Futebol sem Brilho
Brasil vence a Colômbia com um futebol que não convence e não empolga o torcedor
Esportes / Futebol
Brasília / DF
O Brasil não teve vida fácil, mas conseguiu vencer a Colômbia por 2 a 1 no Mané Garrincha, na noite desta quinta-feira (20), pela 13ª rodada das Eliminatórias. A Seleção começou bem e abriu placar cedo, com Raphinha, de pênalti. Com o passar do tempo, porém, o adversário cresceu no jogo e deixou tudo igual com Luis Díaz. Já na etapa complementar, a Amarelinha melhorou e foi recompensada no fim. Vini Jr arriscou um chute de fora da área, a bola desviou na marcação e entrou.
Agora, a equipe de Dorival Júnior vira a chave para a 14ª rodada das Eliminatórias. A Seleção volta a campo na próxima terça-feira (25), às 21h, para enfrentar a Argentina no Monumental, em Buenos Aires.
O jogo
O Brasil teve um bom início de partida no Mané Garrincha e contou com o talento de Raphinha para sair na frente. Envolvido nas primeiras ações ofensivas da Seleção, o camisa 11 descolou ótimo passe para Vini Jr, que foi derrubado dentro da área. O árbitro, então, assinalou o pênalti. Raphinha foi para a cobrança e abriu o placar em Brasília.

A Amarelinha seguiu melhor por mais alguns minutos, mas depois diminuiu o ritmo. A Colômbia chegou pela primeira vez com perigo aos 20 minutos e, a partir daí, cresceu no duelo.
Um um erro do Brasil, Los Cafeteros aproveitaram para deixar tudo igual no marcador. Aos 40 minutos, Jhon Arias desarmou Joelinton, que entrou no primeiro tempo na vaga de Gerson, machucado, e a bola sobrou para Lerma. O volante logo acionou James Rodríguez, que abriu para Luis Díaz. O atacante do Liverpool abriu espaço e finalizou no canto esquerdo de Alisson.
O momento era todo da Colômbia, que ainda teve a chance da virada antes do intervalo. Já no segundo tempo, a Seleção finalmente voltou a pressionar o adversário. Foram três boas oportunidades, mas nenhuma delas virou gol. A melhor veio com Vini Jr, que ficou cara a cara com o goleiro, mas o camisa 7 tocou para o lado ao invés de chutar e desperdiçou o ataque.
Por outro lado, a Colômbia também conseguia levar perigo. A principal chance veio por volta dos 17, quando a bola bateu em Joelinton e entrou, mas o árbitro já parava a partida para pegar uma falta em Alisson.
A partida desta noite também contou com um susto grande. Alisson e Davison Sánchez se chocaram de cabeça, e o zagueiro colombiano caiu desacordado. Ele recuperou a consciência na sequência, mas precisou ser substituído, bem como o goleiro. O confronto ficou paralisado por cerca sete minutos.
Com o jogo retomado, o Brasil foi a seleção que mais buscou o gol. A recompensa veio aos 54 minutos do segundo tempo, quando Vini Jr, que não mostrou ainda na seleção, o futebol que tem, arriscou de fora da área, a bola desviou na marcação e entrou.
Apesar da vitória não retrata o que foi o jogo. A seleção continua apresentando deficiência e Dorival não conseguiu implantar um padrão de jogo. O torcedor não se empolga com essa seleção.
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* Da Redação / Com informações de O Dia
* Fotos: Rafael Ribeiro / CBF
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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