Vôlei Olímpico / Paris 2024
Brasil supera a Turquia em grande jogo e leva o bronze no vôlei feminino
Esportes / Olimpíadas
Seleção faz 3 sets a 1 e mantém a tradição de medalhas consecutivas na modalidade desde Barcelona-1992
Não foi a tão sonhada medalha de ouro mas, ao menos, o Brasil deixou os Jogos Olímpicos de Paris-2024 em cima do pódio. A seleção brasileira feminina de vôlei venceu a Turquia por 3 sets a 1 (25/21, 27/25, 22/25 e 25/15) e terminou com o bronze olímpico, neste sábado, na Arena Paris Sul. Manteve assim a tradição da modalidade que conquista medalha na competição desde a edição de Barcelona-1992. São nove seguidas com o time masculino, o feminino ou ambos. Estados Unidos e Itália decidirão o título neste domingo.
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Brasileiras comemoram a vitória – Foto: Mirian Jesk / COB
Gabi, que viveu momento ruim na semifinal, contra os Estados Unidos, foi o grande nome da partida. Foram 28 pontos (22 de ataque, 5 de bloqueio e 1 no saque) da capitão brasileira. Vargas, da Turquia, veio logo atrás, com 26 (22 de ataque, 3 de bloqueio e 1 no saque). Também se destacaram Thaísa (17 pontos) e Cebecioglu (14).
O Brasil chegou na disputa pelo bronze com apenas uma derrota, por 3 a 2 para os Estados Unidos, na semifinal. Elas haviam passado como um trator nas fases anteriores sem perder sets. No confronto direto, o retrospecto contra a Turquia era favorável para a seleção brasileira: desde 2012, as seleções haviam se enfrentado 17 vezes e o Brasil venceu 10 partidas, incluindo na Liga das Nações 2024. A turcas buscavam uma inédita medalha olímpica.
No primeiro set, um leve susto. A Turquia abriu 3 a 0, mas em apenas uma sequência de saque de Thaísa, o Brasil entrou no jogo e depois chegou a abrir 8 a 4. Erros seguidos recolocaram a Turquia na partida, com direito rally empolgante, bloqueio e contra ataque (passaram à frente em 10 a 9), O jogo foi ponto a ponto até o Brasil abrir 22 a 20 com dois belos bloqueios e depois fechar em 25 a 21 também no paredão.
Equilíbrio
Na parcial seguinte, o Brasil manteve a pegada e abriu 4 a 0. Mas em sequência de erros de contra-ataques das brasileiras, a Turquia passou à frente em 5 a 4. As turcas fizeram três pontos de bloqueio apenas nesse início de parcial. Atrás no placar, o Brasil venceu longo rally e empatou em 9 a 9. No final, as turcas abriram 19 a 15, o Brasil buscou o jogo e no bloqueio empatou em 20 a 20, com Thaísa, e depois passou a frente em 22 a 21, com Ana Cristina. Em final de jogo apertado, o Brasil teve dois set points e chegou ao 27 a 25 com Gabi. Na parcial, a Turquia fez 8 pontos de bloqueio e o Brasil, seis.
A seleção não aproveitou o embalo da vitória no segundo set e permitiu que a Turquia, ao longo da terceira parcial, recuperasse a confiança. O terceiro set foi lá e cá, com alternâncias no placar. Até que a Turquia abriu 17 a 15 com dois aces seguidos, sendo o segundo com a ajuda da rede. Vargas e Cebecioglu foram os principais nomes do ataque turco. Principalmente a camisa 11 que derrubou a bola final (25 a 22). Fazia, até aquele momento, 12 pontos no jogo.
A Turquia gostou do jogo e no bloqueio abriu 7 a 4. Mas foi com um bloqueio triplo em Vargas que o Brasil deslanchou. Do 7 a 7 foi ao 10 a 7, após erros das rivais e contra-ataques certeiros; Gabi comandou o final da parcial, Nessa altura, a capitã do Brasil já somava 25 pontos. E terminou com 28, grande nome da conquista, em set que fechou em 25 a 15.
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* Informações jornal Extra – Carol Knoploch
* Foto: Annegret Hilse / Reuters
Esportes / Olimpíadas
Cerimônia de encerramento dos Jogos de Paris destaca valores olímpicos em grande evento
Stade de France foi palco de grandes apresentações artísticas e início do ciclo para Los Angeles 2028
Paris / França
Chegaram ao fim os Jogos Olímpicos de Paris, edição marcada pelo retorno do público ao principal evento esportivo do mundo após a edição de 2021 em meio à pandemia da Covid-19. A cerimônia de encerramento foi realizada neste domingo (11), no Stade de France, e teve início às 16h (de Brasília). O último ato na capital francesa já vira a chave visando o ciclo para 2028, em Los Angeles. A festa quis mostrar os valores franceses, olímpicos, e de solidariedade entre os povos.

Ana Patrícia (à direita) e Duda foram medalha de ouro no vôlei de praia Foto: Alexandre Loureiro/COB
O primeiro ato foi a apresentação de um musical para abrir a cerimônia. Artistas de apresentaram perto da pira olímpica cantando a música “Sous le ciel de Paris”, que exalta a cidade e traz referências ao apelido de “cidade do amor”.
Logo em seguida, a pira olímpica foi apagada no jardim do Louvre e a chama transportada para o Stade de France, cerca de 10km de distância. Com as presenças de Emmanuel Macron, presidente da França, e Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional, o hino do país foi tocado por uma orquestra.
Desfile e celebração
Por volta das 16h20 (de Brasília), teve início o desfile das bandeiras das 205 delegações que participaram dos Jogos Olímpicos. A da Grécia, como tradição por ter sido sede do primeiro evento, na cidade de Olímpia, abriu o segundo ato. Quem carregou a bandeira do Brasil foram as jogadoras de vôlei de praia Ana Patrícia e Duda, que conquistaram a medalha de ouro.
Após os porta-bandeiras entrarem no gramado do Stade de France, foi a vez de todos os atletas ainda presentes nos Jogos subirem para uma celebração final. No centro do gramado, o palco montado para o desfile formava o Mapa-múndi com uma réplica gigante da medalha de ouro entre os continentes.

