robayo / AFP

 

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INTERNACIONAL

Brasil deixa plenário da ONU durante discurso de Netanyahu, primeiro-ministro de Israel

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“Covardes morais”, disse premiê israelense sobre os que abandonaram o salão

Como gesto de protesto contra o governo israelense e à guerra na Faixa de Gaza, a delegação brasileira abandonou o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) tão logo o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, iniciou seu discurso nesta quinta-feira (24). Em resposta à debandada, o premiê israelense disse que, se houvesse mais “covardes morais” que ainda não haviam deixado o salão, que o fizessem logo.

De acordo com apuração da CNN Brasil, apenas um diplomata brasileiro estava escalado para assistir à sessão desta quinta. Entretanto, outros quatro representantes brasileiros se juntaram a ele durante o discurso anterior ao de Netanyahu a fim de aumentar a quantidade de pessoas que deixariam o salão no momento em que o líder israelense subisse à tribuna.

O gesto foi planejado pelos membros da delegação brasileira junto de outros países. A delegação palestina, por exemplo, que tinha apenas duas pessoas durante a sessão, aumentou para seis durante o discurso que antecedeu o do premiê israelense, feito pelo vice-presidente da Colômbia, José Manuel Restrepo.

Representantes deixando plenário da ONU durante discurso de Benjamin Netanyahu / Foto: Ángel Colmenares / EFE

Como forma de equilibrar a ausência já esperada, a delegação israelense levou mais representantes e observadores para acompanhar e ovacionar o discurso do primeiro-ministro, que foi recebido com vaias e aplausos ao assumir a palavra.

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Durante sua fala, Netanyahu defendeu que os conflitos envolvendo Israel não são meramente territoriais, mas sobre a existência do país como um Estado judeu. Netanyahu relembrou o ataque terrorista do Hamas contra Israel no dia 7 de outubro de 2023, descrevendo-o como o pior desde o Holocausto e citou o episódio como estopim para o início da guerra em “sete frentes”: contra o Hamas, Hezbollah, Houthis, Irã, milícias no Iraque e na Síria e Cisjordânia.

Netanyahu ainda prometeu que impedirá a “ditadura assassina do Irã” de desenvolver “bombas atômicas, armas nucleares destinadas a destruir Israel, armas nucleares que poderiam ameaçar o mundo inteiro”. Também descreveu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como o melhor parceiro que Israel já teve.

LULA

O ato da delegação brasileira ocorre um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mencionar o conflito entre israelenses e palestinos durante seu discurso na Assembleia Geral. Em seu pronunciamento, o presidente chamou os líderes palestinos Yasser Arafat e Yitzahk Rabin de “estadistas” que “desafiaram o passado para projetar um futuro de paz”, mas foram “derrotados pelo ódio”.

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– Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza. Civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas – acrescentou o petista.

Lula é considerado persona non grata em Israel desde fevereiro de 2024, por ter comparado a guerra deflagrada por Israel em Gaza ao extermínio de judeus promovido por Adolf Hitler durante o Holocausto.

Essa posição do governo brasileiro não poderia ser diferente, visto que nunca reprovou os atos de terrorismo do grupo assassino Hamas. Ainda o que comprova essa posição, é a relutância de não reconhecer os narcotraficantes como grupo terrorista e ficar de fora do consórcio da maioria dos países da América Latina, que se juntaram aos Estados Unidos no combate ao crime dessas facções.

 O presidente Lula demonstrou sua simpatia pelos regimes ditatoriais como o de Cuba, por exemplo.

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  • Da Redação / Com informações da CNN Brasil
  • Foto Destaque: Crédito – Ángel Comenares / agência EFE
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