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Vexame na Estreia

Botafogo atua com um a mais quase todo jogo, mas perde para o Maricá

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Esportes / Futebol

Rio de Janeiro / RJ

Maricá está em festa ao vencer um dos grandes do Rio logo em sua primeira partida da história na Série A do Campeonato Carioca. E o fato de o Botafogo ainda estar com os campeões da Libertadores e do Brasileirão de férias, pouco importa. Afinal, o time alternativo do Glorioso jogou com um a mais praticamente todo o jogo no Nilton Santos e mesmo assim levou um incontestável 2 a 1, gols de Denilson e Hugo Borges, com Patrick de Paula descontando.

Botafogo x Macaé, pela primeira rodada do Campeonato Carioca de 2025, no Nilton Santos - Vitor Silva / Botafogo

Era para ser uma grande oportunidade dos jogadores sub-23, reservas e outros que estavam emprestados mostrarem serviço no Glorioso. Mas a verdade é que quase ninguém foi bem, principalmente o goleiro Raul, Carlos Alberto e Matheus Nascimento. A exceção foram os jovens Yarlen e Lobato. Já o Maricá foi recompensado pela entrega física e a dedicação tática.

Expulsão no início muda tudo 

O novato no estadual, aliás, contou com apoio de peso dos torcedores que foram ao estádio. E teve um início dos sonhos, ao marcar seu primeiro gol aos três minutos, com Denilson, após bobeada da defesa alvinegra. Só que aos 9 minutos a festa virou drama, com a expulsão do zagueiro Mizael, ao puxar Carlos Alberto, que ia em direção ao gol.

O Glorioso  se enrolou com um jogador a mais. O organizado Maricá de Reinaldo, ex-atacante do Flamengo, recuou para a própria área e fez uma linha de cinco e, às vezes de seis, além de encher a entrada da área.

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Em que pese ser o primeiro jogo do ano, o Botafogo de Carlos Leiria foi muito lento, sem criatividade e abusou de chutes de longa distância. Com enorme dificuldade para entrar na área, a primeira grande chance – e única trabalhada no primeiro tempo – apareceu aos 27, quando Carlos Alberto aproveitou a única bobeada da defesa adversária, mas parou em Dida. Newton, de longe, também obrigou o goleiro a uma boa defesa.

Botafogo x Macaé, pela primeira rodada do Campeonato Carioca de 2025, no Nilton Santos - Vitor Silva / Botafogo

O início do segundo tempo pareceu promissor aos botafoguenses, com o time mais incisivo no ataque, após a entrada de Yarlen na direita. Foram pelo menos três jogadas pelos lados do campo que levaram perigo, mas não tinha ninguém para colocar a bola para dentro. Na principal delas, Vitinho não alcançou o cruzamento de Newton.

Recuado, o Maricá encontrou uma possibilidade de ir ao ataque e fez que o o adversário foi incapaz: aproveitou a rara chance. Em uma falta boba de Newton na entrada da área, Hugo Borges cobrou no canto de Raul, que assim como no primeiro gol, não pegou bola defensável: 2 a 0.

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Algumas vaias foram ouvidas vindo dos poucos torcedores no Nilton Santos. Não era para menos, diante da atuação pouco inspirada e a pressão apenas na reta final do jogo. O Botafogo só diminuiu aos 45, com Patrick de Paula cobrando pênalti sofrido por Lobato, outro que entrou bem e passou a dar opção de bolas em profundidade. 

Vasco estreia com empate contra o Nova Iguaçu

O jovem Maxsuell, apelidado de \'Alegria\', enfrentou pela primeira vez o seu ex-clube, Nova Iguaçu

Maxsuel, do Vasco, enfrentou seu ex-clube, o Nova Iguaçu Foto: Celso Pupo/Arena

Não foi com um bom resultado a estreia do Vasco no Campeonato Carioca 2025, mas ao menos sem derrota. Indo a campo em São Januário – ainda que sem o mando do jogo – com elenco alternativo no começo da temporada, o Gigante da Colina saiu na frente neste sábado (11), mas retornou mal para o segundo tempo e ficou no empate em 1 a 1 com o Nova Iguaçu. Os gols foram marcados por Paulinho, para o Cruz-Maltino, e Sidney para o time da Baixada Fluminense.

O Cruz-Maltino volta a campo na próxima quinta-feira (16), novamente em São Januário, às 21h30 (de Brasília), contra o Bangu. O Nova Iguaçu, por sua vez, joga um dia antes, no Jânio Moraes, contra o Sampaio Corrêa.

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* Informações do jornal O Dia

* Foto/Destaque: Vitor Silva / Botafogo

  

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Esportes / Futebol

Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez

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em

Por André Costa*

Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.

Roteiro repetido

O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.

Adeus discreto de Messi

Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.

Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.

Como foi o jogo?

O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.

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A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.

Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.

Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.

Segundo tempo

A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.

A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!

A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.

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Prorrogação

O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.

Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.

Segundo tempo

Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.

A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.

A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.

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*Gazeta Esportiva – Conteúdo

*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP

 

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