Com as delegações dentro do estádio, a organização, como indicou o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, fez a festa para os atletas. Com músicas populares que tocaram nas arenas, como “Les Champs-Elysées”, de Joe Dassin, e outros hits do pop do país.
Último pódio e mais homenagens
As últimas medalhistas dos Jogos Olímpicos de Paris, da maratona feminina, foram premiadas pelo presidente do COI e ovacionadas pelo Stade de France. Sifan Hassan, da Holanda, foi a grande campeã da prova de 42km com tempo de 2h2min22s55. Tigst Assefa, Etiópia, ficou com a prata, e a queniana Hellen Obiri com a medalha de bronze.
Os Jogos Olímpicos de Paris contaram com o número incrível de 45 mil voluntários. O Comitê Internacional, em parceria com o organizador local, homenageou os trabalhadores que se candidataram em um grande pódio montado de frente para a arquibancada principal.
Teatro
Um dos momentos marcantes da cerimônia de encerramento da Olimpíada foi mais uma apresentação da orquestra, em parte que o Comitê buscou relembrar conquistas da França e projetar os próximos anos do país. As luzes foram apagadas, outra iluminação fez brilhar o Mapa-múndi no meio do gramado enquanto o “Viajante Dourado” chegou no local como se estivesse descendo do céu – ideia é de um personagem que venha para conhecer os valores olímpicos, de solidariedade entre os povos e projetar o futuro. Ao fundo, o hino da Grécia foi tocado.
Um grupo de balé se apresentou no grande palco representando a escavação dos anéis olímpicos. A estátua da deusa grega Nike foi projetada – ela está exposta no Louvre – e houve o encontro com o “Viajante Dourado”. A apresentação teve como objetivo mostrar a cultura da Grécia Antiga. Ao fim, os anéis olímpicos foram projetados com diversos arcos armados pelos bailarinos.
Momentos marcantes

Simone Biles e Karen Bass, prefeita de Los Angeles, cidade-sede em 2028 Foto: Franck Fife/AFP
Nos telões do Stade de France, um vídeo emocionante foi apresentado para mostrar momentos importantes dos Jogos Olímpicos de Paris, como o salto de Simone Biles, a foto marcante de Gabriel Medina, a reverência à Rebeca Andrade após ouro no solo e também a medalha de ouro da judoca Bia Souza, a primeira das três conquistadas pelo país na França.
Logo em seguida, teve início mais um momento festivo com apresentação da banda “Phoenix”. Atletas puderam se aproximar do palco no meio do gramado e virou um grande show no Stade de France.
No fim, discursaram Tony Estanguet, presidente da organização do Comitê de Paris 2024, valorizando todo o legado deixado pelo país nos Jogos Olímpicos e destacando o sucesso de público nas arenas e estádios, e Thomas Bach, presidente do COI que vai para seus últimos momentos de mandato. Tony também citou o mérito esportivo da delegação esportiva, que, em casa, conseguiu 64 medalhas e bateu seu recorde na história das Olimpíadas, e convidou o público para os Jogos Paralímpicos, a partir do dia 28 de agosto.
Thomas Bach deu ponto final aos Jogos Olímpicos de Paris com discurso de paz entre as nações, grande foco do evento, como marca importante da edição da França em 2024. Bach parabenizou a organização do comitê local e celebrou o sucesso também em transmissões dos jogos por todo o planeta. Em seu discurso, o alemão lembrou a presença marcante de mulheres em número de pódios e o trabalho do COI para um número mais igual entre os gêneros dos atletas.

Tom Cruise fez a transição da bandeira olímpica para os Jogos de Los Angeles 2028 / Foto: Franck Fife/AFP
A cerimônia foi encerrada com a retirada da bandeira olímpica do Stade de France, acompanhada do hino dos Jogos Olímpicos e a chegada da chama olímpica, levada por Leon Marchand, nadador francês que ganhou quatro medalhas de ouro. Deu-se, então, a transição do COI para armação do ciclo visando a edição de 2028, em Los Angeles, nos Estados Unidos, de 14 a 30 de julho.
Quem recebeu a bandeira foi Simone Biles, atleta da ginástica artística, e Karen Bass, prefeita da cidade-sede da próxima edição. Gabriella Wilson, mais conhecida como “H.E.R”, cantou o hino dos Estados Unidos. O ator Tom Cruise desceu do teto do Stade de France com suporte de um cabo de aço e foi parar no gramado para cumprimentar os atletas. Ele pegou a bandeira olímpica e saiu do estádio de moto.
Direto de Los Angeles, em festa integrada que foi exibida para todo o Stade de Farance, a banda de rock Red Hot Chili Peppers tocou o sucesso “Can’t Stop” em Venice Beach, uma das praias mais famosas da cidade. Em seguida, a cantora Billie Eilish, no mesmo local, se apresentou com a canção “Birds of the feather”, e o rapper Snoop Dog, que marcou presença em diversos eventos em Paris, também mostrou seu talento ao lado de Dr. Dre. Um show de organização e passagem de bastão para o ciclo dos próximos quatro anos.
Os Jogos Olímpicos de Paris 2024 chegaram ao fim com liderança dos Estados Unidos no quadro de medalhas, superando a China na última disputa da competição.
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* Informações de agências internacionais / AFP / Reuters
*Fotos: Divulgação / COI
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